[Grécia] Vídeo: Anarquistas defendem a Zona Autônoma de Exarchia da polícia

Retirado de ANA:

A polícia de choque recebeu bombas, molotovs e pedras jogadas neles quando a comunidade de Exarchia defendeu a sua Zona Autônoma em Atenas, em 29 de junho de 2017. Foi relatado que dois policiais de choque foram feridos e não houve nenhuma prisão.

No início da semana, a união policial Poasy tinha planejado entrar em Exarchia e fazer uma reunião pública na praça Exarchion para falar sobre os ataques anarquistas à polícia. Essa reunião pública sofreu chacota dos anarquistas que ameaçaram fazer uma passeata em Kolonaki, bairro de classe alta vizinho.

A consequência de uma longa semana de debate político foi a proibição de qualquer reunião em Exarchia e Kolonaki das 6 da manhã até a meia-noite de 29 de junho.

Essa proibição foi ignorada pelos anarquistas e outros antiautoritários que atacaram a polícia de choque estacionada em torno da Universidade Politécnica. A polícia lançou dezenas de bombas de gás lacrimogêneo ao longo de toda a noite, deixando quadras inteiras expostas ao gás irritante. Bombas de efeito moral e outros dispositivos de controle de multidões também foram usados pela polícia.

Vídeo: https://vimeo.com/223709770

Posted in grecia, Guerra Social | Leave a comment

[RS] Conheça seus inimigxs: Contra a Monsanto e tudo o que a faz possível

Recebido no email:

Rio Grande do Sul, 8 de Julho de 2017

O agro-negócio implica todos os processos que englobam a produção, processamento e comercialização de bens de origem agrícola e pecuário. É uma indústria que vai da produção de matéria prima até aos produtos manufacturados na gôndola do supermercado, englobando também os diferentes processos de transporte e distribuição assim como o referente ao pessoal associado à produção e às instituições públicas e privadas encarregadas de fomentar este processo.

Em nosso território (Rio Grande do Sul) é talvez o negócio mais importante e empresas como AGROESTE e AGROCERES estão na lista das principais empresas exportadoras. E neste entorno é onde capitaneiam empresas e holdings transnacionais como MONSANTO ¹, NIDERA², SYNGENTA³, CARGILL4  e  BAYER 5 . Entretanto sua presença aqui não seria possível sem o serviço de fatores locais como AGROESTE 6 , AGROCERES 7 , MONSOY 8 , DEKALB 9 ,   ROUNDUP 10  e  SEMINIS 11 entre outros que importam armazenam e distribuem seus produtos em todo o território. Empresas de maquinaria industrial como JOHN DEERE 12 , MARISPAN 13 e LS TRACTOR14também se encarregam de importar maquinaria  – pulverizadores ou fertilizadores  – fundamentais para estes processos. Estes burgueses do campo – latifundiários donos de milhares de hectares, que plantam com monocultivos contaminantes – se reúnem em instituições para defender seus interesses como a FARSUL15 e FEPAGRO 16.

Uma vez mais, toda a devastação e extração realizada não seria possível se não fosse pela já habitual cumplicidade do estado através da FRENTE PARLAMENTAR DA AGROPECUÁRIA 17 e do MINISTÉRIO do DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO 18:

1- Rua Padre Chagas, 415, sala 302,304, Porto Alegre – RS;  
2- Rua Dona Laura, 320, Rio Branco, Porto Alegre –RS; 
3- Rua Ernesto da Fontoura,1479,São Geraldo, Porto Alegre-RS;  
4- Rua dos Andradas,1121, Edifício Rua da Praia, Centro, Porto Alegre-RS; 
5- Avenida São Pedro,1605, São Geraldo, Porto Alegre-RS;  
6- Rua Jorge Malchow , 421, Piratini, Panambi-RS; 
7- Tritec (Lajeado), Rodovia BR386, km 344, 3500, Lajeado-RS;
8- Avenida das Nações Unidas, 1291, Torre Norte,  7° andar, São Paulo-SP; 
9- Rua Paulo J. Schlabitz, 130, Montanha, Lajeado-RS; 
10- Rua Marquês de Olinda, 89, Três Vendas, Pelotas-RS; 
11-  Agropiá, Rua Frederico Michaelsen, 129, Centro, Nova Petróplis-RS; 
12- Plantare, Est Mauricio Cardoso, 3425, Bairro Olaria, Montenegro-RS; 
13- Reis Tratores, Est Mauricio Cardoso, 2303, Bairro Olaria, Montenegro-RS; 
14- Rua Vereador Klaus Lennertz, 2130, Palmital, Garuva-SC; 
15- Praça Prof. Saint Pastous, 125, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS; 
16- Rua Gonçalves Dias, 570, Bairro Menino Deus, Porto Alegre-RS; 
17- SHIS QL10 Conjunto 8, Casa 6, Lago Azul, Brasilia-DF; 18- Avenida Loureiro da Silva, 515, sala 312, Centro Porto Alegre-RS;
“PRATICAR A DISSIDÊNCIA E A RAIVA ATRAVÉS DA AÇÃO DIRETA INSURRECIONAL. É FÁCIL, DIVERTIDO, PERTINENTE E NECESSÁRIO.“
Posted in Guerra Social | Leave a comment

Alemanha: Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Retirado de ContraInfo:

Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Bem-vindxs ao inferno
Resistência ao vivo – Junte-se ao bloco negro
06 de Julho * manif anticapitalista
07 de Julho * bloqueios § ação de ancoragem –
08 de Julho * manif massiva
https: // g20tohell.blackblogs.org

Manifestação anti-capitalista internacional contra a Cimeira dos G20

G20: Bem vindos ao inferno

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, às 16:00,
Mercado do Peixe do bairro St. Pauli, Hamburgo

Quando os chefes de governo dos 20 países mais poderosos do mundo chegarem no dia 6 de Julho – com os meios de comunicação mundiais reunidos à espera de notícias da zona de crise, à volta dos salões de exposições de Hamburgo – já estaremos nas ruas.

Estamos a mobilizar-nos internacionalmente para que se transforme Hamburgo num local e ponto de exclamação da resistência contra as antigas e novas autoridades do capitalismo.

Uma manifestação na véspera da Cimeira do G20 expressará protesto e resistência, crítica radical e prática contra o patriarcal e capitalista estado das coisas. Estamos a resistir à prioridade discursiva das recepções e das conversas informais durante os dias a seguir.

O G20 está a criar um estado de emergência temporário e reverso político disso apoia cada uma das coisas contra as quais estamos a lutar. A polícia e os militares estão presentes nos telhados de Hamburgo durante a Cimeira e encontram-se a perpetuar regimes capitalistas, em todo o mundo. Tanto os modelos capitalistas neoliberais como os ditos proteccionistas fazem parte, similarmente, da exploração global, da compartimentação e empobrecimento.

Se essa violência cínica vai ser óbvia ou, pelo contrário, superada por grandes recepções e belas fotos também isso estará em jogo durante os dias quentes de Hamburgo.

Estamos a opor-nos à Cimeira, bem como a qualquer esforço para incluir a crítica política e resistência como uma parte da instrumentalização da Cimeira enquanto instituição democrática. Cimeiras como o G20 e instituições como o FMI, a OMC ou o Banco Mundial serem instrumentos de paz, direitos humanos ou de políticas climáticas é uma das grandes mentiras e ilusões dos poderes, sejam quais forem.

Quando as peças da política global estiverem selecionadas, após a Cimeira de 9 de Julho, o capitalismo e a exploração ainda existirão. No fim do dia serão as declarações finais e resumos voltados para o sucesso dos corpos políticos reunidos e público. Crises e guerras fazem parte do sistema capitalista, da mesma forma o protesto e escândalos são parte da orquestração da Cimeira. Cabe-nos abrir uma nova página e novas perspectivas de resistência.

O triunfo aparentemente incontestável do capitalismo deixou um rastro de devastação. A guerra é predominante não só como conflito militar mas também nas mentes de mais e mais pessoas. Uma multidão racista está a se mobilizar na Alemanha, em toda a Europa e em todo o mundo. Ideias raciais e nacionalistas estão a ser aceitáveis novamente. Entre outros, populistas de direita e os fascistas conseguiram uma viragem do discurso da sociedade para a direita.

Estão a ser feitos apelos a Estados fortes e fronteiras fechadas, com mais e mais força. Guerras por procuração para esferas de interesses – instrumentos de ordem mundial criados no século anterior e naquele antes disso – aparecem mais do que nunca com vista a serem meios legítimos para atingir fins políticos. Estamos num momento de crescente nacionalismo e ódio voltado para as minorias. Pogroms contra refugiados e outros grupos populacionais além da maioria. Ataques contra homossexuais e pessoas trans * ou inter * assim como a significância do fanatismo, tal como a da persuasão, estão a aumentar dramaticamente.

Migração e deslocações serão pontos focais da Cimeira e dos protestos também. Não se trata da liberdade de movimento para todos, nem mesmo corredores de deslocações seguros para evitar a morte em massa no Mediterrâneo a serem estabelecidos. Em vez disso, são as fronteiras e o fluxo de bens que estão a ser salvaguardados. Cinismo e promoções duvidosas prevalecem, enquanto a Cimeira está a tomar o seu curso.

A lógica do valor capitalista deverá expandir-se para os últimos recursos nas metrópoles, bem como na periferia das regiões rurais. No entanto, a penetração capitalista mundial também está a conectar o terreno da resistência. Por exemplo, a resistência contra projetos de mineração na Columbia está ligada a lutas político-urbanas contra a estação de moagem de carvão Moorburg, no porto de Hamburgo, que utiliza o carvão columbiano como recurso.

A devastação e a migração devido ao aquecimento global estão diretamente relacionadas à luta pelo direito de permanecer. As conexões de interesses de exploração capitalistas podem ser demonstradas, criticadas e confrontadas politicamente. A resistência ao G20 deve focar-se nessas interdependências à escala local e global e desenvolver relações mútuas e práticas de resistência.

Resistência em massa variável e imprevisível vai interromper os procedimentos tranquilos do desenrolar da Cimeira. Muitas pessoas vão se levantar contra esta encenação do poder – politicamente e na prática. Ao contrário da oposição civil, não vamos sugerir alternativas para manter o sistema capitalista vivo. Opor-nos-emos à opressão, exploração e exclusão de forma coletiva e com solidariedade.

Auto-organize-se, seja criativo e contribua vociferantemente, com raiva e poderosamente para a manifestação internacional anti-capitalista de 6 de Julho. Deixe essa manifestação ser uma primeira expressão de nossa resistência e do nosso antagonismo inconciliável às condições prevalecentes e ao espetáculo da Cimeira.

Em frente com a revolução social!

Começaremos no dia 6 de Julho, às 16:00, com uma ótima reunião de abertura. Contribuições culturais, musicais e políticas serão realizadas. A partir das 19:00 a manifestação aproximar-se-á da zona vermelha e a concentração final será levada a um lançamento de pedras da localização da Cimeira, nas salas de exposições.

Não deixe o capitalismo deitá-lo abaixo – Resistência ao vivo!

Aliança autónoma e anticapitalista “G20 – bem vindo ao inferno!”

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, 16:00,  Mercado do peixe do bairro de St. Pauli, Hamburgo

Posted in Alemanha, Guerra Social | Leave a comment

[POA] Sede estadual do Partido Progressista (PP) foi queimada

Na madrugada da sexta feira 30/06 a sede do PP foi alvo de um ataque incendiario. As chamas consumiram boa parte de porta de entrada da sede do partido.

Salve!

Encontramos esta Noticia em Sul 21, podem consultar aqui

 

 

 

 

 

Posted in Guerra Social, Porto Alegre | Leave a comment

[Porto Alegre-RS] A Feira Anarquista agora é todo mês!

Retirado de ANA:

Dia 03 de junho aconteceu em Porto Alegre a primeira Feira Anarquista. Um espaço de encontro, de troca, de construção que reuniu dezenas de pessoas ao longo do dia.

As pessoas que participaram nesse dia decidiram fazer da Feira Anarquista um evento espontâneo mensal, marcado para acontecer todo primeiro sábado de cada mês, das 14h às 20h na Praça do Tambor (ao lado do Museu do Trabalho), onde cada pessoa e coletivos são convidados a construir junto, seja levando comida ou bebida para um piquenique coletivo ou levando sua banca, propondo um bate-papo ou outro tipo de atividade.

A próxima edição da Feira Anarquista será portanto no próximo sábado, dia 1º de julho. Apareça!

coisapreta.noblogs.org

Posted in Eventos, Guerra Social, Porto Alegre | Leave a comment

[POA] Sobre o Desalojo da ocupação Lanceiros Negros

As informações dessa nota foram feita graças a relatos da imprensa.

Após a decisão da juíza Aline Santos Guaranha, da 7a. Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, quem proferiu o despejo da ocupação Lanceiros Negros em “caráter de urgência”, recomendando “o cumprimento da ordem aos feriados e finais de semana e fora do horário de expediente, se necessário, evitando o máximo possível o transtorno ao trânsito de veículos e funcionamento habitual da cidade”, a BM de Porto Alegre decidiu realizar a reintegração de posse na noite do dia 14 de junho.

Uma audiência pública da comissão de cidadania e direitos da casa estava acontecendo na assembleia legislativa para tentar reverter a decisão de reintegração de posse iminente. Uns moradores presentes na audiência relataram a imprensa (Sul 21) que sentindo uma situação de tensão e angustia, pediram para o deputado, presidente da comissão de direitos humanos (Jeferson Fernandes que logo também acabou sendo preso pela BM), transferir a audiência para a frente da ocupação. Chegando na frente da ocupação, a comissão se deparou com o efetivo das “forças da ordem”, (tropa de choque, BM, POE) prontos para atuar “em nome da lei”.

Vendo a movimentação, a BM já começou a despregar sua ofensiva, jogando bombas de gaz contra os moradores e xs solidárixs que estavam frente à ocupação. As tentativas de negociação da comissão de direitos humanos com os oficiais de justiça “mensageiros da lei” protegidos por suas tropas de mercenários, não deram nenhum resultado positivo e a frente da ocupação se transformou rapidamente em um cenário de guerra, o lugar tendo a presença até de um helicóptero para assegurar que o despejo fosse feito. Spray de pimenta e porrada foram a resposta às negociações exigidas pela comissão de direitos humanos cujos integrantes acabaram sendo detidxs pela BM. Em total 8 pessoas foram detidas. Rompendo o cordão que protegia a entrada da casa, a BM destruiu a porta, amarrando um cabo a uma viatura da BM. Xs moradores que seguiam dignamente dentro do prédio foram atingindxs pelos spray de pimenta e desde abaixo ouvia-se gritos de resistência: “Não adianta, vamos seguir ocupando!”.

As tropas de choque cercaram as ruas abrangentes à ocupação, um pelotão foi instalado na esquina da Riachuelo com a General Câmara e outra na esquina da Ladeira com a Andrade Neves, onde estava concentrando-se o apoio moral e solidário axs ocupantes da Lanceiros Negros. Caminhões da Emater (empresa de assistência técnica e extensão rural) chegaram para levar as pertenças das famílias, que iam levar o pessoal para o Vida Centro Humanístico, uma espécie de centro de assistência social meio abandonado que pertence ao Estado e que fica no bairro Sarandi. Todas as famílias abandonaram o lugar nos dias que seguiram o desalojo.

O pessoal que apoiava a ocupação ficou nas ruas protestando contra a ação policial e contra o desalojo, juntaram-se várias tendências políticas e movimentos no lugar. Por volta de meia-noite, após a negação de uma liminar que poderia ter revertido a ação do despejo iminente, os porcos voltaram a jogar bombas de gás e bombas de ruído contra xs poucxs que ainda seguiam nas ruas. Alguns responderam com pedras e foram reprimidos fortemente. Alguns integrantes da ocupação saíram e conversaram com xs que estavam do lado de fora, os caminhões levaram as famílias até o bairro Sarandi e gritos de indignação e resistência ecoavam ainda, nas ruas de Porto Alegre.

A casa dos Lanceiros Negros foi ocupada há quase dois anos e abrigava ao redor de 70 famílias que se organizando de maneira autônoma tinham criado um espaço que pregava o apoio mutuo, a auto-organização, a autonomia e a resistência. Já tinha passado por uma tentativa de desalojo no ano passado que tinha sido derrubada pela resistência dos moradores e o apoio de pessoas solidarias que foram junto com eles a marchar nas ruas e resistir as forças policiais.

Outras ocupações na cidade já foram alvo dessa nova figura jurídica que permite a reintegração de posse iminente e basicamente a qualquer hora do dia e da noite, como a biblioteca Kaos e agora a ocupação Mirabal está sujeita à mesma situação. Mais do que uma nova figura jurídica, parece ser o panorama “nacional” que está tomando um rumo repressivo mais descarado, onde as intenções dos governos já se tornaram muito claras: limpeza social e criminalização da pobreza. Moradores de ruas em Porto Alegre são assassinados pelas forças policiais como foi o caso de Paulo Camargo de Oliveira de 36 anos que foi atingindo por um tiro no peito na praça matriz em 20 de março desse ano. Podemos lembrar também da chacina efetuada pela polícia, sob uma ordem mandada pelo governo de São Paulo em 21 de maio na cracolandia.

Esse panorama não deve nos surpreender nem nos apavorar, infelizmente, os anos de “esquerda” no poder e de “estado de bem-estar” podem ter (mal)acostumado alguns de nós ao pacifismo. Pois, se algo caracteriza os estados de bem estar de esquerda é sua capacidade em expropriar e apropriar-se dos movimentos sociais e da sua potencial, violência “revolucionaria”. Assim, encontramo-nos frente a um panorama de uma repressão exacerbada da qual temos que aprender a nos defender e sobretudo atacar. Mais uma vez, temos que nos empenhar em buscar de volta o que nos foi roubado. Para isso, só podemos contar com nós mesmo, nenhum governo pode fazer por nós o que é de nossos interesses, porque os interesses dos governos, de todos os governos, caminham junto aos interesses do capitalismo, seja local, regional ou mundial. Da mesma maneira, não existe uma possível polícia de “nosso lado”, pois quem veste a farda deixa de lado sua subjetividade para adotar a do estado, do governo, de quem o manda. Deixa de ser pessoa para se tornar uma ferramenta do poder.

Diante desses panoramas, só fica a ação, para nos preparar, para atacar…

Resistência, Solidariedade e Ação!

Força aos Lanceiros Negros, Força à Ocupação Mirabal e a todxs xs que lutam contra o sistema!

Pela Anarquia!

Alguns videos do desalojo:

Posted in DESALOJO, Guerra Social, Porto Alegre, Solidariedade | Leave a comment

[POA] Bombas de tinta no Tribunal de Justiça pela sentença a 11 anos de prisão do Rafael Braga, único preso pelos protestos de 2013. + Conta bancaria para solidarizar com ele.+ endereço do sequestrador. Pela expansão do conflito e a revolta.

Recebido no email:

        Expandir o conflito é desbordar qualquer margem que  ameace nos conter.
Espalhar o conflito é enxergar o instinto
anárquico de indocilidade,
e poder agir com
ele, solidarizar por ele.

O Sábado 6 de maio, poucos dias depois de que ficamos sabendo da absurda sentença, quando a noite caia, caminhamos em direção do Tribunal de Justiça de Porto Alegre e atiramos contra ele bombas de tinta.
O domingo pela manhã já tinham contratado alguém para fazer a faxina do lugar deixando ainda rastros do fato.

Uma semana depois, o sábado 13 de maio, fomos ate lá com a mesma vontade e decoramos a fachada de novo.  Pouco importa se é simbólico, se só uns quantos estavam trabalhado (de
luzes ligadas) aquelas noites e tomaram um susto ao ouvir vidros se quebrando na porta. O que importa é que sua normalidade seja quebrada, que seus dias e suas noites não sejam calmas… que suas sentenças e trabalhos que roubam a vida do Rafael e outros como ele, não fiquem como a ordem normal da sociedade que faz séculos domina uns pelo progresso de outros poucos. Que a normalidade de uma sociedade baseada na opressão, racismo e o encerro seja quebrada. O que importa é que não se perda a
decisão em ação de revidar e atacar o que nos ataca.

Porque o Rafael?

Rafael Braga Vieira, catador de lixo e morador de rua, foi detido em 21 de junho de 2013 no contexto dos protestos históricos contra o aumento da passagem no Brasil. Acusação: porte de artefato incendiário ou explosivo. O que ele tinha nas mãos eram duas garrafas de plástico, uma de água sanitária e uma de pinho sol.

Várias pessoas foram detidas ao longo de 2013 por ter participado nesses mesmos protestos, e foram liberadas um tempo depois, alguns com uma vergonhosa atitude delatora (esperar o que num lugar onde a delação é premiada). Mas Rafael Braga não, ele não foi liberado. Ele foi sentenciado e condenado a 5 anos de seqüestro nas gaiolas do estado/capital-civilizador. A mensagem: A favela não pode protestar. Tudo bem com estudantes, ativistas, e militantes da esquerda, e sobretudo brancos, eles podem e até vão esperar em  casa seu “devido”
processo, mas os negros, pobres e favelados atacar o sistema … não! E isso que Rafael apenas estava onde vivia, nas ruas.

Faz anos que existe uma agitação anarquica pelo Rafael. Desde reuniões, almoços, atividades, feiras, um chamado internacional pelo Rafael em novembro de 2016 e outro em junho de 2017, até ataques contra partes do sistema carcerário: Queimaram caixas eletrônicos do Banco Santander em dezembro de 2013 sinalizando a solidariedade com Rafael Braga, em maio
de 2014, os vândalos selvagens antiautoritários solidarizam também  com ele, queimando o tribunal militar da união e viaturas da PM, e em setembro do 2016 alguns amigxs da revolta deixaram um artefato incendiário embaixo de uma viatura mandando um abraço ao Rafael.

Esta agitação mostra que para alem das “ideologias”, uma pessoa que cai nas gaiolas do inimigo e se mantém digna, não será esquecida, não ficará só, porque os laços construídos na luta, são firmes ainda quando trata-se de alguém que recebe os castigos como efeito colateral de nossas ações por ser parte dos reprimidos de sempre: negros pobres e favelados. daqueles que não tem cidadania nem direitos.

Pequena alegria sentimos ao saber de sua liberdade vigiada em 2015, mas, pouco duraria. Em janeiro de 2016 ele foi detido novamente, esta vez por trafico de entorpecentes, unicamente com inimigos como testemunhas: “Neste sentido são valiosas as declarações prestadas pelos policiais militares Pablo Vinicius Cabral e Victor Hugo Lago, em seus respectivos  depoimentos às fls. 195 e 220, que diligenciaram a prisão do réu RAFAEL BRAGA, declarações estas que foram corroboradas pelos testemunhos de seus colegas de farda Farley Alves de Figueiredo (fl. 247) e Fernando de Souza Pimentel (fl. 248).” Estrato da sentença contra Rafael Braga.

A mensagem de novo foi clara: ‘quanto mais vocês se mobilizarem para defender essas pessoas, mais dura será a nossa resposta’.

Com uma mão terna e a outra armada

Com uma mão terna, a solidariedade é um torrente de ações que procuram fazer a vida do seqüestrado menos dura na cadeia, são atos certeiros que quebram o isolamento mandando cartas, livros, comida, apoiando economicamente a ele e a sua família que se vê obrigada a ter que lidar com advogados, processos, as vezes até viagens para visitar alguém.

Mas, fazer menos pesada a cárcere não resolve nem questiona esta sociedade carcerária. Aqui não existe um só juiz, advogado ou agente penitenciário que não tenha sido parte do seqüestro de algum pobre, negro, favelado.  Não existe um só jornal que não nos ensine que isto é “normal” em todos eles a negritude e a pobreza são transmitidas como criminais. Então, aqui não existe negociação possível. Declaram-nos a guerra.  Policiais, leis e cárceres são parte da engrenagem da dominação. Desde o capitão do mato até o sistema judicial a opressão só tem mudado de nomes. A civilização dominadora, berço do estado, o capitalismo e a moral dos que governam, chama a gritos um ataque, provoca, cuspe no rosto e esmaga no chão se caírmos, nos demandando
reagir.

Por isso a nossa mão armada, a do confronto, do agito, do revide. Porque cada ataque contra eles está justificado por séculos de dominação, exploração e extermínio. Porque cada ato vandálico está justificado pela ostentação da mercadoria e da cultura dominante, aquela velha civilizada, bem penteada, ultra legalizada e moralista cultura do domínio que marginaliza a quem não é serviçal, que mata ou seqüestra a aqueles que não lambem a mão do patrão.

Porque a solidariedade é uma arma de combate que não só ajuda ao companheiro, mas responde a quem nele bate.

Para mandar a merda ao juiz seqüestrador: Ricardo Coronha Pinheiro

mandando algo:

Ricardo Coronha Pinheiro
Tribunal de Justiça- Comarca da Capital
Cartório da 39ª Vara Criminal
Av. Erasmo Braga, 115 L II sala 812CEP: 20020- 903
Centro – Rio de Janeiro – RJ

mandando um email:

cap39vcri@tjrj.jus.br
assessoriadeimprensa@tjrj.jus.br

fazendo ligação ou mandando fax:
(0xx21) 3133-2000

Para doar qualquer valor à Família de Rafael Braga
-banco Caixa Econômica Federal
Agencia 4064
Conta Poupança 21304-9
Operação 013
Nome: Adiara de Oliveira Braga (mãe do Rafael)
CPF:  148 955  027  59

Pela Solidariedade combativa
Pelo Rafael
A cada ataque um contra-ataque!

Posted in Guerra Social, Porto Alegre, presxs, Protestos, Solidariedade | Leave a comment

[São Paulo-SP] Debate público: Greve Geral de 1917, 100 anos

Recibido no email:

Em julho de 1917, um movimento grevista que teve início no levante de 400 operárias do Cotonifício Crespi, na Mooca, começava a tornar contornos maiores. Durante todo o mês, dezenas de agitações e paralisações configuraram o que viria a ser a primeira greve geral da história do país, com a classe trabalhadora exigindo do patronato um mínimo de direitos e de dignidade.

Cem anos depois, enfrentamos processos na luta de classes que ameaçam conferir à classe trabalhadora uma regressão em grande parte desses direitos, e outras greves gerais são convocadas pelo país. Mas quais as heranças de 1917? E as semelhanças e diferenças entre 1917 e 2017? Quem eram os atores ontem e quem são eles hoje?

Como parte das atividades do #julhocentenário, organizaremos no dia 1º de julho, no Largo do Paissandu, um debate público sobre a greve geral de 1917 e a situação da luta de classes nos dias atuais.

Convidamos para o debate o pesquisador e educador Rodrigo Rosa, da Biblioteca Terra Livre, que abordará a história e a atualidade da greve geral de 1917; a historiadora Caróu Oliveira Diquinson, membra da História da Disputa: Disputa da História, que falará sobre o trabalho negro em São Paulo; e a socióloga e pesquisadora da saúde Luci Praun, que discutirá as relações e a degradação do trabalho nos dias atuais.

A atividade terá inicio às 15h, com panfletagem e ensaio aberto da Fanfarra Clandestina em conjunto com o Bloco Fluvial do Peixe Seco, em preparação para o Cortejo de 100 anos da Greve Geral de 1917 – #julhocentenário, que será realizado dia 15/07.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

Posted in Eventos, Guerra Social, São Paulo | Leave a comment