[Espanha] Recapitulação da situação de Noelia Cotelo ao início de sua greve de fome

Nota de Cumplicidade:

        A modo de informar e solidarizar com Noelia Cotelo que iniciu uma greve de fome em reação aos constantes maltratos aos quais se enfrenta dentro da cadeia, difundimos essas palavras. Não concordamos plenamente com a postura de que a prisão seja pior para mulheres, mas sim, lembramos que quem mantêm uma postura anti-autoritaria e insubmissa dentro dos presídios, sejam homens ou mulheres, sempre serão focos de perigo e assim, castigo por parte dos carcereiros e juízes nojentos. Porém, reconhecemos que pouco se sabe sobre a situação nos presídios femininos, com esse relato, pretende-se dar a conhecer um pouco mais aquela realidade.

Mandamos então muita força e carinho para Noelia quem se enfrenta, a cabeça em alto à autoridade!

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Mandado no email:

Copiamos de elcallejondeladoncella.blogspot.com.es

http://elcallejondeladoncella.blogspot.com.es/> a seguinte síntese sobre a trajetória de sofrimentos e luta nos cárceres de Noelia Cotelo Riveiro, que pode servir para pôr em seu contexto as notícias, até agora demasiado escassas, sobre sua greve de fome e os motivos e perspectivas da mesma.

Visibilizemos e denunciemos publicamente com todos os meios a nosso alcance a situação da companheira Noelia Cotelo Riveiro e das demais mulheres presas deste e de todos os estados. A dupla violência, sistêmica e estrutural, que sofrem as mulheres no cárcere é o método de correção ànorma do sistema heteropatriarcal sobre o qual se sustenta o sistema capitalista ao que serve de elemento coercitivo. No cárcere as mulheres não somente são julgadas por vulnerar uma lei penal senão por desviar-se de uma norma moral. Sabemos que em todas as partes do mundo, ante qualquer circunstância, sempre, as mulheres serão as primeiras a morrer.  Noelia Cotelo Riveiro está em privação de liberdade, sob estrito regime de isolamento há mais de 6 anos. Entrou para cumprir dois anos e quatro meses, mas a atitude pouco submissa ante seus torturadores e a valente denúncia dos abusos e violações que sofreu em diversas prisões do Estado Espanhol,entre elas a de Brieva e Picassent, fizeram com que aumentasse seu encarceramento, somando-se quatro novas condenações. Seus advogadxs em numerosas ocasiões denunciaram publicamente que Noelia viveu presa em condições que violam o regime penitenciário e a lei orgânica penitenciária geral.

Noelia foi submetida a restrições de comunicações, de horas de pátio, de entrada de pacotes de roupa de abrigo, duchas de água fria, lhe proibiram o acesso a cursos educativos, atividades terapêuticas, desportivas e lúdicas. Tem vivido só e isolada durante meses em uma galeria, saindo só duas vezes ao dia ao pátio durante 30 minutos (*o regime penitenciário de isolamento estabelece as horas de pátio ao mínimo 3 diárias, e em seu máximo nível de sanção, a 2 sem que esta situação se possa alongar por mais de 14 dias), atribuindo-lhe celas onde o frio se faz insuportável.

Negaram-lhe a assistência médica apesar de padecer, por suas condições carcerárias, graves infecções tanto de boca como de ouvidos. Ao invés de ter acesso à saúde, lhe administraram medicação de todo tipo sem consulta nem prescrição médica. Entre esta medicação, às vezes doses altíssimas de metadona que lhe provocaram overdose. Noelia se submeteu a várias greves de fome para denunciar as torturas e vexações a que estava sendo submetida,uma delas quase lhe custa a vida, ao estar a ponto de entrar em um coma hipoglicêmico.

Uma vez um carcereiro do C.P. de Brieva quebrou seu punho. Com o punho quebrado, medicada com psicofármacos e algemada à cama, na madrugada de 24 de outubro de 2013, outro carcereiro chamado Jesús, que havia participado na agressão anterior, tentou abusar sexualmente dela. Noelia denunciou estes fatos, mas este carcereiro, ao ver-se surpreendido pela agitação ocasionada entre as demais internas, fez uma contra-denúncia na qual assegurava que foi ela quem tentou agredi-lo. A denúncia desta violação só conseguiu que se agravasse sua situação dentro do cárcere, submetendo-a a um isolamento mais estrito e dividindo entre as demais internas suas mantas e roupa de frio.

Por sua valente e heroica denúncia destas violações e torturas, se encontra represaliada em Brieva, a centenas de quilômetros de sua terra, Galícia. Noelia “está faz vários dias em greve de fome devido a que os carcereirxs não lhe dão seus objetivos pessoas de higiene. Denunciou receber ameaças de morte de um funcionário, dizendo-lhe ao dar-lhe uma rasteira: “cuidado, não caias e te mates, já sabes que os mortos se silenciam nos cárceres.” Se lhe colocam entraves para realizar tudo o que é relacionado com os estudos, até tornar impossível cursá-los. Tem medo de ser envenenada, já que faz dois anos, no mesma cárcere, sofreu uma tentativa deste tipo. Também pede que sejam reconhecidos os direitos de outros companheiros presos: Antúnez Becerra, Javier Guerrero Carvajal, Pirla Oliván, etc.

O caso de Noelia não é único, as mulheres encarceradas estão esquecidas e os cárceres femininos ignorados. O índice de encarceramento feminino noEstado Espanhol é o mais alto da Europa, e desde os anos 80 a taxa de mulheres reclusas triplicou o da população reclusa masculina. Quase 50% da população reclusa feminina é estrangeira e o fato de que se encontrem sósneste país propiciou o fato de que lhes proponham benefícios penitenciáriosem troca de favores sexuais.

No cárcere não somente castigam as mulheres por infringir uma norma penal senão que tentam corrigi-las por desviar-se de uma norma moral. As mulheres sofrem uma dupla violência sistêmica, a inerente a prisão e a estrutural de sistema eminentemente patriarcal que em suas origens de exclusividade individual materno-familiar é o sustentáculo dos sucessivos sistemas escravistas, feudalistas e capitalistas que no cárcere, rodeados de pobreza e incultura, alcançam sua máxima expressão. Os abusos, a extorsão, a manipulação intra e extra-familiar é uma constante por parte de todo a trama sócio-carcerário de que são partícipes todo tipo de funcionário,partícipe e mantenedor da política de extermínio fascista de dito sistema.

SEMPRE AS PRIMEIRAS A MORRER SÃO AS MULHERES!

 ABAIXO OS MUROS DE TODAS AS PRISÕES!

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[Chile] Em prisão preventiva xs companheirxs Natalia e Javier formalizados por controle de armas trás o atentado incendiário contra um ônibus do transantiago

Retirado e traduzido de PublicacionRefractario.

No dia 10 de abril 2015 durante o meio-dia o pútrida Fiscalia Sur decidiu formalizar axs companheirxs Natalia Collao e Javier Pino, após mantê-los por 3 dias sequestrados sem cargo nenhum.

Claudio Orellana, um dos- agora celebres- fiscais a cargo dos atentados explosivos e incendiários sinalou na audiência o suposto reconhecimento por parte do motorista contra xs companheirxs, como também uma manhosa investigação de LABOCAR, onde supostamente ter-se-ia identificado hidrocarburos em partes de roupas dxs companheirxs.

A fiscalía finalmente não usou a lei antiterrorista para formalizar axs companheirxs mas se baso una Lei de Controle de Armas, com a acusação de “ colocação e ativação de artefato incendiário em transporte publico.”

O tribunal aceitou o solicitado pela fiscalía e fixou a prisao preventiva contra xs companheirxs, dando um prazo de 90 dias para investigar.

Atualmente xs companheirxs encontram-se em distintos centros de extermínio: Javier na prisão de Santiago 1 e Natalia no centro de extermínio de San Miguel.

Solidariedade Insurrecta con xs companheirxs Natalia e Javier!!

Força, Raiva e Carinho para xs companheirxs tras as grades!!!

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[Atualizações] Greves de fome nas prisões gregas

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Nota de Cumplicidade

Com o intuito de querer solidarizar sem fronteiras com xs companheirxs em greve de fome na Grecia, retiramos de ContraInfo o compilado dos comunicados e atos solidarios… reiteramos a chamada a solidariedade com xs companheirxs que, sequestradxs pelo Estado, decidem seguir se enfrentando á autoridade, fazendo dos seus corpos, armas de luta…

Retiramos de ContraInfo:

Contra Info continuará a seguir e divulgar as atualizações das greves de fome que se estão a levar a cabo nas prisões da democracia grega. Aqui se deixa os links das notícias relacionadas de forma a facilitar a sua difusão. Fazemos uma chamada à solidariedade revolucionária e internacionalista com todxs xs grevistas de fome:

Kostas Gournas e Dimitris Koufontinas declaram-se em greve de fome

Nikos Maziotis declara-se em greve de fome

Comunicado de início de greve de fome pela Rede de Lutadores Presos

Presas em abstenção de comida solidária nas prisões de Neapoli, Creta

Comunicado dxs membros presxs da CCF de anúncio de greve de fome

Familiares de membros da CCF em prisão preventiva

O anarquista Panos Michalakoglou em abstenção de comida

A anarquista Angeliki Spyropoulou declara-se em greve da fome

A CCF apoia a greve de fome coletiva de presos combativos

Angeliki Spyropoulou e Christos Rodopoulos em prisão preventiva

Texto de Nikos Maziotis sobre a greve de fome da CCF

Detido Christos Polidoros, irmão do membro da CCF Giorgos Polidoros

Crónica breve dos últimos dias

O anarquista Grigoris Sarafoudis entra em greve de fome

Libertado o irmão do membro da CCF Giorgos Polidoros

Presos comunistas da Turquia em greve de fome

Dimitris Politis e Andreas-Dimitris Bourzoukos juntam-se à greve de fome da DAK

O anarquista preso Yannis Michailidis junta-se à greve de fome da DAK

Athena Tsakalou libertada sob condições restritivas

Dimitris Koufontinas e Kostas Gournas suspendem a sua greve de fome

Xs presxs da CCF finalizam a sua greve de fome

A anarquista presa Angeliki Spyropoulou finalizou a sua greve de fome

O anarquista Nikos Maziotis suspende a sua greve de fome

O anarquista Tasos Theofilou finaliza a sua greves de fome

8 compas da Rede de Lutadores Presos continuam em greve de fome

– Relatórios médicos: Giorgos Sofianidis e Dimitris Koufontinas (11/03) | Presxs da CCF e Angeliki Spyropoulou (13/3) | Argyris Ntalios (27/3) | Antonis Stamboulos (3/4) | Yannis Michailidis (10/4)

– Alguns gestos de solidariedade internacional: Madrid | Montevideo | Almada & Lisboa | México | Porto Alegre

FOGO ÀS FRONTEIRAS – FOGO ÀS PRISÔES!

 

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Desde dentro das prisões chilenas: Chamada internacional de luta contra a sociedade carcerária – 10 a 20 de Abril

Retirado de ContraInfo

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Convocatória:

“Face à sociedade carcerária, nem esquecimento nem silêncio, só luta!”

A todxs xs nossxs irmãos/ãs, companheirxs, afetos e amores. Às cumplicidades multiformes no mundo inteiro que atacam o presente de exploração e miséria, de domínio, capital e morte.

A todxs xs prisioneirxs subversivxs, autónomxs, libertárixs, revolucionárixs, antiautoritárixs que não negam nem os vínculos nem as convixões, resistindo diária e dignamente tanto nas palavras como nas ações concretas.

“Quem teme a liberdade sente orgulho de ser escravo”
M. Bakunin.

A luta contra o poder da dominação e da totalidade dos dispositivos simbólicos – subjectivos, tangíveis e de valores – que o sustentam e apoiam, requer, acima de tudo,  uma decisão individual, radical e irredutível, aquela que traz a tensão a todas as áreas da vida, fazendo desta um caminho contínuo de libertação. É claro que  chegar a esta convicção, decisão, opção, implica um processo que cada qual vive de maneira única e que não se pode repetir, de acordo com o contexto e as circunstâncias em que tivermos aberto os olhos para lutar. Caminhar em direcção à emancipação como princípio orientador para a destruição da sociedade de classes não é um processo instantâneo nem solitário, ainda que seja individual – no encontro das ideias vai-se construindo vínculos que nos irmanam, na prática, gerando pontos de afinidade, inclusivé, com mentes conscientes que directamente não conhecemos mas com quem vamos articulando um caminho comum.

Mas, quando o espectáculo social da não vida a que chamam democracia te oferece a indignada opção de participação cidadã através de todos os dispositivos de controle, o que se procura é anular, no mais íntimo de cada consciência, a real possibilidade de rebelião. Assim, opor a resistência ofensiva das nossas convicções aos múltiplos formatos da ideologia do Estado – prisões – capital é trespassar qualquer margem, muralha ou fronteira nas quais pretendam que vivamos a aceitação cega das suas relações de poder apodrecidas, da sua moral nauseante, da sua política e visão do mundo.

Resistir ofensivamente ao actual estado das coisas envolve claramente passar da palavra à ação, do mote ao combate rebelde da ordem existente, da simples crítica vazia de conteúdo à proliferação do antagonismo em pós-revolta. Assim, entre nós, aquelxs que têm dado passos de recuperação das suas vidas – quebrando as cadeias que nos oprimem – têm ficado expostxs ao embate estatal de repressão e morte. Sempre pronta para defender o domínio, a lei do poder mantêm-se oleada para condenar e castigar xs que se lhe opõem. Aprofundar a consequente coerência entre teoria e prática fez-nos transitar pelos recantos mais sombrios da arquitectura policial-penitenciária do Estado-Capitalista. Não fomos nem xs primeirxs, nem xs únicxs nem seremos xs últimxs… No entanto, na presente particularidade do actual universo de prisionerxs em guerra, expressam-se diferentes experiências de resistência ao confinamento – no final dos anos oitenta nas dementes prisões de alta e máxima segurança no Chile, Perú, Brasil e Argentina, entre os anos 90 e no presente. Com processos jurídico-políticos sempre moldados e falsificados em função dos interesses contra-insurgentes… A tortura e repressão directa como facto e a criminalização dos afectos e amores dos diferentes ambientes como constante, mais que amedrontar-nos, potenciou essa força vital que nos fez insistir e sobreviver como indivíduxs – para lá das caricaturadas etiquetas oriundas da constante difamação jornalística-policial e inclusive do sectarismo esquerdista e acrata, que nada mais faz que atomizar, dividir e fraccionar as contínuas tentativas de alargar a banda rebelde na qual se fundem várias experiências que promovem a autonomia, a ação direta, o apoio mútuo, a afinidade e e horizontalidade, na luta pela libertação total.

A realidade dxs prisioneirxs de guerra nas prisões chilenas não pode ser falsificada. No dia a dia há luta, não há silêncio e esquecimento ainda menos. Diferentes gerações de subversivxs que agora se encontram com olhares semelhantes neste presente de luta. Desejamos provocar a abordagem de medidas concretas em torno de pontos mínimos comuns – contribuindo para a ruptura da fragmentação dos espaços afins e próximos de cada prisioneirx – ainda que num cenário altamente desfavorável, mas que nunca será impedimento para, a partir da individualidade, contribuir à luta colectiva em todos os níveis da realidade. Neste quadro fazemos um convite aberto para alargar todas as iniciativas possíveis de luta contra todas as expressões da sociedade-prisão. Convocamos para se mobilizar a imaginação, vontade e desejo entre 10 e 20 de Abril.

Saudamos as lutas dignas que no presente se têm vindo a multiplicar nas prisões gregas, capítulos que na distância próxima acompanhamos com sincero afecto.

Saudamos também o México negro que se levanta a cresce na luta anti-autoritária, aos/às compas nas prisões que através dos escritos e lutas estão sempre nos nossos corações.

Saudamos xs prisioneirxs anarquistas nas prisões italianas, xs nossxs irmão e irmã Francisco e Mónica em Espanha e xs compas detidxs na denominada operação Pandora.

Saudamos a digna resistência de Mauricio Hernández no demencial regime de castigo em que se encontra há 13 anos nas prisões brasileiras.

Saudamos xs presxs autónomos mapuche e o seu ancestral combate por livre determinação. Saudamos Juan Flores e Nataly Casanova processadxs pela macabra lei antiterrorista, da democracia que tudo permite… A Diego Ríos recentemente capturado.

Abraçamos todxs xs presxs dignxs em todas as Jaulas do Planeta, xs fujitivxs, xs nossxs mortxs…

Com carinho especial eterno a Eduardo e Rafael Vergara, Paulina Aguirre, Norma Vergara, Johny Cariqueo, Zoé Aveilla, Lambros Foundas, Mauricio Morales, Sebastian Overluij, e Sergio Terenzi …

JUVENTUDE COMBATENTE: INSURREIÇÃO PERMANENTE

ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO

CONTRA TODA A  AUTORIDADE GUERRA SOCIAL

SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL E REVOLUCIONÁRIA PELA DEMOLIÇÃO DAS PRISÕES

-Tamara Farías Vergara
-Alejandro Astorga Valdés
-Carlos Gutierrez Quiduleo
-Juan Aliste Vega
-Freddy Fuentevilla Saa
-Hans Niemeyer Salinas
-Marcelo Villarroel Sepúlveda
-Alfredo Canales Moreno

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[Chile] URGENTE: dois companheirxs detidos pelo incêndio criminoso em um ônibus da Transantiago.

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Retirado de CNAPOA e publicacion refractario

No dia 7 de abril, as 02 horas , o ônibus transantiago Tour 2010 ficou completamente queimado na sua parada da Estação Central. Em poucos minutos, a policia pegou os companheirxs Natalia Collao (24) e Javier Pino (27 anos) acusando-os do incêndio em ruas próximas ao local .

De acordo com informações da imprensa e da policia, os companheiros abordaram o ônibus em Cuming e Alameda, em seguida, desceram na esquina Equador e Con, minutos antes do ônibus começar a se queimar. Segundo a polícia, o Motorista teria reconhecido elxs.

O caso foi levado pela Procuradoria Sul especialista em assuntos da miserável lei antiterrorista. Embora não esteja claro em que lei serão formalizadxs xs companheirxs, a Administração já lançou uma ação judicial sob a acusação de incêndio.

Ao momento deles passarem frente á carniça jornalística, tanto Natalia e Javier caminharam cabeça erguida contra o tumulto de abutres , com alta dignidade, Javier apontou alto: Abaixo a sociedade patriarcal e antropocêntrica !

A próxima audiência é na sexta-feira 10 de abril, às 10hrs. Atualmente tanto Natalia como Javier permanecem na triagem de San Miguel e Santiago 1, respectivamente.

 Solidariedade Insurgente comxs companheirxs Javier e Natalia !

Força e coragem compas!

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[Chile] Diego Ríos na rua, condenado sob julgamento abreviado

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Retirado de Publicacion Refractario e de CNAPOA

Depois de mais de cinco anos fugitivo acusado de posse de explosivos depois de ser traído por sua mãe, o anarquista Diego Rios é preso em 07 de fevereiro de 2015.

Depois de passar quase dois meses detido na Seção de Segurança Máxima, no dia 30 de março Diego consegue mudar a medida cautelar de prisão preventiva a prisão domiciliar pelas noites poucos dias antes do julgamento abreviado. Diego aceita posse de itens para a fabricação de explosivos, pelo qual foi condenado em 2 de abril de 2015 a 541 dias de prisão em modalidade de remissão, o que quer dizer na rua.

Abaixo as prisões e o sistema judicial!

Todxs xs pisionerxs anarquistas na rua!

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[Uruguai] Montevidéu: 9 anos da Biblioteca Anarquista do Cerro

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Mandado ao email:

No dia 11 de abril, sábado, a Biblioteca Anarquista do Cerro, emMontevidéu, estará fazendo 9 anos de vida. “9 anos contra o Estadocapitalista, seus defensores e seus falsos críticos”. Neste diacomemorativo, a partir das 18 horas, a Biblioteca promoverá uma série deatividades (ver cartaz).

A Biblioteca Anarquista do Cerro é um ponto de encontro para todas e todosaquelxs que queiram buscar os caminhos para alcançar uma sociedade maisjusta e solidária. Longe dos valores autoritários e competitivos do capitale seus falsos críticos.   Baseados nos princípios anarquistas de Solidariedade, Ação Direta, ApoioMútuo e Autogestão. O local conta com uma ampla biblioteca sobreanarquismo, movimentos sociais e história das ideias políticas, assim comopsicologia, filosofia e literatura em geral.   Por outro lado, o local torna-se ponto de encontro para as diversaspalestras e atividades que se realizam como se pode consultar neste blog(link abaixo) na parte correspondente às atividades anarquistas. Suasportas estão abertas para todos os que anseiam um mundo melhor que estafarsa democrática que nos vendem.

A Biblioteca está localizada na esquina de Chile e Viacaba na Villa delCerro, Montevidéu.

Horários da Biblioteca:   - Segunda-feira das 18 às 21 horas.   – Quarta-feira das 17 às 21 horas. 

laturbaediciones.wordpress.com

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[Espanha] Nem inocentes, nem culpados, somente anarquistas!

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Mandado no email

Na madrugada de 30 de março, por ordem do Tribunal nº 6 da AudiênciaNacional de Espanha, foi realizada a Operação Piñata na qual foramregistrados 17 lugares entre os quais se encontram centros sociais em Madrie Granada, assim como domicílios em Barcelona, Madri, Palencia e Granada.39 pessoas foram detidas, 24 acusadas de resistência à autoridade eusurpação e as outras 13 acusadas de pertencer ou colaborar com os GruposAnarquistas Coordenados. A noite, 13 das pessoas detidas foram postas em liberdade com acusações deresistência e desobediência. 11 mais foram postas em liberdade comacusações de usurpação entre a segunda e a terça-feira. As 15 pessoasdetidas restantes passaram à disposição da Audiência Nacional com acusaçõesde pertencerem a “organização criminosa com fins terroristas”; depois dadeclaração, 10 delas foram postas em liberdade à espera de julgamento e 5foram enviadas a prisão preventiva sem fiança. Kike, Paul, Javier, Jorge e Javier são os nomes dos cinco companheiros quese encontram na prisão e são relacionados com “atos de coordenação epromoção de sabotagens”, danos em 114 caixas automáticos e estragos emsucursais bancárias; serão investigados também por sua suposta relação comos “artefatos” colocados na basílica do Pilar de Zaragoza e na Catedral daAlmudena de Madri. Esta operação é a continuação da Operação Pandora na qual no passado 14 dedezembro se irrompeu em 14 domicílios e centros sociais e onde se deteve a11 anarquistas em Barcelona, Sabadell, Manresa e Madri. Sete delesestiveram um mês e meio em prisão preventiva e saíram depois de pagar umafiança de 3.000 euros cada um. É necessário recordar que estes supostos atentados em Zaragoza e Madri járesultaram em 55 detenções e 30 registros em 3 operações policiais contra omovimento libertário. Na anterior Operação Pandora as acusações eram tãosurrealistas como irrisórias: posse de botijão de gás de camping em casa,ter contas do “Riseup”, atas de assembleias ou livros. Nesta ocasião umadas provas é posse de “dispositivos técnicos de aceso cifrado a WiFi parafazer anônima sua navegação na Internet”. E não podemos esquecer que, por estes mesmos fatos, Mónica e Franciscocontinuam em prisão preventiva à espera de julgamento em regime FIES-3. Os meios de comunicação se encarregam da criação de alarme social quejustifique toda a maquinaria repressiva, suas leis são as que queremcolocar-nos a mordaça da submissão e da obediência. Nós somos o inimigo acombater, mas nós…, nós não estamos dispostas a calar nem a olhar para ooutro lado, sabemos que estas operações não só pretendem sequestrar anossxs companheiros e companheiras, também estão projetadas para que comsua “onda expansiva” caiamos nas redes do medo e do silêncio que quereminocular-nos até a medula. Hoje são cinco companheirxs mais xs que nos faltam, cinco companheirxs maissequestradxs detrás dos muros. A nós cabe demostrar-lhes que não estão sós,deixar claro que sua prisão nos faz menos livres. Ante isto, nós levantamos firme a cabeça, aguçamos o olhar e estendemosnossa mão para fazer efetiva nossa maior arma: A solidariedade e oapoio-mútuo.

Se tocam a uma, nos tocam a todas!! Liberdade aos anarquistas presxs, aqui, e em qualquer outro lugar!!!! 

Aderentes à Sexta Barcelona

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