[POA] Me faz um favor… Procura que viva a anarquia

Recebido no email:

Porque o 22 de maio sentimos o bramido daquelxs indóceis.Percebemos aquela piscada cúmplice desde as ilhas do norte até as montanhas do sul.

Punky Mauri presente em nossas ações e corações

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[POA] Memória Kombativa. Barricada Solidaria 22 de maio

Mandado ao email:

Nossxs mortxs são chamas de rebeldia que não se apagam, que seguem ardendo em nossos corações insurretos e incendiando esse mundo de prisões que mantém nossas mentes inquietas e impulsionam nossos corpos à ofensiva. Fogo de vida que dentro de cada unx de nós se converte em coragem para romper com a paralise do medo e arrancar das mãos dos que dominam o monopólio da violência. Nossa memória negra mantém vivxs todxs que caíram em combate contra à dominação. se fazem presentes em cada ação de confrontação da ordem e das autoridades em cada ato de rebeldia. Nesta guerra a única derrota possível è deixar de lutar, nem o seqüestro e nem a morte jamais representaram a vitoria do inimigo.

Na fria madrugada do 22 de maio saímos as ruas dispostos a travar mesmo que temporariamente uma das engrenagens desse mundo capitalista que necessita estar sempre em constante movimento. No aconchego da escuridão e sob a fortaleza do anonimato nos encontramos para lembrar axs nossxs presxs e mortxs nessa guerra social, especialmente a Mauricio Morales,
companheiro anarquista que ha oito anos caia em combate em território chileno. Quando se aproximava o amanhecer armamos e ateamos fogo a uma barricada cortando o trafego na BR 116 sentido interior capital, rodovia federal e principal ligação entre a capital e a região dos vales, no trecho de cruzamento com a RS 235, entre as cidades de Novo Hamburgo e Estância Velha. Deixamos duas faixas no mesmo trajeto e lembramos a Mauri deixando claro que o próprio se fez presente.

Pela propagação do conflito e a expansão do kaos.
liberdade a todxs xs presxs!

Punky Mauri Presente!
Ke viva a anarkia!

Nas Faixas se le: Que o fogo da solidariedade sega incendiando esse mundo de prisões. Mauricio Morales Presente.

Memoria combativa. Morte ao estado e ao capital. Mauri Vive

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Rádio Cordel Anarquista promove neste sábado programa especial sobre “Indígenas Contra o E$tado”

Retirado de ANA:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/files/2017/06/radio-cordel-anarquista-promove-neste-sabado-pro-1.jpg

A luta indígena é também a luta por uma nova sociedade que já carregamos naturalmente em nossos corpos, anga (alma) e resistência. É o que podemos oferecer aos movimentos sociais” – Casé Angatu Xukuru Tupinanbá

Pisamos em uma terra que a mais de 500 anos atrás seus povos originários já foram livres, mas que foi invadida, saqueada e que uma grande parte de seus povos originários foram assassinados e massacrados, fatos que não fazem somente parte da nossa história, mas também da atualidade. Lutar pela causa indígena não é só lutar por terra, mas lutar por uma sociedade sem o e$tado, sem o capitali$mo e pela relação mais harmoniosa com a natureza (plantas e animais).

Atualmente a ganância da burguesia e latifundiários nacionais e internacionais tem intensificado as perseguições e assassinatos de indígenas em todo o território bra$ileiro, com a cumplicidade do e$tado e das grandes mídias. Mas em contraposição a isso indígenas de todas as partes estão se organizando para barrar tudo isso, uma mostra dessa resistência foi o dia 25 de abril onde mais de 3 mil indígenas foram até Brasília para protestar contra os ataques que estão sofrendo.

A Luta pela causa indígena também é uma das bandeiras da Rádio Cordel Anarquista, por isso preparamos um programa especial sobre o assunto, para ampliar nosso conhecimento e contribuir para essa luta que é extremamente importante tanto para os povos indígenas como para o anarquismo.

Por isso a Cordel convidou as seguintes pessoas:

Sassá Tupinambá – São Paulo/SP

Anarquista, Militante na Defesa dos direitos humanos dos povos indígenas, Assessor da Comissão de Direitos Humanos da 116° Subseção da OAB, Radioamador, Terapeuta Holístico.

Casé Angatu Xukuru Tupinambá – Ilhéus/BA

Morador no Território Tupinambá em Olivença na Aldeia Gwarini Taba Atã, Militante na Luta pelos Povos Indígenas, Docente da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC (Ilhéus/Bahia); Doutor pela FAU/USP; Mestre pela PUC/SP; Historiador pela UNESP; Autor dos Livros: “Nem Tudo Era Italiano – São Paulo e Pobreza na Virada do Século XIX-XX” e “Identidades Urbanas e Globalização: constituição dos territórios em Guarulhos/SP”, entre outros.

Quando: 17/06/2017 – Sábado

Horas: 17h30 (horário de Brasília)

Se você ficou interessadx não pode deixar de ouvir e participar!

Acesse: cordelanarquista.milharal.org

 

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Junho: Mês de agitação anárquica, pela liberação da terra

Retirado de ANA:

Convocatória de ações multiformes pela liberação total

Temos um mundo por destruir, se prepara compa. Sobre o território do sul se vai, pouco a pouco aplicando um plano, o plano IIRSA, para gerar mais infraestrutura e aumentar a exploração da terra com seus habitantes” (…) “Para defender a liberdade há que estar preparados. Nossa inteligência consiste em aprender a olhar para as costas e à frente. Temos que pensar no que acontece ao nosso redor. Temos que pensar, ademais, quais são exatamente os planos para este território. Depois de sabê-lo, pode ser defendido. Temos que nos adiantar compas, atacar antes que seja demasiadament e tarde. Defendamos nossa liberdade defendendo a de todos, isso é o mais inteligente a ser feito. A resposta depende de cada um, mas a força se maximiza quando nos encontramos com outros. Precisamos, isso sim, convicção. Para romper o mundo do domínio, se prepara. É tempo de sair à rua. Nós não impomos receitas, de fato, não temos nenhuma. Façamos as perguntas primeiro. É possível e desejável um mundo em que o vivo não seja transformado em mercadoria? Queremos fazê-lo ou só falar? Seguiremos sempre adiante, como sempre sem chefes nem dirigentes, não os precisamos. Há um mundo que construir, prepara-te compa.

-Anarquistas contra Aratirí e todo seu mundo, Junho de 2014

Decidimos propor o mês de junho como um mês onde se concentram as posturas anárquicas em defesa da terra e do mar: pela liberação total.

O projeto IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional da América do Sul) está invadindo todos os lugares e vidas do continente chamado sul-americano, é hora de passar à ação ofensiva, à agitação e coordenação contra a arremetida do capital, sua lógica de morte e sua máquina extrativista, apesar de que o tempo de luta é longo, é agora quando há que deixar de cruzar os braços.

O progresso é escravidão e morte de milhares de seres, a cidadania se regojiza com as promessas do capital e do Estado, enquanto a existência se faz cada vez mais miserável e violenta, com xenofobia, darwinismo social, patriarcado como valor único, especismo justificado em sangue, arrivismo cruel e cada vez mais patético em seu consumismo compulsivo. Sua forma de vida se expande com suas leis, exploração e repressão, e faremos o possível para que se destrua: arrematar a luta anárquica até as últimas consequências. A afirmação da liberdade é a negação de sua asquerosa autoridade.

A terra e o mar do qual fazemos parte não tem outra opção que a necessidade de passar o limite do conforto e da contemplação, rompendo com as lutas que desejam o poder, digam-se como se digam há que ter presença nas ruas das mais variadas maneiras possíveis, sem líderes nem dirigentes.

Fazemos a convocatória às compas afins e próximas de todas as latitudes a assumir posturas concretas frente aos inimigos do que nos atravessa. A IIRSA não avançará nem nenhum tipo de mercadoria nem poder se apropriará mais da vida: é aqui a consigna! É aqui a luta!

A todos os que sentem o impulso e a motivação pela liberação da terra chamamos a realizar durante o mês de junho, ou para sempre, todo tipo de ações multiformes, propaganda, sabotagem, solidariedade, atividades, agitação de rua, e tudo o que queiram imaginar. Como uma clara demonstração de que as posturas anárquicas em defesa da natureza contra toda exploração não se deixarão avassalar pelos interesses do Estado e do Capital! A terra está sendo assassinada e seus assassinos têm nome, sobrenome e endereço!

Eles nos declararam a guerra desde o começo… Luta anárquica contra toda autoridade! Pela terra e contra o capital!

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[Curdistão] Vídeo: Jinwar, o nascimento da primeira aldeia de mulheres livres de Rojava

Retirado de ANA:

curdistao-video-jinwar-o-nascimento-da-primeira-1

O paradigma da libertação da mulher na revolução de Rojava é um dos objetivos principais, no qual a sociedade e as organizações Curdas vem lutando desde o primeiro dia da revolta. Os avanços alcançados foram vastos, as mulheres se fortaleceram em todos os aspectos da vida: auto-organização, autodefesa, cultura e língua, educação, economia, meios de comunicação, etc…

Para dar continuidade a este trabalho, as companheiras de Rojava lançaram o projeto de Jinwar. A construção de uma aldeia de mulheres livres e ecológica, onde as mulheres podem se desenvolver de maneira independente e pôr em prática a vida comunitária que desejam. Um espaço de convergência e desenvolvimento para uma vida sustentável e livre da mulher, que servirá também como ponto de encontro e reflexão para todas as mulheres que desejem conhecer o projeto.

Podes entrar em contato com as companheiras através deste e-mail: womensvillage.jinwar@gmail.com

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[Caarapó-MS] Clodiodi tombou, muitos se levantarão!

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/files/2017/06/caarapo-ms-clodiodi-tombou-muitos-se-levantarao-1.jpg

O dia 14 de Junho de 2017 marca um ano do Massacre de Caarapó, onde fazendeiros e pistoleiros armados, em conluio com a polícia, atacaram covardemente a retomada Guarani Kaiowa de Toro Paso, deixando dezenas de feridos e assassinando o agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza. Um ano de impunidade, onde os executores e mandantes do crime seguem livres. Porém, o ataque impulsionou um ano de lutas e resistências, onde os Guarani Kaiowa avançaram na retomada de seus territórios, de su a vida e seus costumes. O local do massacre, hoje é a retomada Kunumi Poty Verá, nome indígena de Clodiodi.

Nesta data, relembramos todos os guerreiros indígenas que tombaram, desde aqueles assassinados nas mãos de grupos paramilitares, nas mãos do Estado brasileiro, nos atropelamentos em estradas criminosamente construídas sob suas terras, nos hospitais, vítimas do descaso generalizado, nos contínuos envenenamentos por agrotóxicos, e todas as formas perversas que a grande burguesia e o latifúndio se utilizam para sustentar o genocídio histórico dos povos indígenas. Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário, apenas no Mato Grosso do Sul, são 68 terras indígenas sem providências para dema rcação; de 2003 a 2015, apenas no MS, foram 426 assassinatos contra indígenas, metade do total de assassinatos contra ind&iacu te;genas no Brasil, sem contar ameaças, racismo, abuso de poder, suicídios, violência sexual, e outras formas de violência que historicamente recaem sobre os povos oprimidos e em luta.

O dia 14 de junho não pode ser esquecido. Convocamos os movimentos populares, organizações políticas, entidades democráticas e todos os apoiadores da causa indígena para construir ações de solidariedade no dia 14 de junho de 2017, trazendo à memória anualmente todos os indígenas que tombaram na luta pela terra: de Marçal Tupã’i a Clodiodi, ninguém será esquecido! A violência colonizadora e imperialista deve ser enfrentada com a união dos povos da terra com os povos da cidade. Que as recentes chacinas contra camponeses e indígenas não nos amedrontem – transformaremos o sangue de nossos mortos em revolta. A esperança é nossa luta. Construa em sua cidade, aldeia, quilombo!

Pela punição dos assassinos de Clodiodi e de todos os mártires do povo!

Contra o genocídio, avançar as retomadas!

Clodiodi Vive, Morte ao Latifúndio!

Comitê de Solidariedade aos Povos Indígenas de Dourados

 

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Rádio Cordel Anarquista transmite neste domingo ao vivo “Junho Negro pela Liberdade de Rafael Braga”

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Para muitxs que participaram das Revoltas de Junho de 2013 tudo que aconteceu ficará somente na memória, mas para Rafael Braga Vieira essa época ficará marcada em seu corpo, sua mente e sua história. Desde esse período Rafael foi sequestrado pelo E$tado, sendo condenado a prisão, e a inúmeras humilhações, tudo isso por portar consigo um produto de limpeza, escancarando o caráter racista das forças opressoras do E$tado. Racismo, provas forjadas, violência, é um retrato nítido de um pa& iacute;$ que só é maravilhoso, para quem é branco e rico.

Nesse mês de junho em que completa 4 anos da prisão de Rafael Braga acontecerá diversas atividades em todo o bra$il. A Rádio Cordel Anarquista também contribuirá para a “Campanha pela Liberdade de Rafael Braga”, e também para a luta anti-cárcere. Sendo assim a Cordel Anarquista convidou duas pessoas que constroem a luta pela liberda de de Rafael Braga para falarem sobre a campanha e também sobre toda a história que envolve o caso.

São xs seguintes convidadxs:

Andreza Delgado – Campanha 30 dias por Rafael Braga – SP

Rafael Ferreira – Campanha pela Liberdade de Rafael Braga – RJ

> Quando: 04/06/2017 – Domingo

> Horas: 17h30 (horário de Brasília)

Se você ficou interessadx não pode deixar de ouvir e participar!

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[França] Jean-Marc Rouillan condenado em segunda instância por “apologia ao terrorismo”

Nota de Cumplicidade:

A condenação de Jean-Marc Rouillan só demonstra a obstinação do estado francês em seguir perseguindo, vigiando e controlando cada movimento e cada palavra do ativista de Action Directe, organização de extrema esquerda que atuou na França de 1979 a 1987. Jean-Marc tem uma longa trajetória de luta. Aproximou-se dos libertários herederos da guerra civil espanhola na Espanha anti-franquista e no sul da França. Fundou MIL (movimento ibérico de liberação), uma organização anti-franquista que expriopriava bancos para fortalecer á luta. No MIL, conhece a Salvador Puig Antich, arrestado em 1973 e condenado a morte pelo estado espanhol. Para impedir o assassinato de Salvador e exigir a liberação dos companheirxs presxs, Jean-Marc e outrxs montam os GARI (Grupo de Ação Revolucionário Internacionalista), cujos atentados foram memoravéis. Em 1979, Jean-Marc e outrxs companheirxs criam Action Directe, uma organização de tendência marxista que buscou semeiar a revolta e expandir a ação direta armada numa França pacificada com o pseudo socialismo de Mitterand. Ele foi arrestado em 1987 junto com seus companheiros, Georges Ciprianni, Joëlle Aubron e Nathalie Ménignon. Jean-Marc passou mais de 24 anos em prisão, 7 anos em regime totalmente fechado, sem comunicação con ninguém além dos guardiãs. Em 2007 tinha conseguido um regime de semi-liberdade, proibindo-lhe falar sobre as mortes do General Audran e George Besse (diretor da empresa Renault), o regime de semi-liberdade foi revocado quando Jean-Marc deu uma entrevista no jornal “L´Express” e que a jornalista lhe perguntou se se arrependia dos assassinatos. “Não tenho o direito de me expressar sobre isso… mas o fato que não me expresse é de por si uma resposta. Porque é evidente que si mandava à merda tudo o que fizimos, poderia me expressar. Com essa obrigação de silêncio, nos impedem também de enxergar nossa experiência de maneira critica.” Ele por fim saiu em liberdade em 2011 onde trabalhou na editora auto-gestionada Agone que também publicou vários dos seus livros.

Além disso, o clima repressor baseado no medo do terrorismo (que o estado mesmo provoca mandando bombas e assassinando civís na Siria) atual na França favorece a legitimidade de qualquer interpretação absurda diante de um sistema judicial que faria de tudo para por um lado apagar e reprimir qualquer questionamento da política do estado de emergência e por outro, frear qualquer impulso rebelde que poderia desestabilizar o poder.

Desde Cumplicidade, mandamos nosso apoio a Jean-Marc Rouillan!

Mandado ao email:

Na terça-feira passada (16/05), Jean-Marc Rouillan, que foi condenado a prisão perpétua em 1989 e que se encontrava em um regime de semiliberdade desde 2011, foi condenado pelo Tribunal de Apelações de Paris por apologia ao terrorismo, baseado em uma citação fora do contexto a respeito dos atentados de Paris. Um julgamento político para o ex-militante do Action Directe.

Em uma entrevista concedida a Le Ravi em 23 de fevereiro de 2016, Jean-Marc Rouillan mencionou o valor dos terroristas que perpetraram os atentados de Paris contra Charlie Hebdo e o Hyper Cacher, condenando suas ações e “suas ideias como reacionárias”: “Lutaram valentemente. Lutaram nas ruas de Paris, sabiam que havia 2.000 ou 3.000 policiais. Muitas vezes nem sequer preparam suas saídas porque pensam que serão assassinados antes que terminem a operação. Os irmãos Kouachi, quando estavam na imprensa, lutaram até a última bala. Podemos dizer que estamos contra suas ideias reacionárias, que podemos falar de muitas coisas contra eles, dizendo que foi uma besteira fazê-lo, mas não podemos dizer que são crianças ou covardes”.

Imediatamente, as autoridades, começando por Cazeneuve, responsáveis pela morte de Rémi Fraisse, se manifestaram contra o ex-membro do Action Directe, que é responsável do duplo assassinato do engenheiro geral de armamento René Audran (1985) e do CEO da Renault Georges Besse (1986). Seus comentários distorcidos serviram rapidamente de pretexto para condenar uma extrema-esquerda que não aceitou o estado de emergência imposto pelo governo, já que a repressão contra a manifestação organizada contra a COP 21 [Cúpula do Clima de Paris] se observou perfeitamente. No entanto, as observações de Rouillan são inequívocas tanto na condenação da barbaridade dos atos como na iden tificação das causas imperialistas que os produziram: “A força aérea francesa que luta no Iraque e Síria favorece o Daesh. Quando bombardeamos uma escola, levantamos 2.000 combatentes para o Daesh.”

Rouillan foi julgado em 24 de junho de 2016 e sentenciado em 7 de setembro a oito meses de prisão. Foi beneficiado por uma campanha de apoio que gerou o abandono da acusação e de um julgamento em apelação contra Jean-Marc Rouillan. Na terça-feira passada, o veredito da justiça foi ainda mais severo que na primeira instância: 18 meses de prisão (10 meses com um indulto e 8 meses de estrita liberdade condicional), junto com isto uma multa de 1.000 euros para ser paga à Associação Francesa de Vítimas do Terrorismo (AFVT) e a proibição de comentar o caso em público.

Christian Etelin, advogado de Jean-Marc Rouillan, denuncia uma “aberração jurídica” e um julgamento político. Por este motivo, o advogado que acompanhará o ex-militante do Action Directe no tribunal de cassação (Tribunal Superior), enfatiza que “Não são os fatos que se consideraram mas o indivíduo, Jean-Marc Rouillan”. Além disso, ao passar os padrões duplos dos quais Rouillan é vítima, afirma que: “Quando Éric Zemmour diz as mesmas palavras na televisão, ele não é condenado.” O julgamento tem uma clara intenção contra Jean-Marc Rouillan um ex-membro do Action Directe. Também é uma forma de silenciar a todos os oponentes do estado de emergência permanente e o imperialismo francês responsavél pelas guerras e o terrorismo.

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