Greves de fome nas prisões gregas

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Nota de Cumplicidade

Com o intuito de querer solidarizar sem fronteiras com xs companheirxs em greve de fome na Grecia, retiramos de ContraInfo o compilado dos comunicados e atos solidarios… reiteramos a chamada a solidariedade com xs companheirxs que, sequestradxs pelo Estado, decidem seguir se enfrentando á autoridade, fazendo dos seus corpos, armas de luta…

Retiramos de ContraInfo:

Contra Info continuará a seguir e divulgar as atualizações das greves de fome que se estão a levar a cabo nas prisões da democracia grega. Aqui se deixa os links das notícias relacionadas de forma a facilitar a sua difusão. Fazemos uma chamada à solidariedade revolucionária e internacionalista com todxs xs grevistas de fome:

Kostas Gournas e Dimitris Koufontinas declaram-se em greve de fome

Nikos Maziotis declara-se em greve de fome

Comunicado de início de greve de fome pela Rede de Lutadores Presos

Presas em abstenção de comida solidária nas prisões de Neapoli, Creta

Comunicado dxs membros presxs da CCF de anúncio de greve de fome

Familiares de membros da CCF em prisão preventiva

O anarquista Panos Michalakoglou em abstenção de comida

A anarquista Angeliki Spyropoulou declara-se em greve da fome

A CCF apoia a greve de fome coletiva de presos combativos

Angeliki Spyropoulou e Christos Rodopoulos em prisão preventiva

Texto de Nikos Maziotis sobre a greve de fome da CCF

Detido Christos Polidoros, irmão do membro da CCF Giorgos Polidoros

Crónica breve dos últimos dias

O anarquista Grigoris Sarafoudis entra em greve de fome

Libertado o irmão do membro da CCF Giorgos Polidoros

Presos comunistas da Turquia em greve de fome

Dimitris Politis e Andreas-Dimitris Bourzoukos juntam-se à greve de fome da DAK

– Relatórios médicos: Giorgos Sofianidis e Dimitris Koufontinas (11/03) | Presxs da CCF e Angeliki Spyropoulou (13/3)

– Gestos de solidariedade internacional: Madrid | Montevideo

FOGO ÀS FRONTEIRAS – FOGO ÀS PRISÔES!

 

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“Gaveta de Ferramentas” um manual de sabotagem

Recebimos no email:

Como sabotar máquinas

Na indústria da construção há diferentes máquinas chave para a urbanização, mas as que irei pôr aqui são apenas três: a escavadora, a retro-escavadora e a moto-niveladora.

O trabalho que tem a escavadora (a), como indica logicamente o seu nome, escava superfícies de terra e arranca árvores desde a raiz com o seu braço mecânico, as suas rodas de metal esmagam e destroem quase tudo por onde passam.

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A retro-escavadora (b) tem várias funções, escava buracos na terra com o braço, levanta detritos e passa a maioria dos obstáculos com os seus pneus enormes.

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A motoniveladora (c), cumpre a função de arrastar a terra com a sua tesoura que se encontra debaixo e em frente da cabina do condutor, acomoda a terra para que depois se lhe deite cal, água e para que depois uma niveladora passe e deixe o piso completamente deslizante.

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Estas três máquinas funcionam com diesel que é um combustível menos caro que a gasolina, mas que se acendido pega mais, e é mais difícil de apagar do que a gasolina.

Uma das primeiras coisas que deves fazer ao chegar a uma máquina destas (na minha opinião) é roubar-lhe o diesel, por meio de uma mangueira e um garrafão; mas primeiro que tudo deves localizar o tanque, na (a) que se encontra do lado direito do braço mecânico, subindo por umas escadinhas ao lado da cabina do operador- algumas máquinas têm cadeados nos tanques – mas com um alicate (tesoura)  é fácil obter o que procuras. Deves abrir o tampão de metal do tanque pressionando-o até que gire, metes a mangueira e de uma altura alta sugas e a tua garrafa ficará cheia do combustível da máquina em alguns segundos (estas máquinas chegam a albergar mais de 150 litros de combustível).

No (b) o tanque encontra-se ao lado do escape, à frente da cabina e na (c) encontra-se atrás da cabina do condutor, muitas vezes é fácil de encontrar porque tem legendas em inglês como “oil” ou desenhos (como o da imagem a) fazendo alusão de que ali se encontra o combustível vital para que a máquina se mova.

Como danificar?

Se queres só danificar a máquina – há muitas formas de o fazer – podes partir-lhe os vidros aos bocados para que tenham de comprar outros, pintá-la, partir as alavancas dentro da cabines, obstruir os pedais com pedras pesadas ou arrancá-los; selar as fechaduras, na máquina há diferentes fechaduras, a que se encontra na cabine (quase sempre à direita de umas alavancas pretas), sabotada esta fechadura vão demorar a ligá-la e vão perder tempo e consequentemente dinheiro pelo meio; também existem umas pequenas portas laterais retangulares, onde muitas vezes guardam ferramentas ou material de topografia, que também poderás expropriar antes de selar, mas talvez a fechadura mais importante é onde entra a chave da válvula de alimentação, sem esta a máquina fica inutilizada por completo, e encontra-se por cima da bateria ao lado do escape (procura na imagem).

Também podes tirar-lhe a vareta com que vêem se a máquina tem óleo (que se encontra no motor); partir os faróis; cortar os cabos que vão das baterias ao motor, também as podes roubar (mas pesa muito, tens que ter muita força!); cortar também todos os cabos e ferros que vejas que são alimentados pelo motor, aqui recomendamos-te que não só os cortes, mas que os partas em secções e leves as sobras, para que lhes seja mais difícil arranjá-la.

À (a) podes cortar-lhe os cabos que vão directamente ao braço mecânico, sem este braço a máquina é inútil.

À (b) podes-lhe cortar os cabos que vão ao pequeno braço e ao que recolhe os resíduos, para que fique inutilizável.

À (c) podes cortar os cabos que vão à tesoura, estes são os pontos-chave para que estas máquinas detenham o seu trabalho de destruir a terra, apenas por umas semanas ou dias se apressarem-se (Os círculos indicam a sua localização).

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Por outro lado também podes utilizar o fogo, podes pôr um dispositivo incendiário de cerca de 5 litros, abaixo para um lado de um dos pneus da (b) e (c) – da (a) não, pois não utiliza este tipo de pneus – se tiveres sorte e o pneu se queimar, estás a causar um dano estimado em 5000 pesos [510 euros], pois isso é o que vale nova, utiliza a tua imaginação e criatividade e pensa em quanto dinheiro gastariam se fossem queimados os 4 pneus da (b) e os 8 da (c). Se quiseres também podes tirar um dos pneus com uma chave inglesa de 1 15/16, é preciso muito esforço, mas imagina as suas caras quando chegarem para trabalhar e se derem conta que lhes roubaram uma jante inteira.

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Também podes deixar em cinzas a cabina, a melhor maneira de o fazer é pulverizando gasolina dentro dela e pegando-lhe fogo, para que tudo dentro se queime, alavancas, pedais, assento, volante, etc.; podes também deixar um engenho incendiário, o que faria com que se queimasse o assento e os vidros ficassem negros pelo fumo. Utiliza a tua imaginação e arma uma infinidade de sabotagens a estas máquinas.

Como destruir?

Mas se o que tu procuras não é apenas causar estragos incómodos mas sim atacar em força e eliminar para sempre estas máquinas, recomendamos-te que ponhas um engenho incendiário com mais de 10 litros de combustível sobre o motor da máquina – o motor está visível na (b) e (c), na (a) deves subir pelas escadinhas e atrás da cabina abrir uma portinhola que só funciona para cima e onde se encontra o motor, isto depende se a máquina é das antigas ou das novas – e se isto não te parece suficiente, podes também deixar um pequeno engenho em cima do tanque de combustível (aberto logicamente), o qual irá explodir quando o fogo entrar, mas se queres ainda mais destruição, recomendamos-te deixar também outros engenhos incendiários nos pneus e espalhar mais na cabina, as explosões tanto do motor como dos pneus são ensurdecedoras, por isso mantém-te longe para que não fiques ferido.

Seguramente terão de comprar uma máquina destas nova, a qual tem um preço avaliado em 2 milhões de pesos [102 000 euros] e se a maquinaria era alugada irá sair-lhes ainda mais caro, pois terão de pagar cerca de 35 mil pesos [3570 euros] de aluguer, para além de terem de comprar uma máquina nova à agência de aluguer de maquinaria pesada, isto é um gasto excessivo para estas pessoas, as quais terão de abandonar seguramente o projecto por se verem na bancarrota e terás salvado a terra, árvores, ecossistemas inteiros, além disso o que ia construir já não se verá, seja um novo centro comercial, uma prisão, etc.

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A imaginação e a criatividade dos eco defensores não tem limites!

Texto retirado do artigo “Gaveta de ferramentas” da extinta revista Acción Nº6 de Janeiro de 2010 via El Tlatol

 

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[Itália] Julgamento de ativistas No TAV é fixado para 23 de abril

  Recebido no email:

O julgamento dos ativistas No TAV (Não ao Trem de Alta Velocidade) GrazianoMazzarelli, Francesco Sala e Lucio Alberti acontecerá em 23 de abril de 2015, de portas fechadas, em Torino. Eles vão ser julgados sob a acusaçãode dano e incêndio, violência contra a polícia, posse e transporte de armas de guerra.   Graziano, Francesco e Lucio foram presos em 11 de julho de 2014, acusadosde terem participado na noite de 13 a 14 de maio de 2013 de uma sabotagem no Vale de Susa, no noroeste da Itália, contra a construção de uma linha detrem de alta velocidade (No TAV). Eles seguem presos no cárcere de Ferrara,na seção de Alta Segurança 2¹.   Nesta seção os detidos estão completamente separados dos outros presos,sendo vigiados por pessoal qualificado. Tem uma ou no máximo duas pessoaspor cela (neste momento Graziano e Francesco compartilham cela).   As limitações em geral são:

• 4 visitas de uma hora por mês (na Itália não existe o “cara a cara”);

• Redução a duas chamadas de dez minutos por mês;

• Anulação do direito ao uso do ginásio, oficinas do cárcere;

• 4 horas de pátio por dia.

 

[1] A Alta Segurança 2, encarcera pessoas com acusações de terrorismo,subversão da ordem democrática, ou ser parte de um contexto perigoso,segundo avaliações da polícia política. Os detidos da seção onde seencontram Graziano, Francesco e Lucio estão subdivididos segundo grupo depertencimento. Atualmente sabemos que as seções de AS 2 do cárcere deAlessandria e Ferrara são destinadas a presos anarquistas, as seções de AS2de Sino (Catanzaro) e Carinola (Caserta) aos presos comunistas, enquantoque a seção AS 2 de Macomer (Nuoro) e Rossano Calabro (Cosenza) a presosislamistas.   É importante saber que, desde que anularam as acusações de terrorismo,Graziano, Francesco e Lucio têm 6 horas de visitas por mês e 4 chamadas dedez minutos por mês.   Tendo em conta as condições em que estão passando seus dias desde que forampresos, se encontram em bom estado de ânimo e saúde.

Qualquer carta, postal ou desenho será gratificante, por isso incentivamosque lhes escrevam:

Graziano Mazzarelli   Francesco Sala   Lucio Alberti   c/o casa circondariale Via Arginone 327,   44122 Ferrara (FE) – Itália

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[Uruguai] Convocatória para um Encontro Anarquista

Mandado ao email:

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Nos motiva, o fato de que há muito que não nos encontramos. O desejo de intercambiar experiências, conhecer-nos, refletir juntos, para coordenar e projetar ações em comum, tudo acompanhado de um ambiente solidário, lúdico e criativo, em que a alegria também convoque, que nos permita desenvolver este evento com amplitude e muita vontade. A forma de trabalhar, pensamos que será em oficinas, em que a temática fique aberta às propostas dos participantes, que enviarão previamente para ser incluídas no organograma. Abriremos o encontro com uma breve reflexão social dos acontecimentos regionais e mundial, que permita nos localizarmos historicamente, possibilitando uma composição social sinérgica, com outros grupos. Pedimos aos participantes que tragam algo escrito, sobre este tema para seu posterior intercâmbio e discussão.

Para mais informes comunicar-se via e-mail com grupoencuentro2015@gmail.com.

Solicitamos confirmar presença o mais breve possível para organizar a infraestrutura. Obrigado.

Saudações!

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Chamada para se solidarizar com Diego Rios e todxs xs profugxs e clandestinxs (PT, ESP, EN, FR, Galego, DE)

Recebimos no email:

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Chamada para se solidarizar com Diego Rios e todxs xs profugxs e clandestinxs

“Às vezes, por prazer, os homens de equipagem
Caçam um albatroz, enorme ave marinha,
Que segue, companheiro indolente de viagem,
O navio que sobre os abismos caminha.”

 Porque se xs clandestinxs e xs profugxs têm que ficar nas sombras, não podemos deixar que eles sejam esquecidxs.

Fugir do poder e dos seus lacaios já é uma vitória. Um arresto nunca pode ser considerado como uma derrota, mas sim, como uma consequência da vida que escolhemos levar.

A decisão de fugir, assumida por muitxs companheirxs não é somente um escape, é também uma desobediência completa a todo o sistema judicial. Consequentemente é também uma negação do domínio sobre as nossas vidas. Essa situação proporciona novos espaços, laços, forças e alentos para seguir confrontando constantemente à autoridade. Viver o exílio da clandestinidade é, cada dia, enfrentar uma luta contra o estado, intensamente, em todos os aspetos da vida, com todo o risco. Ao mesmo tempo, fica como a evidencia de desafiar a sua existência, todavia como decisão política, reforça a procura de nosso ser em anarquia.

A fuga é um caminho que não pode ser deixada de lado. É necessário se solidarizar combativamente com quem optou pelo caminho da clandestinidade para que os seus voos sempre sejam uma opção para xs companheirxs que enfrentam perseguições e ondas repressivas.

Inclusive sem ter certeza se as mostras de apoio vão ser recebidas por esses companheirxs que vivem furtivxs, ao não poder ser difundida uma forma de contato direita, temos que reforçar a difusão dos seus casos e das suas ideias. Valorizar a opção de risco e confronto constante no qual elxs vivem dia a dia.

Na afinidade e cumplicidade com a escolha dos caminhos tormentosos da fuga, chamamos à solidariedade com Diego Rios, solidariedade que esperemos que seja expandida a todxs xs compas em fuga e a xs que, em algum momento fugiram, fazendo do seu alento de liberdade a nossa fortaleza para seguir em pé de guerra. Que nos deram uma força para enfrentar a repressão com firmeza e procurar sempre, o rechaço a autoridade. Hans Niemeyer, Carlos Gutiérrez, Juan Aliste Vega, Diego Ríos, Nikos Maziotis, Gabriela Curilem. Mario Seisidis, Grigoris Tsironis, Pola Roupa, Panagiotis Aspiotis, Spiros Dravilas, Christodoulos Xiros na Grecia, K na Indonesia, Tripa y Felicity Rider no México. E para todxs xs que escolheram o caminho silencioso da clandestinidade e do anonimato.

Chamamos a todos os instintos rebeldes a transformarem a sua raiva em solidariedade combativa com xs companheirxs clandestinxs…

 Castellano

Llamado a solidarizar con Diego Ríos y todxs lxs profugxs y clandestinxs

“Por distraerse, a veces, suelen los marineros
Dar caza a los albatros, grandes aves del mar,
Que siguen, indolentes compañeros de viaje,
Al navío surcando los amargos abismos.”

 Porque si lxs clandestinxs y lxs profugxs tienen que quedarse en las sombras, no podemos dejar que caigan en el olvido…

Huir del poder y de sus lacayos ya es una victoria y un arresto nunca puede considerarse como una derrota sino como una consecuencia de la vida que se decide llevar.

La decisión de huir asumida por muchxs compañerxs, es más que solo el escape, es una desobediencia completa a todo el sistema judicial y consecuentemente una negación del dominio sobre nuestras vidas. Esto genera nuevos espacios, lazos, fuerzas y alientos para seguir confrontando constantemente a la autoridad. Vivir el exilio de la clandestinidad es cada día, y en todos los aspectos de la vida, enfrentar un duelo muy directo contra el estado, con todo el riesgo y al mismo tiempo con la evidencia de desafiar su existencia. Como decisión política, la clandestinidad también refuerza la búsqueda de nuestro ser en anarquía.

La fuga es una decisión política que no puede ser dejada de lado. Es necesario solidarizarse combativamente con quienes optaron por este camino para que la huida sea siempre una opción para lxs compañerxs que enfrentan persecuciones y olas represivas.

Incluso, sin llegar a saber si las muestras de apoyo enviadas van a ser recibidas por esxs compañerxs que viven furtivos, al no poder ser difundida una forma de contacto directa, tenemos que reforzar la difusión de sus casos e ideas, y valorizar la opción de riesgo y confrontación constante en la que viven el día a día

En afinidad y complicidad con la decisión política de la fuga; llamamos a la solidaridad con Diego Ríos, solidaridad que esperamos sea expandida a todxs lxs compas que en algún momento huyeron o huyen aún haciendo de su aliento de libertad nuestra fortaleza para seguir de pié en guerra y enfrentar la represión con firmeza y buscar siempre, el rechazo a la autoridad: Hans Niemeyer, Gabriela Curilem, Carlos Gutierrez, Juan Aliste Vega, Diego Ríos, Nikos Maziotis, Mario Seisidis, Grigoris Tsironis, Pola Roupa, Panagiotis Aspiotis, Spiros Dravilas, Christodoulos Xiros en Grecia, K en Indonesia, Tripa y Felicity Rider en México. Y para todxs lxs que escogieron el camino silencioso de la clandestinidad y del anonimato.

Llamamos a todos los instintos rebeldes a transformar su rabia en solidaridad combativa con lxs compañerxs clandestinxs!

English

      Call for solidarity with Diego Rios and all the fugitive and clandestine comrades

“Often, to amuse themselves the men of the crew
Lay hold of the albatross, vast birds of the seas-
Who follow, sluggish companions of the voyage,
The ship gliding on the bitter gulfs.”

 Cause if clandestine and fugitive comrades have to remain in shadows, We cannot let them be forgotten…

Escape from the power and their lackeys is a victory, and an arrest can never be considered as a defeat but as a consequence of the life that has been chosen to be lived.

The runaway decision taken by several comrades, is more than just the escape, it’s a complete disobedience to the entire judicial system and consequently is a denial of the control over our lives. This kind of chose creates new spaces, ties, strength and encouragement to continue constantly confronting authority.

Living exile becomes an everyday duel against the state that is lived in all aspects of life, with all the risk while at the same time, is challenging the evidence of its existence. As political decision, hiding also reinforces our being in anarchy. In such a way, breaking out is a political decision that cannot be overlooked.

It is necessary combative solidarity with those who chose this path, so the escape can be always an option for comrades who face persecution and crackdowns. Even without certainly knowing if the show of support sent will be received by them because of their furtive living, and for the impossibility of spear a direct contact with them, we must fortify the dissemination of their cases and ideas, and value the option of risk and constant confrontation in which they live day to day.

In affinity and complicity with the political decision of runaway, we call for solidarity with Diego Rios, solidarity that hopefully will be expanded to all Anarchist comrades who eventually fled or are fleeing, who make his breath of freedom our strength to keep standing at war, facing repression firmly and always seeking the rejection of authority: Hans Niemeyer, Gabriela Curilem, Carlos Gutierrez, Juan Aliste Vega, Diego Ríos, Nikos Maziotis, Mario Seisidis, Grigoris Tsironis, Pola Roupa, Panagiotis Aspiotis, Spiros Dravilas, Christodoulos Xiros in Greece, K in Indonesia, Tripa and Felicity Rider in Mexico. And for everyone who chose the silent way of hiding and anonymity.

We call on all rebellious instincts to transform their anger in combative solidarity with our comrade fugitives!

 

Galego

Chamada pra se solidarizar con Diego Rios e todxs xs profugxs e clandestinxs

 Porque se xs clandestinxs e xs profugxs teñen que ficar nas sombras,non podemos deixar que caigan no esquecemento…

 Fuxir do poder e de seus lacaios xa é unha vitoria, e un arresto nunca se pode considerar unha derrota, senon unha consecuencia da vida que se decide levar.

A decisión de pasar á clandestinidade; asumida por moitxs compañeirxs, non é só unha fuxida, senón unha desobediencia total a todo o sistema xudicial, e consecuentemente, unha negación do control sobre nosas vidas. Isto xera novos espazos, lazos, forzas e alentos para seguir confrontando constantemente a autoridade. Vivir o exilio da clandestinidade é cada día enfrontar un duelo contra o estado, moi diretamente en todos os aspectos da vida, con todo o risco e ó mesmo tempo a evidencia de desafiar a súa existencia, mais como decisión politica tamen reforza a procura do noso ser en anarquia.

Se fugar é un posicionamento que non pode ser desvalorizado nen esquecido. É preciso se solidarizar combativamente con quenes optaron polo camiño da clandestinidade para que isa sexa considerada sempre unha opción para xs compañeirxs que enfrentan persecucions e olas represivas. Aínda sen saber se as nosas mostras de apoio van ser recibidas por esxs compañeirxs que viven furtivxs, pois non pode ser difundido ningún xeito de contacto directo, temos que reforzar a difusión dos seus casos e das súas ideas, e valorizar a opción de risco e confronto constante no que viven o día a día.

Con afinidade e complicidade con esta decisión, chamamos á solidaridade con Diego Ríos, compañeiro preso polo estado chileno, agardando que sexa expandida a todxs xs compas fuxidos e xs que, nalgún momento fuxiron, facendo do seu alento de liberdade nosa forza para seguir en pé de guerra e enfrontar a represión con firmeza, e procurar sempre o rexeitamento de toda autoridade… Hans Niemeyer, Gabriela Curilem, Carlos Gutierrez, Juan Aliste Vega, Diego Ríos, Nikos Maziotis. Mario Seisidis, Grigoris Tsironis, Pola Roupa, Panagiotis Aspiotis, Spiros Dravilas, Christodoulos Xiros en Grecia, K en Indonesia, Tripa y Felicity Rider en México. E pra todxs xs aue escolleron o camiño silandeiro da clandestinidade e do anonimato.

Chamamos a todxs xs instintos rebeldes a transformar a súa rabia en solidaridade combativa con xs compañeirxs clandestinxs.

 Français

Appel à la solidarité pour Diego Rios e tous-tes les fugitif-ves et clandestinEs

“Souvent, pour s´amuser, les hommes d´équipages,

Prennent des albatros, vastes oiseaux des mers,

Qui suivent, indolents compagnons de voyage,

Le navire glissant sur les gouffres amers.”

 Si les clandestinEs et les fugitif-ves marchent plus tranquilles dans l’ombre, nous, nous ne pouvons pas les laisser tomber dans l’oubli.

Fuir du pouvoir et de ses lacais c’est déjà une victoire. Une arrestation ne pourra jamais être considerée comme une défaite, mais si, comme la conséquence de la vie que l’on a choisi.

La decisión de s’enfuir, assumée pour beaucoup de compagnonNEs, ce n’est pas seulement une évasion, mais si, une desobeissance totale face au système judiciaire. En conséquence, c’est une négation de la domination sur nos vies. Cette situation génère de nouveaux espaces, des liens, des forces et un élan pour continuer à se confronter continuellement à l’autorité. Vivre l’exil de la clandestinité c’est, chaque jour, affronter un duel contre l’etat, de manière intense, le risque à fleur de peau. En même temps, c’est une manière de défier son existence, mais en tant que decision politique, elle renforce la recherche de notre être en anarchie…

La fuite est une décision politique qui ne peut pas être mise de côté. C’est necessaire de nous solidariser de manière combative avec ceux-celles qui ont choisi le chemin de la clandestinité, pour que la fuite soit toujours une option pour les compagnon-Nes qui auront d’affronter les persécutions et les vagues repressives.

Même sans avoir la certitude que nos gestes de soutien seront reçus par ces compagnoNEs qui vivent furtif-ves, nous appelons à renforcer la diffusion de leur situation et de leurs idées, et ainsi, valoriser l’option de risque et l’ affrontement constant dans lequel ils-elles vivent jours après jours.

En affinité et en complicité avec les chemins fougueux de la clandestinité, nous faisons un appel à la solidarité pour Diego Rios, solidarité que nous esperons, se répande et s’étende à tous les compagnonNEs en fuite et à ceux-celles qui, à un moment donné, se sont enfuis en faisant que leur élans de liberté deviennent notre force pour continuer en pied de guerre. Une vitalité pour s’affronter à la repression, avec firmeté. Actitudes qui impulsent et fortifient notre rejet de l’autorité… Hans Niemeyer, Carlos Gutierrez, Juan Aliste Vega, Diego Ríos, Nikos Maziotis, Gabriela Curilem. Pour Mario Seisidis, Grigoris Tsironis, Pola Roupa, Panagiotis Aspiotis, Spiros Dravilas, Christodoulos Xiros en Grèce, K en Indonesie, Tripa y Felicity Rider au Mexique. E pour tous-tes ceux-celles qui ont choisi le chemin silencieux de la clandestinité et de l’anonimat.

Nous lançons l’appels à tous les instincts rebelles à transformer leur rage en solidarité combative en cumplicité avec les compagonNeS clandestines.

 Deutch

Aufruf zur Solidarisierung mit Diego Rios und allen Exilsuchenden und den Menschen ohne Papiere

 “Oft kommt es dass das schiffsvolk zum vergnügen
Die albatros – die grossen vögel – fängt
Die sorglos folgen wenn auf seinen zügen
Das schiff sich durch die schlimmen klippen zwängt.”

 Denn wenn die Flüchlinge und Papierlosen im Schatten bleiben müssen, können wir nicht erlauben, dass man sie vergisst.

Die Flucht vor der Macht und ihren Lakaien ist schon ein Gewinn an sich. Eine Festnahme darf nie als eine Niederlage gesehen werden, sondern ist eine Konsequenz des Lebens, das wir gewählt haben zu leben.

Die Entscheidung zur Flucht, die viele Kumpanen auf sich nehmen, bedeutet nicht nur ein Entkommen, sondern auch ein Akt schieren Ungehorsams gegenüber dem gesamten Rechtssystem. Konsequenterweise ist sie auch die Verweigerung der Herrschaft über unser Leben. Diese Situation schafft neue Räume, Beziehungen, Kräfte und Puste, mit denen die Autoritäten unaufhörlich konfrontiert werden. Auf Exilsuche unterzutauchen bedeutet jeden Tag einen Kampf gegen den Staat zu führen, und zwar auf umfassende Weise, in allen Lebensaspekten und mit allen Risiken. Gleichzeitig zeigt sich hier die politische Entscheidung, die Existenz des Staates herauszufordern, was uns in unserer Suche nach Anarchie bestärkt.

Die Flucht ist ein Weg, der nicht ignoriert werden darf. Wir müssen uns kämpfend solidarisieren mit denen, die den Weg des Untertauchens gewählt haben, damit ihre Flüge immer eine Option für die Kumpanen sein können, die sich mit Verfolgungen und Wellen der Repression konfrontiert sehen.

Wir bekräftigen die Notwendigkeit der Verbreitung der Geschichten und der Ideen der Untergetauchten, auch wenn wir nicht erfahren werden, ob diese Kumpanen von unseren Bekundungen erfahren werden, da ein direkter Kontakt nicht möglich ist. Wir wertschätzen die Option zum Risiko und der ständigen Konfrontation, in der sie tagtäglich leben.

In Affinität und Verbundenheit mit der Wahl jener turbulenten Wege der Flucht, rufen wir zur Solidarität mit Diego Rios auf. Wir wünschen uns, dass diese Solidarität sich auf alle Kumpanen auf der Flucht ausweitet und auf jene, die in ihrem Leben bereits auf der Flucht waren, auf dass sich ihr Hauch der Freiheit zu unserer Festung wird, damit wir aufrecht weiterkämpfen können. Dass wir die Kraft haben, um Repressionen mit Entschlossenheit entgegenzutreten und immer versuchen Autoritäten zurüchzuschlagen. Hans Niemeyer, Carlos Gutiérrez, Juan Aliste Vega, Diego Rios, Nikos Maziotis, Gabriela Curilem. Mario Seisidis, Grigoris Tsironis, Pola Roupa, Panagiotis Aspiotis, Spiros Dravilas, Christodoulos Xiros in Griechenland, K in Indonesien, Tripa und Felicity Rider in Mexiko. Und allen, die den Weg des Untertauchens still und anonym gewählt haben.

Wir rufen alle rebellischen Instinkte auf, ihre Wut in kämpferische Solidarität mit den untergetauchten Kumpanen zu verwandeln…

 

 

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[POA] Membro da FAG condenado a um ano e 6 meses de prisão

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Nota de Cumplicidade:

Além das nossas diferenças com as “organizações anarquistas” do Brasil, vemos necessário informar sobre os processos judiciais que estão acontecendo no sul. Recentemente, Vicente, membro da FAG (federação anarquista gaucha) foi condenado a 1 ano e meio de prisão por dano ao patrimônio e crime ambiental. As acusações se referem às manifestações e quebra-quebra de junho de 2013 onde as ruas de varias cidades do território controlado pelo exercito-estado brasileiro foram tomadas e varias instituições estatais, bancarias, religiosas destruídas ou danificadas.

A condena, um ano e meio depois dos acontecimentos, não é mais que um castigo exemplificador do que pode acontecer para quem não se ajeita com o sistema, com quem decide tomar uma atitude rebelde e desafiadora frente a um estado cada vez mais repressivo. Em fim, uma tentativa de calar a revolta.

Por isso pensamos necessário falar e nos posicionar agora, ressaltando a necessidade de estarmos preparados, não somente para enfrentar golpes repressivos e perseguições políticas, senão que estarmos um passo diante do inimigo, disposto a atacá-lo.

Jà que desde nossa perspectiva, a anarquia não se entende como uma opção política que deve ser reconhecida por nossos inimigos, senão que como uma tensão e conflitividade constante, nos solidarizamos com quem não abaixa a cabeça frente ao poder. Com quem escolhe o caminho firme de uma práxis onde negociações com o estado e os seus lacaios não têm lugar.

Para que nenhuma repressão apague a revolta dos instintos rebeldes!

Para quem quiser mais “informações” aqui a nota da fag: http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=1077

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[Estado espanhol] Solidariedade com Diego Ríos a partir de Saragoça

Retirado de ContraInfo:

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Através desta ação queremos mostrar a nossa solidariedade com o companheiro Diego Ríos, fugitivo desde 2009 e recentemente detido pelas forças repressivas do estado chileno. Daqui de Saragoça (estado espanhol), enviamos-te todo o nosso apoio e carinho, porque a solidariedade trespassa todos os muros, todas as grades e barras.

Porque a luta é o único caminho continuaremos a difundir as nossas ideias, combatendo o estado, o capital e os seus lacaios através de todas as ferramentas ao nosso alcance.

Companheiro Diego Ríos.. Saúde e força!

Morte ao estado e viva a anarquia!

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[POA] Pixos no arco da redenção

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Mandado ao email:

Nós, da galera do Pixo do Triangulo CAV do Terror (Canoas, Alvorada e Viamão) reconhecemos que fomos nós que pixamos aquele monumento ridículo no Parque da Redenção. Assumimos isso com orgulho e pouco nos importa se um bando de idiotas idolatra um monte cimento e pedra pra cartão postal. Mandamos nossa cor e nossa arte bem debaixo do nariz dos abacates verdes do estado, e partimos que nem ninja pra festejar.

Que tipo de escroto gasta 250 mil reais reformando uma um monumento bagacero desses, enquanto nas quebradas dessa mesma cidade tem piá no berço morrendo em boca do rato, porque não tem tratamento de esgoto?! Tem mais é que foder com essa gente.

Gostam de lembrar da guerra como cheia de glória, porque é uma desculpa pra alistar um monte de pobre e mandar pra fora pra morrer e matar gente pobre, na defesa do interesse dos bundões que estão sempre com os bolsinhos cheios. Se 70 anos depois, o povo pobre segue sempre ficando ainda mais pobre, então que se foda, esse arco é uma tiração da nossa cara! Fodam-se vocês que se ofendem com o pixo enquanto um monte de merda escabrosa tá aí acontecendo no mundo real, e jornal não publica nada de nada!

Pixamos o arco porque ninguém tira com a cara da galera da perifa assim!

O estado pagou 250 mil reais para o Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado formado por um bando de mafiosos cretinos. E se fingem agora de vítima no jornal, isso sem nem ficar vermelho. Essa máfia de industriais está sempre de aliança com a politicada canalha pra ganhar licitação. Financia campanha eleitoreira aqui, leva boneco autoridade pra zona lá, e seis meses depois, outra lei pra beneficiar essa cambada! Essa máfia dos industriais tá destruindo o mundo, nossa saúde, mas nada disso tem notícia. Eles não querem que geral fique sabendo que tá lá marcando três minutos pra meia noite no relógio do fim de tudo.

Nós, da Galera do Pixo do Triangulo CAV do Terror tamo querendo mais é que os políticos e empresários, os arquitetos e burocratas dando chilique por causa dessa porcaria de arco se fodam! Abaixo com esse lixo de mídia que apoia a idolatria da guerra!

E pros bostinhas da classe média que também tão ficando revoltadinhos comentando no Facebook, desrespeitando nossa arte, nossa liberdade de expressão, mandamos um grande VÃO TOMAR NOs SEUs CÚs de cabra! VÃO TOMAR NO CÚ! Pixamos e vamos pixar mucho más! Nosso pixo é de gratuito, não tem patrocínio, e não é nós que tamos com a caveira escondida no armário! Não fomo nóis que torturamo criancinha na última ditadura.

Nossa arte é pra homenagear os manos das quebradas escravizados na construção civil pelos almofadinhas do sindicato. Pra raça explorada não tem monumento que baste. Ficaram chateadinhos? Deixem de ser BUNDõES! Pisem aqui na bocada, trás ae o paletó de madeira na Hilux pra facilitar.

Mandamos nosso salve pras crews da Vila Umbu, galera do Passo da Caveira, Guajuvira, Matias Velho, Vila do Cachorro Sentado, Cafuncho, Estalagem, Safira e Lomba do Pinheiro. Convidamos os manos & manas pra chegar no centro e mostrar pro mundo nossa arte que é o pixo, o bixo contra o tédio monumental de Porto Alegre.

Em Porto Alegre ainda tem muito monumento pra homenagear matador de preto e índio, safado e corrupto, e não dá pra não curtir, não dá pra cansar de avacalhar com essa porra toda! É nóis no pixo e os playba no Face!

Nosso salve especial para los presos de Pandora, e pra toda galera que vê o sol nascer quadrado por questionar as autoridades, aqui e em qualquer lugar!

Saúde & (A)legria
Galera do Pixo do Triangulo CAV do Terror
24/01/2015

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