Junho: mês pela terra e contra o capital

Recebimos no email e traduzimos:

POR LA TIERRA Y CONTRA EL CAPITAL

Convoca-se a todos os coletivos e companheir@s, das distintas regiões, a se somar às atividades que se realizaram entre o 5 de junho e o 5 de julho de 2015 no marco do terceiro ano do Mês pela terra e contra o capital. Esperamos que, desde já, se vaiam somando as atividades, para poder armar a grelha dessas mesmas e manter uma boa coordenação. O mês pela terra e contra o capital é mais uma das ferramentas que nos temos dado para fazer frente a essa aluvião de projetos e mega-projetos que, nas distintas regiões, destroem a natureza, mercantilizam e esvaziam as nossas vidas e nossas costumes e enriquecem axs mesmxs de sempre: politicxs e empresarixs. Lembramos a todxs xs companheirxs que o espectro das atividades é tão amplo como a criatividade dos seus realizadores, tendo como único critério temático que as mesmas sejam em defesa da terra, da natureza ou do território em geral e que mantenham uma postura critica ao capital sob todas as suas formas.

Antes que uma nova tecnologia venha a querer nos convencer de que é possível um capitalismo verde, humano, uma gestão mais saudável da devastação e da vida controlada, decidimos intervir. Antes que nos acostumamos a tanto espetáculo, em perder até a última ilusão de um mondo onde a natureza não escape em ser mercantilizada e coisificada para o uso estatal e empresarial, decidimos atuar.  As protestas pela terra, como tudo nesse sistema, tendem a se fossilizar, tendem a se converter em parte dos mostruários do “dia de”. Ao contrario, a ação descentralizada, frontal, livre e autônoma; a ação que busca a raiz do problema e os meios concretos para dar-lhe solução, se dirige ao Capital e às relações sociais que este produz.  Antes de comprovar que já não podemos beber mais água ou ter que pagar por toda a comida às mesmas empresas que a controlam, decidimos não esperar mais, decidimos potenciar à resistência que faz um tempo, atravessa os continentes e os oceanos.  As ações de todo tipo nos unem.

Potenciamos a critica real, a que leva em si mesma a prática concreta de uma nova forma de entender a natureza e as relações com os outros e o outro.   O desenvolvimento de capital se faz através de planos, os Estados e as empresas têm suas bases no território, a devastação se concretiza nas ferramentas que se põem em uso, tiremos a resistência da abstração, o show e a desesperação ativista para convertir-la em ações que cheguem realmente a transformar a realidade. Juntemos o compromisso e a projeção de nossas lutas para gerar uma transformação real e ampla.

O mês pela terra e contra o capital busca ser uma jornada nada estável, o impulso para potenciar nossas lutas pelo território contra a devastação capitalista e as falsas receitas que tentam potenciar a dominação ou pelo menos defender uma mais pequena.  Aos especuladores de todo tipo, à redução da vida e à natureza toda em mercancia, à soberbia de quem se acredita dono do vivo, contrapomos a liberdade de todos. A terra não se vende, se defende!

Queremos ter para o 20 de maio o maior numero de propostas confirmadas para poder armar o cronograma e cartaz em comum. Lembramos que as atividades são de amplo caráter, levantando e reconhecendo a horizontalidade e a ação direta nas lutas pela terra.  Podemos nos contactar porlatierraycontraelcapital@riseup.net

Os dias 7/6 e 5/7 chamamos a dias de agitaçao e propagando nos distintos territórios.   http://porlatierraycontraelcapital.wordpress.com

 

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