RJ: Ninguém ficará para trás!

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Nota de Cumplicidade:

Recebemos no nosso email esse texto sobre os ultimos acontecimientos no Rio, acontecimientos que mostram mais de que nunca a necessidade de nos organizar e criar estrategias frente à repressão. Nenhuma lei é justa,  nenhum ato de vandalismo terá comparação com a violência da vida que levamos cotidianamente neste sistema miserável. Não devemos  esperar nada da “justiça” institucionalizada,  esse sistema esta criado  para encarcerar e matar  qualquer ato de revolta, nesse sentido, é preciso nos organizar de maneira informal e buscar estratégias de lutas fora da legalidade. Pois, a justiça, a faremos com as nossas mãos, já é a hora de apontar com a nove milímetros na cara dos policiais!

Aproveitamos pra saudar a iniciativa de algunxs guerreirxs que criaram uma nova pagina de contra-informação no Rio: “é tudo nosso”: http://tudonosso.noblogs.org/post/2013/10/17/ninguem-ficara-para-tras/.

Porque sabemos que a melhor defesa é o ataque… Força para os guerreirxs em conflito nas ruas e Liberdade para xs vandalxs presxs!

 Ninguém ficará para trás!

Afirmar que vivemos uma guerra não é uma ameaça, é reconhecer o que está diante dos nossos olhos. A dominação não demonstra nenhuma intenção de ceder, assim como nós não temos nenhuma de desistir. No acirramento dessa disputa muitas quedas virão, mas é preciso ter em mente que os fracassos nunca são definitivos e que fazem parte da história das vitórias.

No dia 16 de outubro, o Rio de Janeiro viu novamente o que a repressão é capaz. As informações ainda divergem de acordo com a fonte, mas segundo o grupo de advogados “Habeas Corpus” foram 195 detidos e desses 84 estão, nesse momento, presos. As acusações variam: formação de quadrilha ou bando, roubo, incêndio, dano ao patrimônio público, lesão corporal e corrupção de menores. A nova lei de organização criminosa está sendo usada para criminalizar muitos dos que foram pegos, o que está gerando absurdos como a busca de um líder do grupo e a invenção de supostos ganhos materiais obtidos com os“vandalismo”. Durante o protesto os policiais usaram as armas de sempre: bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, balas de borracha, armas de choque e – para não restar dúvidas quanto ao não-diálogo – armas de fogo.

Esse é o resultado catastrófico que o Estado impôs a uma passeata convocada pelos professores estaduais e municipais. A greve começou no início de agosto e tem como objetivo impedir a imposição de um modelo empresarial de educação. As propostas do governo não dialogaram com nenhuma das demandas do movimento; para eles só importa o que eles querem. Essa greve, porém, não pode ser entendida isoladamente, ela faz parte de um ciclo de revoltas que explodiu na cidade e no país desde junho. Os motivos da indignação são muitos, mas está claro que a intransigência do capital será cada vez menos aceitável.

Nessa mesma semana, 17 mandatos foram expedidos contra manifestantes. Aparelhos eletrônicos foram apreendidos e,foi revelado um esquema de investigação que contava com escutas telefônicas desde julho. A partir do momento em que estar nas ruas é ser suspeito, fica claro o quão grave é a nossa situação. Não vamos pedir autorização para resistir, resistiremos. Nenhuma grade aprisionará nossa luta pela dignidade.

Agora é urgente a construção de uma rede de solidariedade aos presos. Devemos ficar atentos aos seus destinos e realizar uma campanha massiva pelas libertações. Provavelmente eles só sairão com fiança, portanto é necessário que nos organizemos para uma arrecadação massiva de fundos. No sábado (19/10) haverá uma vigília em Bangu: contamos com a presença de todos.

Ninguém ficará para trás!

 

 

 


 

 

 

 

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