[Projeto Nemésis ato V] Ataque incendiário/explosivo contra a Confederação Nacional de Donos de Camiões (Santiago do Chile)

Retirado de ContraInfo:

PROJECTO NEMÉSIS ATO V

Na madrugada de 25 de Julho atacamos com um dispositivo incendiário/explosivo o edifício pertencente à Confederação Nacional de Donos de Camiões do Chile, situado na Almirante Barroso, no centro da cidade de Santiago.

A Confederação Nacional de Donos de Camiões do Chile é uma ligação estrutural na cadeia de dominação e exploração, tomando parte ativa tanto no saqueio do meio ambiente como no transporte de mercadorias no território chileno e no Wallmapu.

São eles uns dos principais beneficiários do projeto IIRSA – um dos seus objetivos é o «melhoramento» da infra-estrutura de estradas para a circulação de mercadorias nos países do Sul Latino-americano.

São eles que também se encontram na primeira linha de empresários que trabalham em estreita colaboração com o Estado Chileno na intensificação da repressão e da investigação policial em território mapuche – tentando pôr freio, sem êxito, à guerra dos camiões que faz parte da sublevação autónoma mapuche na defesa do seu território ancestral.

O nosso dispositivo funcionou na perfeição, danificando a porta do recinto e embora não fosse assinalado pela imprensa, eles sabem que um atentado atingiu as portas da sua  guarida e nós sabemos que a perigosidade da ofensiva anárquica não se mede nem pela cobertura mediática nem pelos flashes dos jornais. Esperamos que tenham contado, com preocupação, à Presidenta Michelle Bachelet acerca do nosso ataque – na reunião que tiveram com ela, no dia seguinte, às 8.15 hrs.

Nós, anárquicxs inimigxs de toda a forma de autoridade e ordem social, somos parte da continuidade histórica da rebelião emancipadora, nunca pacificada em nenhuma época ou lugar.

Somos os desejos de liberdade, armados de fogo e consciência, demonstrando uma vez mais que a rebelião e o ataque armado são tão possíveis quanto necessários num mundo dominado pelo poder e pelo dinheiro, buscando controlar e mercantilizar as nossas vidas e o planeta em que habitamos.

A nossa permanente rebelião mantém o fogo da libertação total, incendiando as ilusões da democracia, o reformismo e a via eleitoral, buscando agudizar a crise na ordem imperante, em vez de o salvar para lhe dar novos ares de Capitalismo Verde ou Estado Cidadão.

Cada atentado contra os responsáveis do domínio e os seus defensores demonstra sempre que se pode passar à ofensiva – com misturas incendiárias e explosivas que combinam a raiva, a cautela e a segurança no nosso modo de ação.

Enviamos uma saudação cúmplice a todxs xs companheirxs que ao longo do mundo enfrentam julgamentos, encarceramentos e clandestinidades – sobretudo a Juan, Nataly e Enrique no Chile, Fernando Bárcenas no México, a Alfredo Cospito, Nicola Gai, Davide Delogu e a todxs xs acusadxs na operação Scripta Manent em Itália, xs acusadxs na operação Fénix na República Checha, a Lisa na Alemaniha e membrxs da Conspiração de Células de Fogo na Grécia.

Enquadramos esta ação no «Projeto Nemésis» – proposta de companheirxs da Conspiração de Células de Fogo (Grécia) para atacar diretamente os centros de reunião, trabalho e local de habitação dxs responsáveis do domínio. Duas ações na Grécia e duas no Chile precederam o nosso ataque, por isso o denominados  «ATO V».

PORQUE A OFENSIVA ANÁRQUICA CONTINUA VIVA EM CADA ATENTADO PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
A MULTIPLICAR  OS ATAQUES CONTRA O PODER, OS SEUS CÚMPLICES E TODA A AUTORIDADE!

“Banda Ácrata por um Inverno de Fogo”- Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional.

PROJETO NEMÉSIS (traduções de Contra Info em português)

Sobre o projecto

ATO I (Grécia)

ATO II (Grécia/Alemanha)

ATO III (Chile):

ATO IV (Chile)

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Buenos Aires, Argentina: Ação direta contra a desaparição de Santiago Andrés – Atualização da situação

Retirado de ContraInfo:

Aproximadamente às 10h da manhã de hoje (sexta-feira, 4/08/2017), a quase quatro dias do desaparecimento do companheiro Santiago Maldonado “lechuga”, destruímos a casa da província de Chubut, na putrefata capital do Estado chamado Argentina.

Embora abundem as razões, a raiva começa a transbordar e a transbordar-nos, já lá vão mais de 72 horas e um companheiro não aparece, enquanto Facundo Jones Huala continua em greve de fome.

Estendemos a nossa solidariedade ao povo mapuche e expandimos a nossa raiva contra todos os estados, o capital, a autoridade e todos os seus cúmplices.

Até que apareça o lechuga e até que o caos os sucumba!

Anárquicas individualidades expansivas do caos
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[Panfleto] APARIÇÃO DE SANTIAGO MALDONADO COM VIDA, JÁ!

Há já várias horas que não temos a certeza do paradeiro de uma pessoa. Mas não de uma pessoa qualquer, trata-se de uma pessoa solidária, companheira, anti-autoritária. O que sabemos, sim, é que uma vez mais as miseráveis forças da Gendarmeria [Força de Segurança de natureza militar] actuaram em conformidade com a rdem normativa democrática que em nada fica atrás das “temidas” ditaduras.

Uma vez mais o Lof em Resistência [famílias mapuche agrupadas num território libertado] em Cushamen, Chubut, foi invadido. E cada vez mais se acrescenta a perseguição e a domesticação do povo mapuche (que continua em luta para se recuperar como povo). Diversos assaltos, acosso policial e perseguição a várias comunidades mapuches – como o caso da prisão e pedido de extradição de Facundo Jones Huala, em cumplicidade mútua dos estados argentino e chileno – fazem ressurgir a raiva naquelxs que não querem ser mandadxs nem obedecidxs.

Nesta última repressão (a 1 de Agosto) entre uma chuva de balas, corridas e detenções- xs que tinham sido detidxs já foram libertadxs) – desaparece o “lechuga”. Conhecido companheiro do meio anárquico e anti-autoritário que se encontrava de forma solidária a apoiar e a resistir no Lof.

Há já várias horas que não sabemos ao certo do “lechuga” e a paciência começa a estalar, qual cristal que sofre o impacto das pedras da rebelião. Há já várias horas que não sabemos do paradeiro de um companheiro, mas o que sabemos, sim, é que não se respeita a yuta [bófia], que as suas leis  não nos atemorizam e que a combustão de alguns elementos acende e aviva o fogo.

Fogo que realça as nossas paixões contra a sua domesticada podridão.

¡Amulepetayinweican!
[A luta continua!]

Compilação informativa da desaparição de Santiago Andrés Maldonado (recebida a 5 de Agosto):

– Santiago desapareceu a 1/8, durante a brutal repressão levada a cabo pela gendarmeria na lof em resistência do departamento cushamen. Onde participaram os esquadrões 34, 35, 36, Ramos Mejía e Rawson, os quais abriram uma caçada humana, disparando sem parar.

– Sabe-se que Santiago Andrés Maldonado foi detido por efetivos da gendarmeria, durante essa brutal situação.

– Foi realizada uma busca exaustiva pelas delegacias circundantes à área, yendo todas negado a ingressão dele.

– Familiares, organizações de direitos humanos e companheirxs compañeros apresentaram habeas corpus, nos tribunais de Bariloche, Bolsón, Esquel. Como também em todo o país. Foi realizada uma ampla difusão por parte de um organismo de direitos humanos.

– Acosso por parte da gendarmeria ao irmão de Santiago, Sergio Maldonado, na altura em que este se acercou da lof à procura de mais informações sobre a situação em que foi detido e desaparecido o seu irmão;  novo acosso quando Sergio chegava à cidade de Esquel, por parte de efetivos da gendarmeria.

– Manifestações em toda a comarca andina, Neuquen, Cordoba, Buenos Aires e Uruguai, exigindo-se a imediata aparição do companheiro Santiago Andres Maldonado.

– Está-se a realizar uma conferência de imprensa por parte de membros da CPM (comissão pela memória). Na sede da Federação Judicial Argentina, rua Rincón 74 na cidade de Buenos Aires. Estará presente o presidente da CPM, Víctor Mendibil e outros integrantes do organismo, junto ao irmão do jovem desaparecido, amigos, familiares e companheiros. Acompanharão, também, o CELS e outros organismos de direitos humanos e organizações sociais que nas últimas horas se juntaram à exigência de aparição com vida.

Para além de que Santiago Andres Maldonado é um companheiro anarquista que decidiu se solidarizar de maneira ativa com a digna luta do povo mapuche e acudir indo à lof em resistência, quando soube da brutal repressão que estava a suceder a 1 de Agosto.

Santiago, aliás o bruxo, está desaparecido por se solidarizar e por lutar!!!!!!

O ESTADO E O CAPITAL, ATRAVÉS DO SEU APARELHO REPRESSIVO, SÃO OS CULPADOS DA DESAPARIÇÃO DO NOSSO COMPANHEIRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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[Argentina] Convocatória em Buenos Aires: Não à Planta Nuclear na Patagônia

Retirado de ANA:

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Contra a energia nuclear e o progresso!

No território controlado e devastado pelo Estado Argentino existem três plantas de energia nuclear (duas próximas à cidade de Zárate, província de Buenos Aires, e outra em Embalse, Córdoba, que deveriam estar fechada há anos, mas continuam em funcionamento); e uma pseudo central nuclear que se encontraria próxima à fronteira com o Paraguai, em Formosa, que ainda não estaria aberta e encontrou resistência por parte da população.

Ainda que digam que pode ser uma energia “limpa”, que com controle suficiente não acontecerá nenhuma “desgraça”, que é necessária para o futuro, sabemos que, primeiro, a energia nuclear possui fins militares, segundo, que destrói e contamina todo tipo de vida animal e vegetal na região em que é instalada. Uma consequência que jamais importou aos capitalistas que aumentam seus lucros e suas contas no exterior.

Monsanto, Bayer, Benetton, Chevron, YPF, Microsoft e milhares de empresários cúmplices da devastação em todas partes onde a civilização instala a sua bandeira.

Aos justificadores do progresso, não os respeitaremos com sua opressão, que ardam com sua cumplicidade.

Pela liberdade, a nos organizarmos contra o inimigo nuclear!

Fonte: https://porlatierraycontraelcapital.wordpress.com/2017/08/01/convocatoria-en-buenos-aires-no-a-la-planta-nuclear-en-la-patagonia-arg/

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[Argentina] Devolvam Santiago Maldonado com vida! Liberdade ao lutador mapuche Facundo Jones Huala!

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/files/2017/08/devolvam-santiago-maldonado-com-vida-liberdade-a-1.jpeg

Recebido no email:

Na manhã do dia 1º de agosto a comunidade indígena Mapuche Pu Lof sofreu um ataque da polícia argentina em conjunto com o empresário latifundiário Luciano Benetton, com o objetivo de expulsar a comunidade que ali habita há mais de 500 anos. Esse povo localizado no sul da Argentina, próximo a Bariloche, vem sofrendo ofensivas dos governos argentino, chileno e também de empresários que não reconhecem seu direito à terra. Neste dia foi ateado fogo nas casas, pertences, ferramentas de trabalho e sementes usadas para o plantio e subsistência, além de serem agredidas todas as pessoas que ali estavam, incluindo as crianças. Em um ato covarde de repressão foram presas as pessoas que não conseguiram fugir dos ataques policiais, e até o momento segue desaparecido Santiago Maldonado, um companheiro que estava junto ao povo Mapuche em resistência e que, depois de levado pela polícia, nada mais se soube sobre seu paradeiro. Seu nome não consta nas listas de pessoas detidas, sendo que a última vez que foi visto foi sendo levado por policiais.

EXIGIMOS A DEVOLUÇÃO IMEDIATA DO COMPANHEIRO SANTIAGO MALDONADO COM VIDA PELO ESTADO GENOCIDA ARGENTINO

SOLIDARIEDADE A TODOS OS POVOS INDÍGENAS!

ABAIXO AO LATIFÚNDIO ASSASSINO NO CAMPO!

GOVERNO ARGENTINO, A CULPA É SUA!

DENUNCIAMOS O SEQUESTRO DE UM APOIADOR DO POVO INDÍGENA MAPUCHE PELA POLÍCIA ARGENTINA!

PELA DEVOLUÇÃO IMEDIATA DE SANTIAGO MALDONADO COM VIDA!

MICHEL TEMER, KÁTIA ABREU, MAURICIO MACRI, PATRICIA BULLRICH E LUCIANO BENETTON – LATIFUNDIÁRIOS PERSEGUIDORES DOS POVOS INDÍGENAS! NÃO TEMOS MEDO DE VOCÊS!

Mais informações: Red de Apoyo Comunidades en Conflicto – MAP (@ApoyoMap -Facebook)

BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA OS POVOS INDÍGENAS!

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5ª Semana Internacional de Solidariedade aos Prisioneiros Anarquistas, de 23 a 30 de agosto

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Este ano, a Semana Internacional de Solidariedade aos Prisioneiros Anarquistas acontecerá pela quinta vez entre 23 e 30 de agosto e estamos mais fortes do que nunca!

Alguns presos políticos já estão sendo apoiados, mas está longe de que sejam todos. Ademais, os apoiados estão geralmente envolvidos em políticas autoritárias e não em atividades radicais. Os prisioneiros anarquistas geralmente não são pessoas conhecidas, mesmo embora possam ser ativistas de longa data. Suas formas de combater opressores e injustiças não seguem necessariamente as leis vigentes em suas localidades, o que é julgado por algumas organizações autoritárias. A grande quantidade e diversidade de casos de prisioneiros anarquista é surpreendente para muitos.

Queríamos escolher uma semana, de modo que fosse mais fácil organizar diferentes tipos de expressões de solidariedade, que se apoiariam umas às outras. O começo da semana foi escolhido por ser a data de execução de Sacco e Vanzetti, dois anarquistas ítalo-americanos, em 1927. Foram condenados com pouquíssima evidência e muitos ainda consideram que foram castigados por seus pontos de vista anarquistas.

Sejam bem-vindos a participar!

A solidariedade pode se expressar de várias maneiras.

Por favor, nos informe de suas ações no endereço: tillallarefree@riseup.net. Também pode divulgar seu evento antecipadamente no mesmo endereço, faremos uma lista com eles em nossa página: solidarity.internacional. Na página você pode também encontrar exemplos e dicas de ações e cartas de apoio a anarquistas, links para listas de prisioneiros e muito mais.

solidarity.international

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[Grécia] Vídeo: Anarquistas defendem a Zona Autônoma de Exarchia da polícia

Retirado de ANA:

A polícia de choque recebeu bombas, molotovs e pedras jogadas neles quando a comunidade de Exarchia defendeu a sua Zona Autônoma em Atenas, em 29 de junho de 2017. Foi relatado que dois policiais de choque foram feridos e não houve nenhuma prisão.

No início da semana, a união policial Poasy tinha planejado entrar em Exarchia e fazer uma reunião pública na praça Exarchion para falar sobre os ataques anarquistas à polícia. Essa reunião pública sofreu chacota dos anarquistas que ameaçaram fazer uma passeata em Kolonaki, bairro de classe alta vizinho.

A consequência de uma longa semana de debate político foi a proibição de qualquer reunião em Exarchia e Kolonaki das 6 da manhã até a meia-noite de 29 de junho.

Essa proibição foi ignorada pelos anarquistas e outros antiautoritários que atacaram a polícia de choque estacionada em torno da Universidade Politécnica. A polícia lançou dezenas de bombas de gás lacrimogêneo ao longo de toda a noite, deixando quadras inteiras expostas ao gás irritante. Bombas de efeito moral e outros dispositivos de controle de multidões também foram usados pela polícia.

Vídeo: https://vimeo.com/223709770

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[RS] Conheça seus inimigxs: Contra a Monsanto e tudo o que a faz possível

Recebido no email:

Rio Grande do Sul, 8 de Julho de 2017

O agro-negócio implica todos os processos que englobam a produção, processamento e comercialização de bens de origem agrícola e pecuário. É uma indústria que vai da produção de matéria prima até aos produtos manufacturados na gôndola do supermercado, englobando também os diferentes processos de transporte e distribuição assim como o referente ao pessoal associado à produção e às instituições públicas e privadas encarregadas de fomentar este processo.

Em nosso território (Rio Grande do Sul) é talvez o negócio mais importante e empresas como AGROESTE e AGROCERES estão na lista das principais empresas exportadoras. E neste entorno é onde capitaneiam empresas e holdings transnacionais como MONSANTO ¹, NIDERA², SYNGENTA³, CARGILL4  e  BAYER 5 . Entretanto sua presença aqui não seria possível sem o serviço de fatores locais como AGROESTE 6 , AGROCERES 7 , MONSOY 8 , DEKALB 9 ,   ROUNDUP 10  e  SEMINIS 11 entre outros que importam armazenam e distribuem seus produtos em todo o território. Empresas de maquinaria industrial como JOHN DEERE 12 , MARISPAN 13 e LS TRACTOR14também se encarregam de importar maquinaria  – pulverizadores ou fertilizadores  – fundamentais para estes processos. Estes burgueses do campo – latifundiários donos de milhares de hectares, que plantam com monocultivos contaminantes – se reúnem em instituições para defender seus interesses como a FARSUL15 e FEPAGRO 16.

Uma vez mais, toda a devastação e extração realizada não seria possível se não fosse pela já habitual cumplicidade do estado através da FRENTE PARLAMENTAR DA AGROPECUÁRIA 17 e do MINISTÉRIO do DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO 18:

1- Rua Padre Chagas, 415, sala 302,304, Porto Alegre – RS;  
2- Rua Dona Laura, 320, Rio Branco, Porto Alegre –RS; 
3- Rua Ernesto da Fontoura,1479,São Geraldo, Porto Alegre-RS;  
4- Rua dos Andradas,1121, Edifício Rua da Praia, Centro, Porto Alegre-RS; 
5- Avenida São Pedro,1605, São Geraldo, Porto Alegre-RS;  
6- Rua Jorge Malchow , 421, Piratini, Panambi-RS; 
7- Tritec (Lajeado), Rodovia BR386, km 344, 3500, Lajeado-RS;
8- Avenida das Nações Unidas, 1291, Torre Norte,  7° andar, São Paulo-SP; 
9- Rua Paulo J. Schlabitz, 130, Montanha, Lajeado-RS; 
10- Rua Marquês de Olinda, 89, Três Vendas, Pelotas-RS; 
11-  Agropiá, Rua Frederico Michaelsen, 129, Centro, Nova Petróplis-RS; 
12- Plantare, Est Mauricio Cardoso, 3425, Bairro Olaria, Montenegro-RS; 
13- Reis Tratores, Est Mauricio Cardoso, 2303, Bairro Olaria, Montenegro-RS; 
14- Rua Vereador Klaus Lennertz, 2130, Palmital, Garuva-SC; 
15- Praça Prof. Saint Pastous, 125, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS; 
16- Rua Gonçalves Dias, 570, Bairro Menino Deus, Porto Alegre-RS; 
17- SHIS QL10 Conjunto 8, Casa 6, Lago Azul, Brasilia-DF; 18- Avenida Loureiro da Silva, 515, sala 312, Centro Porto Alegre-RS;
“PRATICAR A DISSIDÊNCIA E A RAIVA ATRAVÉS DA AÇÃO DIRETA INSURRECIONAL. É FÁCIL, DIVERTIDO, PERTINENTE E NECESSÁRIO.“
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Alemanha: Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Retirado de ContraInfo:

Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Bem-vindxs ao inferno
Resistência ao vivo – Junte-se ao bloco negro
06 de Julho * manif anticapitalista
07 de Julho * bloqueios § ação de ancoragem –
08 de Julho * manif massiva
https: // g20tohell.blackblogs.org

Manifestação anti-capitalista internacional contra a Cimeira dos G20

G20: Bem vindos ao inferno

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, às 16:00,
Mercado do Peixe do bairro St. Pauli, Hamburgo

Quando os chefes de governo dos 20 países mais poderosos do mundo chegarem no dia 6 de Julho – com os meios de comunicação mundiais reunidos à espera de notícias da zona de crise, à volta dos salões de exposições de Hamburgo – já estaremos nas ruas.

Estamos a mobilizar-nos internacionalmente para que se transforme Hamburgo num local e ponto de exclamação da resistência contra as antigas e novas autoridades do capitalismo.

Uma manifestação na véspera da Cimeira do G20 expressará protesto e resistência, crítica radical e prática contra o patriarcal e capitalista estado das coisas. Estamos a resistir à prioridade discursiva das recepções e das conversas informais durante os dias a seguir.

O G20 está a criar um estado de emergência temporário e reverso político disso apoia cada uma das coisas contra as quais estamos a lutar. A polícia e os militares estão presentes nos telhados de Hamburgo durante a Cimeira e encontram-se a perpetuar regimes capitalistas, em todo o mundo. Tanto os modelos capitalistas neoliberais como os ditos proteccionistas fazem parte, similarmente, da exploração global, da compartimentação e empobrecimento.

Se essa violência cínica vai ser óbvia ou, pelo contrário, superada por grandes recepções e belas fotos também isso estará em jogo durante os dias quentes de Hamburgo.

Estamos a opor-nos à Cimeira, bem como a qualquer esforço para incluir a crítica política e resistência como uma parte da instrumentalização da Cimeira enquanto instituição democrática. Cimeiras como o G20 e instituições como o FMI, a OMC ou o Banco Mundial serem instrumentos de paz, direitos humanos ou de políticas climáticas é uma das grandes mentiras e ilusões dos poderes, sejam quais forem.

Quando as peças da política global estiverem selecionadas, após a Cimeira de 9 de Julho, o capitalismo e a exploração ainda existirão. No fim do dia serão as declarações finais e resumos voltados para o sucesso dos corpos políticos reunidos e público. Crises e guerras fazem parte do sistema capitalista, da mesma forma o protesto e escândalos são parte da orquestração da Cimeira. Cabe-nos abrir uma nova página e novas perspectivas de resistência.

O triunfo aparentemente incontestável do capitalismo deixou um rastro de devastação. A guerra é predominante não só como conflito militar mas também nas mentes de mais e mais pessoas. Uma multidão racista está a se mobilizar na Alemanha, em toda a Europa e em todo o mundo. Ideias raciais e nacionalistas estão a ser aceitáveis novamente. Entre outros, populistas de direita e os fascistas conseguiram uma viragem do discurso da sociedade para a direita.

Estão a ser feitos apelos a Estados fortes e fronteiras fechadas, com mais e mais força. Guerras por procuração para esferas de interesses – instrumentos de ordem mundial criados no século anterior e naquele antes disso – aparecem mais do que nunca com vista a serem meios legítimos para atingir fins políticos. Estamos num momento de crescente nacionalismo e ódio voltado para as minorias. Pogroms contra refugiados e outros grupos populacionais além da maioria. Ataques contra homossexuais e pessoas trans * ou inter * assim como a significância do fanatismo, tal como a da persuasão, estão a aumentar dramaticamente.

Migração e deslocações serão pontos focais da Cimeira e dos protestos também. Não se trata da liberdade de movimento para todos, nem mesmo corredores de deslocações seguros para evitar a morte em massa no Mediterrâneo a serem estabelecidos. Em vez disso, são as fronteiras e o fluxo de bens que estão a ser salvaguardados. Cinismo e promoções duvidosas prevalecem, enquanto a Cimeira está a tomar o seu curso.

A lógica do valor capitalista deverá expandir-se para os últimos recursos nas metrópoles, bem como na periferia das regiões rurais. No entanto, a penetração capitalista mundial também está a conectar o terreno da resistência. Por exemplo, a resistência contra projetos de mineração na Columbia está ligada a lutas político-urbanas contra a estação de moagem de carvão Moorburg, no porto de Hamburgo, que utiliza o carvão columbiano como recurso.

A devastação e a migração devido ao aquecimento global estão diretamente relacionadas à luta pelo direito de permanecer. As conexões de interesses de exploração capitalistas podem ser demonstradas, criticadas e confrontadas politicamente. A resistência ao G20 deve focar-se nessas interdependências à escala local e global e desenvolver relações mútuas e práticas de resistência.

Resistência em massa variável e imprevisível vai interromper os procedimentos tranquilos do desenrolar da Cimeira. Muitas pessoas vão se levantar contra esta encenação do poder – politicamente e na prática. Ao contrário da oposição civil, não vamos sugerir alternativas para manter o sistema capitalista vivo. Opor-nos-emos à opressão, exploração e exclusão de forma coletiva e com solidariedade.

Auto-organize-se, seja criativo e contribua vociferantemente, com raiva e poderosamente para a manifestação internacional anti-capitalista de 6 de Julho. Deixe essa manifestação ser uma primeira expressão de nossa resistência e do nosso antagonismo inconciliável às condições prevalecentes e ao espetáculo da Cimeira.

Em frente com a revolução social!

Começaremos no dia 6 de Julho, às 16:00, com uma ótima reunião de abertura. Contribuições culturais, musicais e políticas serão realizadas. A partir das 19:00 a manifestação aproximar-se-á da zona vermelha e a concentração final será levada a um lançamento de pedras da localização da Cimeira, nas salas de exposições.

Não deixe o capitalismo deitá-lo abaixo – Resistência ao vivo!

Aliança autónoma e anticapitalista “G20 – bem vindo ao inferno!”

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, 16:00,  Mercado do peixe do bairro de St. Pauli, Hamburgo

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