Floripa: Manifestação contra o Plano Diretor acaba com uma pessoa presa e outra ferida.

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Nota de Cumplicidade:

É fundamentalmente necessário aos senhores do poder legitimizar continuamente seus empreendimentos de exploração da terra e de tudo que é vivo. Esta legitimação gera a “paz social” a aceitação por parte das pessoas massificadas diante tão mal intencionadas manobras. As leis elaboradas em suas masmorras e palácios são base firme para a legitimação de suas cobiças. Pois afinal “a massa” acredita nas leis, políticos, parlamentos, televisores e noutros contos mais estúpidos, apesar de seu descrédito generalizado. Em Florianópolis belíssima ilha do litoral sul do território controlado pelo estado brasileiro, capital do estado de Santa Catarina, onde o turismo é elemento de destaque para os empresários lucrarem, foi palco de um protesto de moradores da ilha em resposta a votação na câmara de vereadores para a aprovação da novo Plano Diretor da cidade.

O Plano Diretor é um conjunto de regulamentações municipais formalizado pelos vereadores e prefeito que ditam entre outras questões especialmente sobre as construções urbanas no território municipal. Aos especuladores da construção civil é um elemento basilar para ampliar sua órbita de lucro e expandir seus domínios. Esta batalha se dá contra todas comunidades que habitam o município e também contra as “áreas de preservação permanentes” (APP’s) onde os empresários insistem ardorosamente em ampliar suas fronteiras de ação devastando a terra e roubando territórios de comunidades. 

Tem alguns anos esta batalha entre empresários/políticos e comunidades vem se esquentando com as crescentes demandas do império do turismo, prédios de luxo, ambientes privados, campos de golfe. Nos últimos meses de 2013 se acelerou as atividades legitimadoras do novo Plano Diretor na câmera de vereadores marcada por protestos resultando no carro do vereador Badeko (PSD) alvejado pela ira indo embora sem seu vidro traseiro. Nos primeiros dias de 2014 (6 de janeiro) o Plano Diretor foi votado e aprovado pelos vereadores. Durante o protesto no entorno do antro parlamentar um manifestante levou uma cacetada no rosto por parte da Brigada Militar resultando em grave ferimento.

Não há o que pedir a tais vermes. Afinal a camarilha politica, empresarial e seus lacaios policiais são os que estão lucrando com o roubo da terra e das vidas, não há o que negociarmos, eles/elas acreditam estarem com a razão de viveram a custa de tudo e de todos. Sinceramente você pensa em convencê-los/as do contrário? 

“Assim como a terra há que lhe dar água e adubo ao que oprime há de dar-lhe chumbo e pólvora”

Não há negociações não se iluda, ataque-os/as onde não esperam, os palácios parlamentares são deles não há o que recuperarmos em tais recintos hostis a liberdade …

Contra toda forma de autoridade … que viva a anarquia.

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Nota da imprensa corporativa

6 de janeiro de 2014 – 20:55 – Política Florianópolis

Grupo contrário a emendas no projeto tentou invadir a Câmara de Vereadores para protestar

Um manifestante foi preso após o tumulto que se seguiu à votação do Plano Diretor de Florianópolis. O protesto começou antes da sessão da Câmara de Vereadores que aprovaria o texto final e acabou indo para as ruas próximas, no Centro. Depois da confusão, muita gente continuou reclamando que as emendas descaracterizaram o projeto original.

O tenente-coronel Araújo Gomes, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar de Florianópolis, se manifestou através das redes sociais a respeito do confronto entre a PM e manifestantes em frente à Câmara de Vereadores. Um grupo de estudantes e lideranças comunitárias protestavam contra a aprovação do Plano Diretor da Capital, e tentavam ingressar no Plenário, mas foram contidos pela Guarda Municipal e Polícia Militar.

Araújo Gomes disse em sua página no Facebook que não estava no local no momento do confronto, e prometeu averiguar fotos, vídeos e relatos sobre o caso para avaliar a situação e também o comportamento dos policiais.

– Em geral, a narrativa da mídia é muito rigorosa com as ações policiais -, salientou.

A Guarda Municipal chegou a utilizar equipamentos de choque elétrico para tentar afastar os manifestantes. A PM usou gás lacrimogêneo e também agrediu alguns manifestantes com o cassetete.

No estacionamento da Câmara, onde houve outro confronto entre a PM e os manifestantes, o estudante Marcelo Venturi foi agredido no rosto, e precisou ser submetido a uma cirurgia nos ossos da face.

Mais fotos e vídeos na imprensa burguesa:

http://ricmais.com.br/sc/politica/videos/manifestantes-e-policiais-entram-em-confronto-apos-a-aprovacao-do-plano-diretor-em-florianopolis/

 

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