[POA] Nova publicação: Crônica Subversiva

Recebido no email:

Com a intenção de difundir os impulsos de rejeição contra a dominação, surge uma nova publicação que procura disseminar aquelas ações que conseguem atingir a materialidade do estado capital civilizador.  Ao mesmo tempo, esta nova publicação espalha a solidariedade anarquista que não reconhece fronteiras nem distancias, publicando também o numero 4 da revista Kataklisma da CNA Porto Alegre.

Buscamos divulgar ações que, com e sem reivindicação, inconfundivelmente dão um golpe contra todo que busca nos oprimir e devastar a terra. Por isso reproduzimos algumas notas da mídia, por que nos permitem tatear a efetividade destas ações, já que para a sociedade, para o poder, trata-se de vandalismo, acidente, dos outros partidos. Suas interpretações apontam ao crime ou a uma competição pelo poder. Mas, o
ataque contra a dominação não procura ganhos ou outro poder alternativo.
O ataque ácrata é a vontade de destruir todo o que arremete contra a vida livre. .

Esperamos que provoque e inspire. na saída do inverno….
Conteúdo da publicação:
– OKUPAÇÕES E ESPAÇOS EM CONFLITO
– UM POUCO DE FLAMEJANTE CLAREZA.
– O DEDO QUE APONTA À LUA.
– TEXTOS
O Acampamento Terra Livre 2017. Do confronto com os porcos à “festa” na
esplanada.
Entrevista da Biblioteca Kaos com Rodolfo Montes de Oca sobre a situação
na Venezuela
– PROVOCAÇÕES
– KATAKLISMX
Solidariedade Combativa pela condenação do Rafael Braga Vieira
Atualização das compas sequestrados
Uma resposta ao chamado para a solidariedade com os detidos em Hamburgo
no G20 de Panagiotis Argyrou, membro da CCF

Links para baixar a publicação:

https://mega.nz/#!HRIwATpI!lXdaRtg_-BwiL8CjvUwjuMZWDUafTqRqiGzT_zIkIYg

https://mega.nz/#!aQwEQZjK!uhMDqI3jfWzFKiZ9SWjebgE75e1XJlfJp5Oiot2JLSQ

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[POA] Chamada e convite para a 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, 28 e 29 de outubro de 2017.

Recebido no email:

Convidamos a todas e todos que compartilham, vivenciam ou gostariam de conhecer mais das ideias e práticas anarquistas para construir a 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, que acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro de 2017.

Você ama a liberdade e quer se ver livre das amarras desse sistema? Participe! Traga sua banca, suas publicações e ideias, organize uma roda de conversa, uma exibição de vídeo uma oficina ou outra atividade!

As Feiras do Livro Anarquistas acontecem ao redor do mundo e são tradicionais pontos de encontro, confraternização, reflexão, debates e organização. Elas reúnem pessoas de diversas tendências que buscam a anarquia e novas formas de viver e se relacionar, livres de opressão e hierarquias. A Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, junto com a de São Paulo, é das mais antigas nos territórios ocupados pelo Estado Brasileiro e ocorre desde 2010. Esse é um movimento que tem se expandido
por todo o continente, de Santiago a Salvador, na Bahia, de Montevidéo a Curitiba, de Medellín a Belo Horizonte.

Esta sociedade que valoriza a incessante busca por dinheiro e poder está nos matando. Matando literal e diretamente a população marginalizada, com os genocídios do povo negro e dos indígenas pela polícia e pelas milícias. Matando nossos corações e sonhos com o isolamento e depressão causados por um modo de vida que não nos traz nenhuma realização como seres humanos.

Ela não só está nos matando, mas tudo o que é vivo e o planeta em si. Temos que parar os motores de dominação e destruição da Terra, coordenados por governos e corporações sedentos de poder. Querem nos fazer acreditar que esse é o único e melhor modo de vida possível, acabando com qualquer sonho ou perspectiva de uma vida melhor.

A Feira do Livro Anarquista é uma brecha que se abre no coração do sistema, gritando anarquia – dando fôlego aos valores de apoio mútuo, autonomia e solidariedade. É um espaço para expandir essas idéias e ideais, através de encontros ou publicações, para encontrar novas estratégias e táticas de confronto, construindo possibilidades reais de transformação do mundo em que vivemos. Pois a anarquia só existe na prática. Essa prática nos une às companheiras e companheiros que o
Estado seqüestrou e mantém em seus cativeiros ou que tombaram por ousar desafiar o poder.

Acreditar na anarquia é acreditar na capacidade que temos de transformar a realidade.

Participe da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre!
Traga suas ideias, livros, sementes pra trocar, artes, materiais que você produz. Cadastre sua banca ou atividade em nosso site ou pelo e-mail flapoa@libertar.se.

Se você não puder comparecer à 8ª FLAPOA mas gostaria de mandar algum material que você produziu (livros, artes, cartazes) entre em contato com flapoa@libertar.se e envie o material para o endereço:
Juçara da Mata
Caixa Postal 22237
CEP 90050-972
Porto Alegre – RS.

Hospedagem solidária
Se você não é de Porto Alegre, ao invés de dar dinheiro para a indústria hoteleira, você se pode se hospedar em nossa rede de hospedagem solidária. Preencha o formulário em nosso site ou mande-nos um e-mail se apresentando e dizendo quais são as suas necessidades.

Se você é de Porto Alegre, pratique o apoio mútuo e ofereça hospedagem para as pessoas de fora que vierem para a 8ª FLAPOA. Preencha o formulário em nosso site ou mande-nos um e-mail contando o que você tem para oferecer e quantas pessoas pode hospedar.
http://flapoa.libertar.se/

Llamada e invitación para la 8ª Feira del libro Anarquista de Porto Alegre,  28 y 29 de outubre de 2017.

Invitamos a todas y todos que comparten, viven o quieren conocer más las ideas y prácticas anarquista a construir la 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, a acontecer los dias 28 y 29 de octubre de 2017

Amas la libertad y quieres verte libre de las ataduras de este sistema?
Participa! trae tu banca, publicaciones e ideas, organiza un debate o conversa, una proyección de videos, un taller o otra actividad!

Las Ferias del Libro Anarquista ocurren alrededor del mundo y son tradicionales puntos de encuentro, confraternización, reflexión, debates y organización. Ellas reúnen a personas de diversas tendencias que buscan la anarquía y nuevas formas de vivir y relacionarse, libres de opresión y jerarquías. La Feria del Libro Anarquista de Porto Alegre, junto a la de São Paulo, son de las más antiguas en los territorios ocupados por el Estado brasileño y tienen lugar desde 2010. Este es un movimiento que se ha expandido por todo el continente, desde Santiago a
Salvador, Bahía, desde Montevideo a Curitiba, de Medellín a Belo Horizonte.

Esta sociedad que valora la incesante búsqueda de dinero y poder nos está matando. Matando literal y directamente a la población marginada, con los genocidios del pueblo negro y de los indígenas por la policía y las milicias. Matando nuestros corazones y sueños con el aislamiento y la depresión causados por un modo de vida que no nos trae ninguna realización como seres humanos.

No sólo nos está matando, sino a todo lo que es vivo y al planeta en sí. Tenemos que parar los motores de dominación y destrucción de la Tierra, coordinados por gobiernos y corporaciones sedientas de poder. Quieren hacernos creer que ese es el único y mejor modo de vida posible, acabando con cualquier sueño o perspectiva de una vida mejor.

La Feria del Libro Anarquista es una brecha que se abre en el corazón del sistema, gritando anarquía, dando aliento a los valores de apoyo mutuo, autonomía y solidaridad. Es un espacio para expandir esas ideas e ideales, a través de encuentros o publicaciones, para encontrar nuevas estrategias y tácticas de confrontación, construyendo posibilidades reales de transformación del mundo en que vivimos. La anarquía sólo
existe en la práctica. Esta práctica nos une a las compañeras y
compañeros que el Estado secuestró y mantiene en sus cautiverios y nos une también a quienes cayeron por atreverse a desafiar el poder.
Creer en la anarquía es creer en la capacidad que tenemos de transformar la realidad.

¡Participa en la Feria del Libro Anarquista de Porto Alegre!
Trae sus ideas, libros, semillas para intercambiar, artes, materiales que haces. Suscríbe tu banca o actividad en nuestro sitio o por el e-mail flapoa@libertar.se.

Si no puedes asistir a la 8ª FLAPOA pero te gustaría mandar algún material (libros, artes, carteles) entra en contacto con
flapoa@libertar.se y envía el material a la dirección:

Juçara da Mata
Caixa Postal 22237
CEP 90050-972
Porto Alegre – RS. Brasil

Alojamiento solidario Si no eres de Porto Alegre, en lugar de dar dinero a la industria hotelera, puedes alojarte en nuestra red de hospedaje solidario. Llena el formulario en nuestro sitio o envíanos un e-mail presentándote y diciendo cuáles son tus necesidades.

Si eres de Porto Alegre, practica el apoyo mutuo y ofrece hospedaje para las personas de fuera que vengan a la 8ª FLAPOA. Llena el formulario en nuestro sitio o envíanos un e-mail contando lo que puedes ofrecer y a cuántas personas puedes alojar.

http://flapoa.libertar.se/

Call and invitation for 8th Anarchist Book Fair of Porto Alegre, october 28th and 29th.

We invite all who share, live or want to know more anarchist ideas and practices to build the 8th Anarchist Book Fair of Porto Alegre, to be held on October 28th and 29th. 2017

Do you love freedom and want to be free of the bonds of this system? Participates! Bring your banking, publications and ideas, organize a debate or talk, a video projection, a workshop or other activity!

Anarchist Book Fairs occur around the world and are traditional meeting places, fraternization, reflection, debate and organization. They bring together people of diverse tendencies who seek anarchy and new ways of living and relating, free of oppression and hierarchies. The Anarchist Book Fair of Porto Alegre, along with that of São Paulo, are the oldest in the territories occupied by the Brazilian State and have taken place
since 2010. This is a movement that has expanded throughout the continent, from Santiago To Salvador, Bahia, from Montevideo to Curitiba, from Medellin to Belo Horizonte.

This society that values the relentless pursuit of money and power is killing us. By literally and directly killing the marginalized population, with the genocides of black people and indigenous people by the police and the militias. Killing our hearts and dreams with isolation and depression caused by a way of life that brings us no realization as human beings.

It is not only killing us, but everything that is alive and the planet
itself. We must stop the engines of domination and destruction of the Earth, coordinated by governments and power-hungry corporations. They want us to believe that that is the only and best way of life possible, ending any dream or perspective of a better life.

The Anarchist Book Fair is a breach opened at the heart of the system, shouting anarchy, giving encouragement to the values of mutual support, autonomy and solidarity. It is a space to expand these ideas and ideals,through meetings or publications, to find  new strategies and tactics of confrontation, building real possibilities of transformation of the world in which we live. Anarchy exists only in practice. This practice unites us to the comrades that the State has kidnapped and kept in their
captivity and also unites us to those who fell for daring to challenge the power.

To believe in anarchy is to believe in our ability to transform reality.

Participate in the Anarchist Book Fair of Porto Alegre!
Bring your ideas, books, seeds to exchange, arts, materials you do. Subscribe your banking or activity on our site or by e-mail
flapoa@libertar.se.

If you can not attend the 8th FLAPOA but would like to send some material (books, arts, posters) contact flapoa@libertar.se and send the material to:

Juçara da Mata
Caixa Postal 22237
CEP 90050-972
Porto Alegre – RS. Brazil

Solidarity accommodation If you are not from Porto Alegre, instead of giving money to the hotel industry, you can stay in our hosting solidarity net. Fill out the form on our site or send us an e-mail introducing yourself and saying what your needs are.

If you are from Porto Alegre, practice mutual support and offer
accommodation for outsiders who come to the 8th FLAPOA. Fill out the form on our site or send us an e-mail telling you what you can offer and how many people you can host.

http://flapoa.libertar.se/

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[SP] FAIXA PELA APARIÇÃO COM VIDA DE SANTIAGO MALDONADO

Recebido no email:

Solidariedade apátrida desde o território dominado pelo estado
brasileiro.

Respondemos ao chamado de solidariedade com o anarquista Santiago Maldonado desaparecido há mais de dez dias.

Na noite de 12/08 penduramos uma faixa num movimentado viaduto localizado no centro da cidade de São Paulo.

Lechuga, como é chamado foi raptado pelas gendarmeria no começo do mês de agosto. Lechuga é companheiro do meio anárquico e apoiava a vivência no território em toma por mapuches.

Ele está desaparecido desde a invasão e repressão ao território mapuche na província de Chubut, em Cushamen dia 1/08/2017. A última vez que ele foi visto, estava nas garras da gendarmeria após sofrer brutal violência. Mais uma vez, a repressão contra a luta mapuche faz suas vítimas. Enquanto isso a greve de fome de Facundo Jones Huala continua…

O estado argentino é culpado. Os esquadrões 34, 35 e 36 da gendarmeria* são responsáveis pela chuva de balas na comunidade mapuche e sequestro do nosso companheiro.

O estado brasileiro é conivente pois aqui fazem o mesmo. Todo apoio a toma da sede da FEPAGRO, terra retomada pelos guaraní myaba em Maquiné.

“AMULEPETAYINWEICAN”!
A LUTA CONTINUA!

SOMOS APÁTRIDAS E INGOVERNÁVEIS E ESTAMOS EM QUALQUER LUGAR!!!

EXIGIMOS APARIÇÃO COM VIDA DE LECHUGA JÁ!!!

SEGUIREMOS CONSPIRANDO!!!

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[Argentina] Atualização sobre o caso Santiago Maldonado

Marimari! A seguir, informações sobre o caso Santiago Maldonado que chegaram esta noite (09/08 – 22h15) desde Esquel, Chubut.

Cortiñas recebeu testemunhos de Mapuche que asseguram que Santiago Maldonado foi detido pela Gendarmeria

A presidenta de “Madres de Plaza de Mayo Línea Fundadora”, Nora Cortiñas, visitou esta quarta-feira a comunidade Lof Resistência Cushamen, em Chubut, onde seus integrantes lhe mostraram o lugar e o modo em que segundo denunciaram, efetivos da Gendarmeria detiveram e subiram a um veículo ao jovem Santiago Maldonado em primeiro de agosto, desde quando está desaparecido.

Junto a Cortiñas percorreram o prédio Roberto Cipriano e Sandra Raggio, da “Comisión de la Memoria” da província de Buenos Aires, que apresentaram um habeas corpus pouco depois da desaparição, além de Télam [agência de notícias] e meios de imprensa locais.

Os mapuches – a maioria com seus rostos cobertos – descreveram o operativo da Gendarmeria desse dia, no qual acusaram a força de queimar-lhes uma casa e diversos elementos, fazer disparos de balas de borracha e de chumbo, e sequestrar Maldonado.

Indicaram que esse fato ocorreu pela manhã à altura do primeiro acesso à comunidade, em uma borda que baixa ao rio Chubut, em um setor no qual a costa está muito fechada por árvores e ramas, por onde escaparam os homens para não serem detidos.

Indicaram que todos conseguiram cruzar o rio e correr pela estepe, menos Maldonado, que ao ver a cena pegou sua mochila de um posto da entrada e correu atrás dos mapuches, mas não se atreveu a cruzar o caudaloso curso de água e se escondeu entre as ramas.

Acrescentaram que os gendarmes o descobriram e o arrastaram acima da borda, onde o pegaram e o subiram a um unimog [caminhão off-road], o que três deles conseguiram ver desde a costa oposta, com boa visão.

Logo assinalaram que o veículo saiu à rota nacional 40 para transitar uns dois quilômetros ao norte, onde está a segunda entrada ao Lof, para transferir Maldonado a uma camionete oficial da força, cena que taparam com uma dupla fila de gendarmes, que se foi do lugar rumo a Esquel, até o sul.

Segundo este relato, desmentido pelo juiz federal Guido Otranto, que ordenou o operativo, no dia seguinte chegou a polícia de Chubut com um cachorro rastreador, que marcou “exatamente” o caminho percorrido pelos gendarmes e Maldonado, entre o rio e a parte alta da borda, e detectou uma viseira e um “cachecol” que pertenciam, como o confirmaram ao irmão da vítima, Sergio.

“Os senhores devem agregar estes testemunhos, são muito valiosos, e Otranto deve constituir-se no lugar para levar a sério a investigação, porque até agora olhou para o outro lado”, afirmou Cortiñas, que também questionou o trabalho da promotora Silvina Ávila.

A dirigente insistiu na sugestão ante as dúvidas dos mapuches, que expressaram não confiar na justiça nem nas forças de segurança: “quantas testemunhas desapareceram ou morreram? Que garantia há se a comunidade decide apresentar estes testemunhos?”, expressou um deles.

Cortiñas lhes explicou que as entidades geraram uma rede de comunicação nacional e internacional para denunciar o “desaparecimento forçado” de Maldonado, o que “dará todas as garantias que se necessitam”.

Cipriano agregou que tentam que se retire a Gendarmeria do lugar, presente com um coletivo, dois móveis e mais de 15 gendarmes, cuja presença “resulta intimidante e dissuade aos que poderiam prestar seu testemunho, além de obstaculizar a investigação”.

Sergio Maldonado e sua esposa Sandra Antico também viajaram hoje a Esquel para acompanhar as gestões dos dirigentes ante autoridades judiciais, e anteciparam a Télam que irão amanhã à comunidade.

Por sua parte Cortiñas e Cipriano tem previsto esta quinta-feira ir ao cárcere federal de Esquel para visitar a Facundo Jones Huala, lonko (autoridade máxima) do Lof en Resistência do Departamento de Cushamen.

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[Argentina] Comunicado público do Lonko Facundo Jones Huala, Mapuche em greve de fome

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[Uruguai] 6ª Feira do livro anarquista de Montevidéu, 16 e 17 de setembro

Recibido no email:

uruguai-6a-feira-do-livro-anarquista-de-montevid-1

No Centro Social Cordon Nordon, J. Requena 1758, esquina Daniel Munoz, Montevidéu.

O Capital em sua voracidade infinita, vem se reestruturando, buscando se proteger num mundo que já não pode mais suportar sua exploração. Como nunca na história das comunidades, os seres humanos se enfrentam a um possível extermínio massivo. A destruição da natureza à serviço da ganância capitalista será o resultado final se a grande empresa domesticadora não for detida.

As diferentes lutas deverão passar, nos anos que virão, de um descontentamento mais ou menos visceral e consuetudinário, a projetar-se realmente se queremos sequer sobreviver. Se antes a opção dos donos do mundo era a perpetuação de uma vida sem sentido, a cultura das hierarquias e a exploração, hoje o risco é muito mais grave. Os sistemas “naturais” caem.

Nossa opção e responsabilidade, é a transformação de nossas vidas, a transformação dos indivíduos e das comunidades. Nossa opção e responsabilidade é desencadear a revolução social. A destruição da cultura do aproveitamento e da exploração, não virá de novo maquiavelismo, um novo salvador ou outro partido que nos venda suas bondades altruístas.

A única opção é confiar na capacidade humana de transformar a realidade, de construir novos modos de relacionarmos com o que nos rodeia e acabar com os carcereiros. A vida, baseada no apoio mútuo, na solidariedade e na liberdade, não apenas é um sonho realizável e pelo qual vale a pena lutar, mas sim, é uma necessidade vital.

Na tarefa de criar formas de convivência sustentável ecológica e socialmente, deveremos pôr muita vontade, os financistas, banqueiros, políticos e militares não abandonarão seus privilégios assim sem mais nem menos. As anarquistas, as refractarias, as revolucionárias, sabemos que não bastam as boas intenções, mas sim que terá que lutar. O mundo da exploração não apenas se baseia em grandes mentiras e criação de necessidades estúpidas, mas também em corpos armados que defendem a quem se beneficiam dele. Nossa responsabilidade, então, é anular seu poder contagiando novas possibilidades mais desejáveis.

Devemos impulsionar a ação, as propostas, a experimentação social e criar os momentos para pôr em questão realmente a existência do mundo defendido pelo Estado. As feiras do livro anarquista são apenas partes desses momentos que buscam a reflexão e a criação coletiva de sentidos. São uma parte mais para potencializar as experiências da criação de liberdade aqui e agora.

Frente a um continente cada vez mais militarizado e estratificado, frente a um território cada vez mais controlado, contaminado e encerrado no serviço, devemos responder firmemente. Apenas a auto-organização das pessoas, baseando-se em formas de relacionamento livres, prazerosos, recíprocos e respeitosos, poderá se opor às forças cada vez mais centralizadas do capital financeiro. Apenas a coragem de lutar nos dá a capacidade de escrever nosso destino.

Grupo organizador da sexta feira do livro Anarquista de Montevidéu.

feriaanarquistamvd.wordpress.com

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[Projeto Nemésis ato V] Ataque incendiário/explosivo contra a Confederação Nacional de Donos de Camiões (Santiago do Chile)

Retirado de ContraInfo:

PROJECTO NEMÉSIS ATO V

Na madrugada de 25 de Julho atacamos com um dispositivo incendiário/explosivo o edifício pertencente à Confederação Nacional de Donos de Camiões do Chile, situado na Almirante Barroso, no centro da cidade de Santiago.

A Confederação Nacional de Donos de Camiões do Chile é uma ligação estrutural na cadeia de dominação e exploração, tomando parte ativa tanto no saqueio do meio ambiente como no transporte de mercadorias no território chileno e no Wallmapu.

São eles uns dos principais beneficiários do projeto IIRSA – um dos seus objetivos é o «melhoramento» da infra-estrutura de estradas para a circulação de mercadorias nos países do Sul Latino-americano.

São eles que também se encontram na primeira linha de empresários que trabalham em estreita colaboração com o Estado Chileno na intensificação da repressão e da investigação policial em território mapuche – tentando pôr freio, sem êxito, à guerra dos camiões que faz parte da sublevação autónoma mapuche na defesa do seu território ancestral.

O nosso dispositivo funcionou na perfeição, danificando a porta do recinto e embora não fosse assinalado pela imprensa, eles sabem que um atentado atingiu as portas da sua  guarida e nós sabemos que a perigosidade da ofensiva anárquica não se mede nem pela cobertura mediática nem pelos flashes dos jornais. Esperamos que tenham contado, com preocupação, à Presidenta Michelle Bachelet acerca do nosso ataque – na reunião que tiveram com ela, no dia seguinte, às 8.15 hrs.

Nós, anárquicxs inimigxs de toda a forma de autoridade e ordem social, somos parte da continuidade histórica da rebelião emancipadora, nunca pacificada em nenhuma época ou lugar.

Somos os desejos de liberdade, armados de fogo e consciência, demonstrando uma vez mais que a rebelião e o ataque armado são tão possíveis quanto necessários num mundo dominado pelo poder e pelo dinheiro, buscando controlar e mercantilizar as nossas vidas e o planeta em que habitamos.

A nossa permanente rebelião mantém o fogo da libertação total, incendiando as ilusões da democracia, o reformismo e a via eleitoral, buscando agudizar a crise na ordem imperante, em vez de o salvar para lhe dar novos ares de Capitalismo Verde ou Estado Cidadão.

Cada atentado contra os responsáveis do domínio e os seus defensores demonstra sempre que se pode passar à ofensiva – com misturas incendiárias e explosivas que combinam a raiva, a cautela e a segurança no nosso modo de ação.

Enviamos uma saudação cúmplice a todxs xs companheirxs que ao longo do mundo enfrentam julgamentos, encarceramentos e clandestinidades – sobretudo a Juan, Nataly e Enrique no Chile, Fernando Bárcenas no México, a Alfredo Cospito, Nicola Gai, Davide Delogu e a todxs xs acusadxs na operação Scripta Manent em Itália, xs acusadxs na operação Fénix na República Checha, a Lisa na Alemaniha e membrxs da Conspiração de Células de Fogo na Grécia.

Enquadramos esta ação no «Projeto Nemésis» – proposta de companheirxs da Conspiração de Células de Fogo (Grécia) para atacar diretamente os centros de reunião, trabalho e local de habitação dxs responsáveis do domínio. Duas ações na Grécia e duas no Chile precederam o nosso ataque, por isso o denominados  «ATO V».

PORQUE A OFENSIVA ANÁRQUICA CONTINUA VIVA EM CADA ATENTADO PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
A MULTIPLICAR  OS ATAQUES CONTRA O PODER, OS SEUS CÚMPLICES E TODA A AUTORIDADE!

“Banda Ácrata por um Inverno de Fogo”- Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional.

PROJETO NEMÉSIS (traduções de Contra Info em português)

Sobre o projecto

ATO I (Grécia)

ATO II (Grécia/Alemanha)

ATO III (Chile):

ATO IV (Chile)

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Buenos Aires, Argentina: Ação direta contra a desaparição de Santiago Andrés – Atualização da situação

Retirado de ContraInfo:

Aproximadamente às 10h da manhã de hoje (sexta-feira, 4/08/2017), a quase quatro dias do desaparecimento do companheiro Santiago Maldonado “lechuga”, destruímos a casa da província de Chubut, na putrefata capital do Estado chamado Argentina.

Embora abundem as razões, a raiva começa a transbordar e a transbordar-nos, já lá vão mais de 72 horas e um companheiro não aparece, enquanto Facundo Jones Huala continua em greve de fome.

Estendemos a nossa solidariedade ao povo mapuche e expandimos a nossa raiva contra todos os estados, o capital, a autoridade e todos os seus cúmplices.

Até que apareça o lechuga e até que o caos os sucumba!

Anárquicas individualidades expansivas do caos
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[Panfleto] APARIÇÃO DE SANTIAGO MALDONADO COM VIDA, JÁ!

Há já várias horas que não temos a certeza do paradeiro de uma pessoa. Mas não de uma pessoa qualquer, trata-se de uma pessoa solidária, companheira, anti-autoritária. O que sabemos, sim, é que uma vez mais as miseráveis forças da Gendarmeria [Força de Segurança de natureza militar] actuaram em conformidade com a rdem normativa democrática que em nada fica atrás das “temidas” ditaduras.

Uma vez mais o Lof em Resistência [famílias mapuche agrupadas num território libertado] em Cushamen, Chubut, foi invadido. E cada vez mais se acrescenta a perseguição e a domesticação do povo mapuche (que continua em luta para se recuperar como povo). Diversos assaltos, acosso policial e perseguição a várias comunidades mapuches – como o caso da prisão e pedido de extradição de Facundo Jones Huala, em cumplicidade mútua dos estados argentino e chileno – fazem ressurgir a raiva naquelxs que não querem ser mandadxs nem obedecidxs.

Nesta última repressão (a 1 de Agosto) entre uma chuva de balas, corridas e detenções- xs que tinham sido detidxs já foram libertadxs) – desaparece o “lechuga”. Conhecido companheiro do meio anárquico e anti-autoritário que se encontrava de forma solidária a apoiar e a resistir no Lof.

Há já várias horas que não sabemos ao certo do “lechuga” e a paciência começa a estalar, qual cristal que sofre o impacto das pedras da rebelião. Há já várias horas que não sabemos do paradeiro de um companheiro, mas o que sabemos, sim, é que não se respeita a yuta [bófia], que as suas leis  não nos atemorizam e que a combustão de alguns elementos acende e aviva o fogo.

Fogo que realça as nossas paixões contra a sua domesticada podridão.

¡Amulepetayinweican!
[A luta continua!]

Compilação informativa da desaparição de Santiago Andrés Maldonado (recebida a 5 de Agosto):

– Santiago desapareceu a 1/8, durante a brutal repressão levada a cabo pela gendarmeria na lof em resistência do departamento cushamen. Onde participaram os esquadrões 34, 35, 36, Ramos Mejía e Rawson, os quais abriram uma caçada humana, disparando sem parar.

– Sabe-se que Santiago Andrés Maldonado foi detido por efetivos da gendarmeria, durante essa brutal situação.

– Foi realizada uma busca exaustiva pelas delegacias circundantes à área, yendo todas negado a ingressão dele.

– Familiares, organizações de direitos humanos e companheirxs compañeros apresentaram habeas corpus, nos tribunais de Bariloche, Bolsón, Esquel. Como também em todo o país. Foi realizada uma ampla difusão por parte de um organismo de direitos humanos.

– Acosso por parte da gendarmeria ao irmão de Santiago, Sergio Maldonado, na altura em que este se acercou da lof à procura de mais informações sobre a situação em que foi detido e desaparecido o seu irmão;  novo acosso quando Sergio chegava à cidade de Esquel, por parte de efetivos da gendarmeria.

– Manifestações em toda a comarca andina, Neuquen, Cordoba, Buenos Aires e Uruguai, exigindo-se a imediata aparição do companheiro Santiago Andres Maldonado.

– Está-se a realizar uma conferência de imprensa por parte de membros da CPM (comissão pela memória). Na sede da Federação Judicial Argentina, rua Rincón 74 na cidade de Buenos Aires. Estará presente o presidente da CPM, Víctor Mendibil e outros integrantes do organismo, junto ao irmão do jovem desaparecido, amigos, familiares e companheiros. Acompanharão, também, o CELS e outros organismos de direitos humanos e organizações sociais que nas últimas horas se juntaram à exigência de aparição com vida.

Para além de que Santiago Andres Maldonado é um companheiro anarquista que decidiu se solidarizar de maneira ativa com a digna luta do povo mapuche e acudir indo à lof em resistência, quando soube da brutal repressão que estava a suceder a 1 de Agosto.

Santiago, aliás o bruxo, está desaparecido por se solidarizar e por lutar!!!!!!

O ESTADO E O CAPITAL, ATRAVÉS DO SEU APARELHO REPRESSIVO, SÃO OS CULPADOS DA DESAPARIÇÃO DO NOSSO COMPANHEIRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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