[POA] Semana de agitação, lembrando ao punky Maury.

Punky Maury, teu desejo de liberdade, uma bomba que contagia.

O companheiro anarquista Maurício Morales morreu na madrugada de 22 de maio de
2009 em Santiago, Chile após a explosão acidental do artefato explosivo que carregava
o qual tinha por destino uma escola de carcereiros. Em consequência o Estado através
de seu braço armado, a Policia, orquestrou uma dura repressão contando com a fiel
contribuição da Mídia caluniando e formando a “opinião pública” contra os/as
anarquistas e seus espaços. Abrindo o caminho para a redada repressiva que se seguiu
o Caso Bombas.

Só morre quem não é lembrado. Punky Maury Presente !!!

Projeção do documentário Cronologia Repressiva
Troca de idéias, Literatura subversiva.
Todos os dias a atividade se inicia pontualmente as 19 hs
Maio 2015
Dia 18 (segunda) Okupa Kuna R. Osvaldo Aranha nº 418
Dia 19 (terça) Okupa Violeta R. Ramiro Barcelos nº698
Dia 20 (quarta) Okupa Colmeia R. Fernando Machado nº85
Dia 21 (quinta) Ocupa Karacol R. Alberto Torres s/n

Dia 22 (sexta)17hs Travessa dos Venezianos (projeção e bandas)

ver o cartaz em pdf: Punky Mauri Maio2015.pdf

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[Porto Alegre-mudança de horarios] Porque Lembrar o punky Mauri? Atividade a 6 anos da sua morte.

Nos informaram no email que a atividade começara mais cedo, às 17hs, no mesmo lugar: Travessa dos Venezianos.

Cartaz 22 maio mail

No dia 22 de maio, lembraremos à vida combativa do Punky Mauri, que morreu nesse mesmo dia há 6 anos atrás.

Sexta 22 de maio. Porto Alegre- Travessa dos Venezianos (Cidade Baixa), na Parrhesia. 17hs

. Apresentação do livro: “Mauri, a ofensiva não te esquece”

Curtos informativos. Troca de ideias.

Bandas ao vivo:

Alvo X (Hip Hop combativo)

2tios (Hip hop combativo)

Nedd Lud (Hard Core)

Blatta Knup (Punk)

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Junho: mês pela terra e contra o capital

Recebimos no email e traduzimos:

POR LA TIERRA Y CONTRA EL CAPITAL

Convoca-se a todos os coletivos e companheir@s, das distintas regiões, a se somar às atividades que se realizaram entre o 5 de junho e o 5 de julho de 2015 no marco do terceiro ano do Mês pela terra e contra o capital. Esperamos que, desde já, se vaiam somando as atividades, para poder armar a grelha dessas mesmas e manter uma boa coordenação. O mês pela terra e contra o capital é mais uma das ferramentas que nos temos dado para fazer frente a essa aluvião de projetos e mega-projetos que, nas distintas regiões, destroem a natureza, mercantilizam e esvaziam as nossas vidas e nossas costumes e enriquecem axs mesmxs de sempre: politicxs e empresarixs. Lembramos a todxs xs companheirxs que o espectro das atividades é tão amplo como a criatividade dos seus realizadores, tendo como único critério temático que as mesmas sejam em defesa da terra, da natureza ou do território em geral e que mantenham uma postura critica ao capital sob todas as suas formas.

Antes que uma nova tecnologia venha a querer nos convencer de que é possível um capitalismo verde, humano, uma gestão mais saudável da devastação e da vida controlada, decidimos intervir. Antes que nos acostumamos a tanto espetáculo, em perder até a última ilusão de um mondo onde a natureza não escape em ser mercantilizada e coisificada para o uso estatal e empresarial, decidimos atuar.  As protestas pela terra, como tudo nesse sistema, tendem a se fossilizar, tendem a se converter em parte dos mostruários do “dia de”. Ao contrario, a ação descentralizada, frontal, livre e autônoma; a ação que busca a raiz do problema e os meios concretos para dar-lhe solução, se dirige ao Capital e às relações sociais que este produz.  Antes de comprovar que já não podemos beber mais água ou ter que pagar por toda a comida às mesmas empresas que a controlam, decidimos não esperar mais, decidimos potenciar à resistência que faz um tempo, atravessa os continentes e os oceanos.  As ações de todo tipo nos unem.

Potenciamos a critica real, a que leva em si mesma a prática concreta de uma nova forma de entender a natureza e as relações com os outros e o outro.   O desenvolvimento de capital se faz através de planos, os Estados e as empresas têm suas bases no território, a devastação se concretiza nas ferramentas que se põem em uso, tiremos a resistência da abstração, o show e a desesperação ativista para convertir-la em ações que cheguem realmente a transformar a realidade. Juntemos o compromisso e a projeção de nossas lutas para gerar uma transformação real e ampla.

O mês pela terra e contra o capital busca ser uma jornada nada estável, o impulso para potenciar nossas lutas pelo território contra a devastação capitalista e as falsas receitas que tentam potenciar a dominação ou pelo menos defender uma mais pequena.  Aos especuladores de todo tipo, à redução da vida e à natureza toda em mercancia, à soberbia de quem se acredita dono do vivo, contrapomos a liberdade de todos. A terra não se vende, se defende!

Queremos ter para o 20 de maio o maior numero de propostas confirmadas para poder armar o cronograma e cartaz em comum. Lembramos que as atividades são de amplo caráter, levantando e reconhecendo a horizontalidade e a ação direta nas lutas pela terra.  Podemos nos contactar porlatierraycontraelcapital@riseup.net

Os dias 7/6 e 5/7 chamamos a dias de agitaçao e propagando nos distintos territórios.   http://porlatierraycontraelcapital.wordpress.com

 

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[Chile] Corte de Apelações de Santiago rechaça recurso de nulidade e condena a companheira Tamara So

Recebimos no email:

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Nesta terça-feira, 5 de maio de 2015, a Segunda Corte de Apelações de Santiago determinou a sentença contra nossa irmã Tamara Sol Farías Vergara. A corte rechaçou o recurso de nulidade que apresentaram os advogados defensores e reafirmou a condenação determinada em 4 de fevereiro de 2015, em que se condenava Sol a 7 anos de prisão, 61 dias de liberdade vigiada mais uma série de pagamentos mensais.

Solidariedade combativa com Sol Vergara! Fogo às prisões!

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[Espanha] Noelia Cotelo deixa a greve de fome aos 37 dias

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Recebimos no email:

Noelia Cotelo Riveiro deixou a greve de fome que manteve durante 37 dias, desde 23 de março, no cárcere de Brieva, para que lhe permitam dispor de seus objetos pessoais e de higiene e deixem de pôr obstáculos intransponíveis à realização de seus estudos, e em protesto pelo regime de castigo por isolamento que sofre faz vários anos e pelas torturas e maus-tratos que se praticam nos cárceres e que ela mesma sofreu várias vezes.

Ante a falta do menor cuidado médico e da mais mínima atenção a suas reivindicações, em 12 de abril se auto-lesionou cortando as veias de um braço. Sem que sua situação haja variado em absoluto, tomou a decisão de suspender provisoriamente o jejum, ante a perspectiva dos julgamentos que tem que enfrentar no final de maio, arriscando até 7 anos de cárcere, para o que necessita dispor de todas as suas forças físicas e mentais.

Conteúdo relacionado:

http://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/04/14/espanha-noelia-cotelo-riveiro-se-auto-lesiona-no-modulo-fies-da-prisao-de-brieva/

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[Chile] Chamado à solidariedade com a greve de fome de Nataly, Juan, Guillermo e Enrique

Recebido no email:

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Aos companheirxs que no Chile e no mundo se enfrentam com toda forma de poder.Às mentes e consciências insubmissas que rechaçam a dominação e anseiam a liberdade total. A quem se sinta interpeladx e chamadx à ação:

Nós que nos dirigimos a vocês, somos indivíduxs e grupos organizadxs e ativos na solidariedade antiautoritária com prisioneirxs anárquicxs e revolucionárixs. Hoje escrevemos para motivar que os gestos de companheirismo se expressem de maneira urgente e combativa em ações solidárias em apoio à greve de fome que realizam xs companheirxs Juan Flores, Nataly Casanova, Guillermo Durán e Enrique Guzmán. Nossxs companheirxs resistem dignamente ao encarceramento cotidiano, temos claro que não se subjugaram ante nenhuma das tentativas do inimigo por fazer prevalecer seu poder, uma atitude que nos deixam claro que o único caminho escolhido foi a luta contra toda autoridade. Como indivíduxs e grupos organizadxs que buscam constantemente fortalecer suas ideias e práticas pela libertação total, não ficamos indiferentes ante a greve de fome que estão levando a cabo nossxs companheirxs, estamos conscientes de que aquilo é um chamado a ativar a solidariedade simbólica e material, a concretizar os valores que nos movem, os quais dão vida a cada projeto revolucionário e que reconhecem, sem lugar a dúvidas a força de cada prisioneirx em guerra.

É de conhecimento público que Juan, Nataly e Guillermo foram detidxs em 18 de setembro de 2014, acusadxs de participar em ataques com artefatos explosivos. Nesses momentos, o grito de “Abaixo o Estado policial” por parte de Juan, e a atitude de dignidade e desafio ante a polícia e a carniça jornalística, mostrada pelxs três companheirxs, se levantaram em um contexto de linchamento policial, midiático e judicial por parte do poder.

O encarceramento dxs companheirxs por mais de seis meses, com Juan e Nataly em prisão preventiva, e Guillermo em prisão domiciliar, esteve marcado pela perseguição, as agressões e perseguições para com xs companheirxs e até seu entorno mais próximo.

O mais recente capítulo deste cenário, foi a detenção de Enrique Guzmán no dia 6 de abril. Enrique é um amigo e companheiro de Juan, Nataly e Guillermo, que os visitava e se preocupava para que nada lhes falta-se em suas prisões. Como forma de castigar sua solidariedade e proximidade com xs companheirxs, a promotoria o acusa de participar junto ao companheiro Juan Flores no atentado contra um quartel policial. Não obstante tudo isto, a resposta dxs 4 companheirxs foi a dignidade e a insubmissão. Isto ficou em evidência nos comunicados públicos dxs companheirxs, em que ao mesmo tempo que rechaçam as acusações que lhes imputam, se declaram inimigxs de toda forma de autoridade e se reconhecem como parte de uma comunidade de luta que constrói seu presente em continuidade com toda uma história de rebeliões, subversões e insurreições negadoras da dominação, exaltando valores de solidariedade, lealdade, amor e companheirismo revolucionário em prol da libertação total.

Sabemos que a perseguição e prisão de pessoas próximas a presxs revolucionárixs é uma forma de vingança e chantagem cada vez mais usada pelo poder contra xs revolucionárixs e seu ambiente próximo, tal como se expressa nos casos das detenções de familiares e amigxs dxs membrxs encarceradxs da Conspiração das Células de Fogo na Grécia e as detenções de compas anárquicxs e solidárixs na Espanha com as recentes operações “Pandora” e “Piñata”, assim como a acusação contra a mãe de um dos companheiros do “Caso Security” relacionada com uma suposta chave de algema para uma inexistente tentativa de fuga durante o julgamento ocorrido em 2014.

Sabemos que o poder usa este tipo de tática como forma de castigo ante a atitude insubmissa, digna e rebelde demonstrada pelxs companheirxs na prisão e como moeda de troca para sua rendição, buscando o abandono da atitude de desafio e luta contra os carcereirxs e o sistema de dominação. Sabemos que este tipo de jogada busca alimentar o fantasma do “terrorismo”, que permite aos Estados ditatoriais e democráticos gerar inimigos internos para pôr a população alinhada com os interesses do poder, impondo o rótulo de “terrorista” aos anarquistas, como laboratório para logo destruir qualquer comunidade de luta que não pactue com o poder.

Conhecemos e rechaçamos com força as fantasias do Estado e a Promotoria Sul em torno às hierarquias e lideranças que outorgam aos companheirxs, algo já utilizado nas acusações contra xs companheirxs detidxs em agosto de 2010 como parte do chamado “Caso Bombas”. Sabemos, antes de tudo, que isto é parte de um contínuo histórico de enfrentamento, cuja visibilidade desde o campo dos inimigxs do poder busca evidenciar as lógicas com que atua o domínio, longe de qualquer postura de culpabilidade ou inocência, nunca como vitimismo ou legalismo, senão que melhor buscando expandir e aprofundar a crítica destrutiva contra o poder, para levar à prática em prol da libertação total. Desta forma, ante as ofensivas do poder e sua trama midiática/judicial/carcerário, nossa resposta deve ser a ação desde todas as formas possíveis, sem ficarmos impávidos ou como simples espectadorxs. Nos assumimos em guerra, e quando o inimigo faz notar suas ferramentas, nós demostramos que cá estamos e seguimos, resistindo e combatendo, tendo viva em nossa memória que a luta no interior dos cárceres chilenos tem um amplo percurso histórico de greves, motins, fugas e diversas formas de materializar a atitude de dignidade em luta. Mas todo esse percurso até a atualidade necessita de uma resposta e repercussão no exterior.

Por tudo dito anteriormente, nos solidarizamos e chamamos a solidarizarem-se com a greve de fome de Juan, Nataly, Guillermo e Enrique:

• Pelo fim da perseguição a seu círculo próximo.

• Pelo fim das agressões para com Juan e Nataly por parte dxs carcereirxs.

• Pelo fim do uso indiscriminado das provas de DNA.

• Pela libertação do companheiro solidário Enrique Guzmán.

• Pelo fim do isolamento da companheira Nataly Casanova e seu translado a outro módulo do cárcere de San Miguel.

Convidamos a que cada companheirx se sinta chamado a atuar, a fazer propaganda, a sair à rua, a materializar de alguma maneira a ação solidária com xs companheirxs. Que a mobilização em apoio à greve de fome seja um meio para pôr em prática a solidariedade em ofensiva, buscando estender a agitação contra toda forma de poder e aprofundar os laços anárquicos entre companheirxs.

SOLIDARIEDADE, CUMPLICIDADE E LUTA

CONTRA TODA FORMA DE PODER E AUTORIDADE

Publicación Refractario, Publicación Antiautoritaria contra el Sistema carcelario, Colectivo Lucha Revolucionaria, Sin Banderas Ni Fronteras, Núcleo de Agitación Antiautoritaria

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[Chile] Xs companheirxs Juan Flores, Nataly Casanova e Guillermo Duran declaram-se em greve de fome

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Retiramos de ContraInfo:

“Repudiando e cuspindo sem vacilar; esta é a nossa clara resposta ao último golpe repressivo contra o nosso círculo”

Esta é a nossa resposta ao assédio do poder e das suas forças repressivas contra o nosso círculo de solidariedade, famílias, amigxs e companheirxs. Diariamente estão a ser vítimas de perseguições, intimidações, assédio, agressões e sequestro por parte da polícia e, perante isto, tanto pelos nossos critérios como pela nossa convicção, e ainda mais por esta, é impossível ficarmos de braços cruzados.

Assim, hoje, 14 de Abril, damos início a uma mobilização como forma de protesto e de resposta à chantagem emocional que estamos a sofrer por parte do poder e das suas instituições repressivas. Levando à prática o nosso descontentamento de maneira insubmissa, como só a nossa essência consegue ser – utilizando o nosso corpo como barricada – iniciamos deste modo a paralisação das nossas actividades e uma greve da fome liquida dentro das prisões e exigimos:

– A saída imediata da prisão para Enrique Alfonso Guzman Amadeo, tendo em consideração a acusação ridícula e as provas delirantes contra ele apresentadas pelo ministério público.

– Estabelecimento da validação científica das provas de ADN. Existe uma certeza real da sua utilização 100% exacta e precisa para incriminar? Porque não se tem a certeza científica das análises de ADN quando se têm amostras com vestígios biológicos de várias pessoas e principalmente quando a utilização que o ministério público faz desta prova for de grande peso, quando na realidade não é prova -sobretudo a maneira como apresentam a prova no nosso caso, pretendendo fazer crer que o registo biológico que ficou depois de uma explosão é suficientemente válido e infalível apesar dos geneticistas e criminologistas terem rejeitado a sua validade e qualidade.

– Exigimos que cesse o assédio e a perseguição que as forças repressivas têm desencadeado contra o nosso entorno mais próximo, querendo dessa forma amedrontar e criminalizar aquelxs que não hesitaram em nos manifestar o seu amor e solidariedade activa e incondicional.  Prova clara disto é a prisão do nosso companheiro Enrique – o qual sem nada que ocultar ou negar decidiu assistir-nos periodicamente, visitando-nos nos diversos centros de tortura e extermínio – assim como o sequestro de um amigo que foi agarrado pelo pescoço e obrigaram a entrar num carro em plena via pública.

Esta exigência de fim do assédio a que estamos sujeitos é tanto em relação ao que se passa fora como dentro dos recintos penais – tanto eu como a minha companheira Nataly estamos a ser diariamente acossadxs pelo serviço penitenciário do chile e a nossa resposta não tem sido nada submissa o que já nos custou vários castigos e agressões e muito claramente a intenção que temos de nos voltar a ver dentro da instância carcerária.

– Exigimos a solução imediata da situação da nossa companheira Nataly Antonieta Casanova Muñoz, já que desde que chegou à penal de san miguel se encontra em regime de castigo e isolamento severo e a instituição penal faz caso omisso da exigência de mudança de ala, deixando a nossa companheira num “limbo carcerário”. Exigimos a transferência imediata da nossa companheira para uma ala/torre onde possa ter contacto/relação com outras internas e mais horas de pátio, dado que desde a sua chegada aí só tem uma hora de pátio, sendo esta uma conduta/protocolo completamente irregular.

GREVE DE FOME LÍQUIDA DE MANEIRA INDEFINIDA

Juan Alexis Flores Riquelme
Ala 1
Santiago 1


Hoje, segunda feira, 13 de Abril, dei início a uma greve de fome líquida (só água potável) contra as retaliações dos aparelhos estatais ao nosso círculo mais próximo (familiares e amigxs). Farta dos delírios dos magistrados do ministério público da zona sul e das mentiras do magistrado Raul Guzman nos media corporativos, tentando incriminar Enrique Guzman e o incorporar à via fodida a que deram início na continuidade da sua investigação (espectáculo, perseguições, acossamento, ameaças e até o sequestro de um amigo às mãos da polícia civil) .

Confrontadxs com esta jogada do poder contrapomos a nossa consciência, afectos e ideias que rejeitam a imposição das suas leis antiterroristas ou o que quer que seja, pois só defendem a sua ordem de privilégios e vidas parasitárias.

Aqui entre os seus muros não estamos derrotadxs nem sós, como pretendem, continuamos insubmissxs, livres e dignxs, lutando novamente com o nosso corpo como arma contra aquelxs que desejam enjaular e enterrar sob o cimento a luta, a dignidade, o amor e a solidariedade.

Exigimos:

– A liberdade imediata do nosso irmão, amigo e companheiro Enrique Guzman, preso por ser do nosso círculo próximo e nos visitar.

– O fim das perseguições, assédios, sequestros e interrogatórios às nossas famílias e amigxs, por serem quem nos apoia neste cenário, em que o poder nos procura isolar.

– Do mesmo modo, exigimos o fim do assédio dos carcereiros a todxs xs presxs  que enfrentem dignamente este lugar, cada tareia e humilhação terá sempre uma resposta, nenhum/a de nós está sózinhx. Destaco o assédio e os ataques cada vez mais violentos contra o meu companheiro Juan Flores, em relação a mim a situação é semelhante.

– As suas provas de ADN não têm validade científica tanto pela escassez e qualidade das amostras como pela variedade das misturas biológicas presentes – já que estas podem coincidir com muitas pessoas sendo estas provas apresentadas pela acusação do ministério público como as suas melhores provas. Exigimos a determinação da validade das provas por meio de análise de métodos e amostras.   Considerando também todos os aspectos científicos, não só a acusação tendenciosa dos magistrados do ministério público.

– A modo pessoal faço saber – tanto ao meu círculo como a quem o encarceramento não seja indiferente – que desde o início dos 7 meses que levo de prisão preventiva me encontro em isolamento severo, só com uma hora por dia de pátio, sem nenhuma actividade recreativa para além daquelas que proporciono a mim própria – negando-me, deste modo. este regime qualquer oficina ou actividade recreativa presente na penal – justificando-se com o facto de que na nossa ala são muito poucas as internas. Eu convivo só com uma interna/presa, ocasionalmente com mais, mas todas rodam, sendo eu a única que se mantém nesta situação instável. Devido ao exposto anteriormente, exijo mudança imediata de ala.

SOLIDARIEDADE, AGITAÇÃO E AÇÃO FRENTE AOS AVANÇOS REPRESSIVOS

ABRAÇANDO CADA LUTA CONTRA A DOMINAÇÃO

Nataly Casanova Muñoz
CDP San Miguel

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[Espanha] Recapitulação da situação de Noelia Cotelo ao início de sua greve de fome

Nota de Cumplicidade:

        A modo de informar e solidarizar com Noelia Cotelo que iniciu uma greve de fome em reação aos constantes maltratos aos quais se enfrenta dentro da cadeia, difundimos essas palavras. Não concordamos plenamente com a postura de que a prisão seja pior para mulheres, mas sim, lembramos que quem mantêm uma postura anti-autoritaria e insubmissa dentro dos presídios, sejam homens ou mulheres, sempre serão focos de perigo e assim, castigo por parte dos carcereiros e juízes nojentos. Porém, reconhecemos que pouco se sabe sobre a situação nos presídios femininos, com esse relato, pretende-se dar a conhecer um pouco mais aquela realidade.

Mandamos então muita força e carinho para Noelia quem se enfrenta, a cabeça em alto à autoridade!

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Mandado no email:

Copiamos de elcallejondeladoncella.blogspot.com.es

http://elcallejondeladoncella.blogspot.com.es/> a seguinte síntese sobre a trajetória de sofrimentos e luta nos cárceres de Noelia Cotelo Riveiro, que pode servir para pôr em seu contexto as notícias, até agora demasiado escassas, sobre sua greve de fome e os motivos e perspectivas da mesma.

Visibilizemos e denunciemos publicamente com todos os meios a nosso alcance a situação da companheira Noelia Cotelo Riveiro e das demais mulheres presas deste e de todos os estados. A dupla violência, sistêmica e estrutural, que sofrem as mulheres no cárcere é o método de correção ànorma do sistema heteropatriarcal sobre o qual se sustenta o sistema capitalista ao que serve de elemento coercitivo. No cárcere as mulheres não somente são julgadas por vulnerar uma lei penal senão por desviar-se de uma norma moral. Sabemos que em todas as partes do mundo, ante qualquer circunstância, sempre, as mulheres serão as primeiras a morrer.  Noelia Cotelo Riveiro está em privação de liberdade, sob estrito regime de isolamento há mais de 6 anos. Entrou para cumprir dois anos e quatro meses, mas a atitude pouco submissa ante seus torturadores e a valente denúncia dos abusos e violações que sofreu em diversas prisões do Estado Espanhol,entre elas a de Brieva e Picassent, fizeram com que aumentasse seu encarceramento, somando-se quatro novas condenações. Seus advogadxs em numerosas ocasiões denunciaram publicamente que Noelia viveu presa em condições que violam o regime penitenciário e a lei orgânica penitenciária geral.

Noelia foi submetida a restrições de comunicações, de horas de pátio, de entrada de pacotes de roupa de abrigo, duchas de água fria, lhe proibiram o acesso a cursos educativos, atividades terapêuticas, desportivas e lúdicas. Tem vivido só e isolada durante meses em uma galeria, saindo só duas vezes ao dia ao pátio durante 30 minutos (*o regime penitenciário de isolamento estabelece as horas de pátio ao mínimo 3 diárias, e em seu máximo nível de sanção, a 2 sem que esta situação se possa alongar por mais de 14 dias), atribuindo-lhe celas onde o frio se faz insuportável.

Negaram-lhe a assistência médica apesar de padecer, por suas condições carcerárias, graves infecções tanto de boca como de ouvidos. Ao invés de ter acesso à saúde, lhe administraram medicação de todo tipo sem consulta nem prescrição médica. Entre esta medicação, às vezes doses altíssimas de metadona que lhe provocaram overdose. Noelia se submeteu a várias greves de fome para denunciar as torturas e vexações a que estava sendo submetida,uma delas quase lhe custa a vida, ao estar a ponto de entrar em um coma hipoglicêmico.

Uma vez um carcereiro do C.P. de Brieva quebrou seu punho. Com o punho quebrado, medicada com psicofármacos e algemada à cama, na madrugada de 24 de outubro de 2013, outro carcereiro chamado Jesús, que havia participado na agressão anterior, tentou abusar sexualmente dela. Noelia denunciou estes fatos, mas este carcereiro, ao ver-se surpreendido pela agitação ocasionada entre as demais internas, fez uma contra-denúncia na qual assegurava que foi ela quem tentou agredi-lo. A denúncia desta violação só conseguiu que se agravasse sua situação dentro do cárcere, submetendo-a a um isolamento mais estrito e dividindo entre as demais internas suas mantas e roupa de frio.

Por sua valente e heroica denúncia destas violações e torturas, se encontra represaliada em Brieva, a centenas de quilômetros de sua terra, Galícia. Noelia “está faz vários dias em greve de fome devido a que os carcereirxs não lhe dão seus objetivos pessoas de higiene. Denunciou receber ameaças de morte de um funcionário, dizendo-lhe ao dar-lhe uma rasteira: “cuidado, não caias e te mates, já sabes que os mortos se silenciam nos cárceres.” Se lhe colocam entraves para realizar tudo o que é relacionado com os estudos, até tornar impossível cursá-los. Tem medo de ser envenenada, já que faz dois anos, no mesma cárcere, sofreu uma tentativa deste tipo. Também pede que sejam reconhecidos os direitos de outros companheiros presos: Antúnez Becerra, Javier Guerrero Carvajal, Pirla Oliván, etc.

O caso de Noelia não é único, as mulheres encarceradas estão esquecidas e os cárceres femininos ignorados. O índice de encarceramento feminino noEstado Espanhol é o mais alto da Europa, e desde os anos 80 a taxa de mulheres reclusas triplicou o da população reclusa masculina. Quase 50% da população reclusa feminina é estrangeira e o fato de que se encontrem sósneste país propiciou o fato de que lhes proponham benefícios penitenciáriosem troca de favores sexuais.

No cárcere não somente castigam as mulheres por infringir uma norma penal senão que tentam corrigi-las por desviar-se de uma norma moral. As mulheres sofrem uma dupla violência sistêmica, a inerente a prisão e a estrutural de sistema eminentemente patriarcal que em suas origens de exclusividade individual materno-familiar é o sustentáculo dos sucessivos sistemas escravistas, feudalistas e capitalistas que no cárcere, rodeados de pobreza e incultura, alcançam sua máxima expressão. Os abusos, a extorsão, a manipulação intra e extra-familiar é uma constante por parte de todo a trama sócio-carcerário de que são partícipes todo tipo de funcionário,partícipe e mantenedor da política de extermínio fascista de dito sistema.

SEMPRE AS PRIMEIRAS A MORRER SÃO AS MULHERES!

 ABAIXO OS MUROS DE TODAS AS PRISÕES!

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