[Espanha] Nem inocentes, nem culpados, somente anarquistas!

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Na madrugada de 30 de março, por ordem do Tribunal nº 6 da AudiênciaNacional de Espanha, foi realizada a Operação Piñata na qual foramregistrados 17 lugares entre os quais se encontram centros sociais em Madrie Granada, assim como domicílios em Barcelona, Madri, Palencia e Granada.39 pessoas foram detidas, 24 acusadas de resistência à autoridade eusurpação e as outras 13 acusadas de pertencer ou colaborar com os GruposAnarquistas Coordenados. A noite, 13 das pessoas detidas foram postas em liberdade com acusações deresistência e desobediência. 11 mais foram postas em liberdade comacusações de usurpação entre a segunda e a terça-feira. As 15 pessoasdetidas restantes passaram à disposição da Audiência Nacional com acusaçõesde pertencerem a “organização criminosa com fins terroristas”; depois dadeclaração, 10 delas foram postas em liberdade à espera de julgamento e 5foram enviadas a prisão preventiva sem fiança. Kike, Paul, Javier, Jorge e Javier são os nomes dos cinco companheiros quese encontram na prisão e são relacionados com “atos de coordenação epromoção de sabotagens”, danos em 114 caixas automáticos e estragos emsucursais bancárias; serão investigados também por sua suposta relação comos “artefatos” colocados na basílica do Pilar de Zaragoza e na Catedral daAlmudena de Madri. Esta operação é a continuação da Operação Pandora na qual no passado 14 dedezembro se irrompeu em 14 domicílios e centros sociais e onde se deteve a11 anarquistas em Barcelona, Sabadell, Manresa e Madri. Sete delesestiveram um mês e meio em prisão preventiva e saíram depois de pagar umafiança de 3.000 euros cada um. É necessário recordar que estes supostos atentados em Zaragoza e Madri járesultaram em 55 detenções e 30 registros em 3 operações policiais contra omovimento libertário. Na anterior Operação Pandora as acusações eram tãosurrealistas como irrisórias: posse de botijão de gás de camping em casa,ter contas do “Riseup”, atas de assembleias ou livros. Nesta ocasião umadas provas é posse de “dispositivos técnicos de aceso cifrado a WiFi parafazer anônima sua navegação na Internet”. E não podemos esquecer que, por estes mesmos fatos, Mónica e Franciscocontinuam em prisão preventiva à espera de julgamento em regime FIES-3. Os meios de comunicação se encarregam da criação de alarme social quejustifique toda a maquinaria repressiva, suas leis são as que queremcolocar-nos a mordaça da submissão e da obediência. Nós somos o inimigo acombater, mas nós…, nós não estamos dispostas a calar nem a olhar para ooutro lado, sabemos que estas operações não só pretendem sequestrar anossxs companheiros e companheiras, também estão projetadas para que comsua “onda expansiva” caiamos nas redes do medo e do silêncio que quereminocular-nos até a medula. Hoje são cinco companheirxs mais xs que nos faltam, cinco companheirxs maissequestradxs detrás dos muros. A nós cabe demostrar-lhes que não estão sós,deixar claro que sua prisão nos faz menos livres. Ante isto, nós levantamos firme a cabeça, aguçamos o olhar e estendemosnossa mão para fazer efetiva nossa maior arma: A solidariedade e oapoio-mútuo.

Se tocam a uma, nos tocam a todas!! Liberdade aos anarquistas presxs, aqui, e em qualquer outro lugar!!!! 

Aderentes à Sexta Barcelona

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