{"id":924,"date":"2014-01-27T20:13:52","date_gmt":"2014-01-27T19:13:52","guid":{"rendered":"http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=924"},"modified":"2014-01-27T20:13:52","modified_gmt":"2014-01-27T19:13:52","slug":"breve-entrevista-de-contra-info-a-claudio-lavazza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=924","title":{"rendered":"Breve entrevista de Contra Info a Claudio Lavazza"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-925\" alt=\"cllavassa\" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2014\/01\/cllavassa.jpg\" width=\"374\" height=\"447\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/es.contrainfo.espiv.net\/2014\/01\/21\/prisiones-espanolas-breve-entrevista-de-contra-info-al-anarquista-preso-claudio-lavazza\/\" target=\"_blank\">Entrevista de Contra Info<\/a> ao compa Claudio Lavazza que, desde 1996, se encontra encerrado nas cadeias da democracia espanhola. A entrevista foi apresentada no evento em solidariedade com anarquistas presxs de longa pena, realizado a 11 de Janeiro de 2014 no CSO La Gatonera, Madrid.<\/p>\n<p><i>Na busca da liberdade plena, optaste por atacar o mundo do poder, com todos os meios poss\u00edveis. Quais foram os principais motivos que te impulsionaram a seguir este caminho de rebeldia armada?<\/i><\/p>\n<p>Os motivos pelos quais empreendi o caminho da rebeldia foram um conjunto de circunst\u00e2ncias que v\u00e3o desde a tentativa de golpe de estado em It\u00e1lia \u2013 utilizando a estrat\u00e9gia da tens\u00e3o (ataques terroristas com explosivos em lugares p\u00fablicos) por parte da extrema direita e com a ajuda dos servi\u00e7os secretos \u2013 aos ataques dos partidos pol\u00edticos do arco constitucional como a Democracia Crist\u00e3, particularmente ativa em apontar a esquerda revolucion\u00e1ria e os anarquistas como respons\u00e1veis dos graves atentados ocorridos, para al\u00e9m da injusti\u00e7a e dos abusos perpetuados \u00e0 classe trabalhadora pelas autoridades;<br \/>\nessas mesmas que aplaudiram o governo fascista de Benito Mussolini e a entrada da It\u00e1lia, ao lado dos nazis alem\u00e3es, na segunda guerra mundial.<\/p>\n<p><i>No teu livro \u201c<\/i><i><a href=\"http:\/\/www.libreriaelinsurgente.net\/?3,autobiografia-de-un-irreductible\" target=\"_blank\">Autobiografia de um irredut\u00edvel<\/a><\/i><i>\u201d contas como, em 1981, participaste no assalto \u00e0 pris\u00e3o de Frosinone (na regi\u00e3o de Lazio, It\u00e1lia), a fim de libertar um compa que se encontrava preso nessa cadeia. Hoje, mais de 30 anos depois, contam-se pelos dedos as ocasi\u00f5es em que a solidariedade de facto com xs presxs da guerra social chega a este ponto. Como se pode entabular de novo a perspetiva da liberta\u00e7\u00e3o imediata dxs nossxs irm\u00e3os?<\/i><\/p>\n<p>Voltar hoje a agregar-se a perspetiva da liberta\u00e7\u00e3o imediata dxs nossxs irm\u00e3xs prisioneirxs, tal como no passado, \u00e9 um objectivo fundamental nesta guerra social\u2026mas aqui, enquanto o sistema tem progredido em infraestruturas e meios de repress\u00e3o, fic\u00e1mos parados na pr\u00e9-hist\u00f3ria, sem avan\u00e7ar na prepara\u00e7\u00e3o militar e tecnol\u00f3gica para fazer frente \u00e0s imponentes macropris\u00f5es. Estas constru\u00e7\u00f5es, isoladas das povoa\u00e7\u00f5es e cidades, s\u00e3o quase imposs\u00edveis de atacar como o fizemos em 1981, em It\u00e1lia, libertando dois prisioneiros. \u00c9 verdade que os tempos mudaram. Quando se fala de ataques contra o sistema, ainda que n\u00e3o goste de utilizar palavras como prepara\u00e7\u00e3o militar e tecnol\u00f3gica, \u00e9 evidente que se trata aqui de guerra e de confronto e para ter sucesso \u00e9 necess\u00e1rio estar \u00e0 altura dos tempos, pois o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico do sistema repressivo assim o imp\u00f5e. N\u00e3o estou a dizer que \u00e9 imposs\u00edvel atacar estruturas como as macropris\u00f5es, mas na situa\u00e7\u00e3o atual esse \u00e9 um sonho irrealiz\u00e1vel, o de libertar prisioneirxs presxs a\u00ed.<\/p>\n<p><i>\u00a0da luta polimorfa, supomos que te tenhas envolvido em diversos tipos de organiza\u00e7\u00e3o de contra-ataque ao estabelecido. \u00a0Quais foram as experi\u00eancias que colheste, relacionadas com o tema da verdadeira auto-organiza\u00e7\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p>As minhas experi\u00eancias, na auto-organiza\u00e7\u00e3o do combate, sem dirigentes nem dirigidxs amadureceram, pouco a pouco, ao longo de 16 anos de clandestinidade. Ningu\u00e9m nasce ensinado e todxs temos de aprender com xs outrxs, com os que tenham mais prepara\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia; entre anarquistas, temos uns princ\u00edpios simples, que nos permite avan\u00e7ar r\u00e1pidamente na auto-organiza\u00e7\u00e3o do combate: uma vez formado o grupo, existem tarefas que cada qual tem de respeitar\u2026por exemplo, se sou um perito em t\u00e1ticas de ataques, os outrxs ser\u00e3o levadxs a escutar-me, sem que vejam em mim um dirigente e sem que se sintam dirigidxs; evidentemente todxs t\u00eam opini\u00f5es no assunto, mas se essas palavras forem o fruto da incapacidade e da falta de experi\u00eancia tender\u00e3o a escutar-me, para o bom \u00eaxito da opera\u00e7\u00e3o. Da mesma forma serei levado a escutar o perito em qualquer outra tarefa, se demonstrar mais capacidade que eu. Ou seja, sou professor, segundo as circunst\u00e2ncias de um dado momento, e sou aluno quando algu\u00e9m mais preparado que eu toma a responsabilidade do grupo. \u00c9 assim que se cria a auto-organiza\u00e7\u00e3o, segundo as minhas experi\u00eancias.<\/p>\n<p><i>A anarquia constitue uma via ilegalista por si s\u00f3? E, se assim \u00e9, como poder\u00e3o as individualidades insurretas confluir em rios que afoguem as leis e normas que nos atam \u00e0 mis\u00e9ria?<\/i><\/p>\n<p>A anarquia \u00e9, pela sua natureza, ilegalista porque procura existir independentemente da legalidade imposta pelo sistema. N\u00f3s, anarquistas, temos as nossas leis e modos de ser, sempre condenados pelas leis e modos de ser dos Estados. Esse simples fato, de n\u00e3o aceitar as regras impostas pelo trabalho assalariado procurando roubar o dinheiro dos ricos, \u00e9 considerado ilegal pelo sistema, mas para n\u00f3s, como \u00e9 justo e vinculativo, \u00e9, portanto, legal. Da mesma forma, qualquer atitude que n\u00e3o esteja envolvida na manuten\u00e7\u00e3o do poder capitalista, pode ser considerada como o rio da rebeldia que faz afogar as leis e regulamentos que nos ligam \u00e0 mis\u00e9ria.<\/p>\n<p><i>\u00a0revolucion\u00e1rio \u00e9 permanente, surge a necessidade da a\u00e7\u00e3o direta, tanto pela destrui\u00e7\u00e3o de tudo o que nos oprime, como pela cria\u00e7\u00e3o de um novo mundo. Como unir essas duas tarefas subversivas, sem cair numa milit\u00e2ncia seca e alienante nem num reformismo derrotista?<\/i><\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um mundo novo e a necessidade do trabalho revolucion\u00e1rio no dia a dia, cumprindo com as tarefas subversivas, n\u00e3o pode cair nem na militariza\u00e7\u00e3o seca e alienante nem no reformismo derrotista. H\u00e1 que ter cuidado com este assunto para n\u00e3o se correr o risco de cair no cansa\u00e7o e que este propicie o abandono dos companheirxs.. \u00c9 aqui que a nossa criatividade se manifesta, com a contribui\u00e7\u00e3o de novos est\u00edmulos e ideias, a revolu\u00e7\u00e3o e o caminho n\u00e3o podem cair em aliena\u00e7\u00f5es\u2026 h\u00e1 que fazer uma pausa de vez em quando, se n\u00e3o ca\u00edmos na rotina. Os hor\u00e1rios e os padr\u00f5es de nossas a\u00e7\u00f5es pertencem-nos, nem o poder nem a tristeza social est\u00e3o acima das nossas necessidades como pessoas livres.<\/p>\n<p><i>Em 1996, \u00e9s detido na aldeia de Sete Portas, ap\u00f3s uma fuga falhada, na sequ\u00eancia da expropria\u00e7\u00e3o da sede do Banco Santander, de C\u00f3rdoba. Quais foram as rea\u00e7\u00f5es dos c\u00edrculos anarquistas (entre e sem aspas) na altura, tanto no estado espanhol como fora dele?<\/i><\/p>\n<p>A aldeia onde ca\u00ed prisioneiro chama-se Bujalance, Sietepuertas \u00e9 o nome da cafetaria onde me apanharam os guardas civis; hoje j\u00e1 n\u00e3o existe, uma entidade banc\u00e1ria tomou o seu lugar. As rea\u00e7\u00f5es dos c\u00edrculos anarquistas do estado espanhol foram cr\u00edticas duras, de alguns, e de aceita\u00e7\u00e3o de outros, a favor da expropria\u00e7\u00e3o do banco Santander em C\u00f3rdoba (um dos mais ricos da cidade). Fora do Estado espanhol, recebemos um apoio comovedor de It\u00e1lia. Lembro-me que quando estava em isolamento, na pris\u00e3o de C\u00f3rdoba, ferido e espancado, recebi um telegrama do meu pa\u00eds que me fez chorar, pelo calor e companheirismo que desprendia. Depois, ao longo do tempo, tamb\u00e9m chegaram cartas e cart\u00f5es postais de Espanha e de outros pa\u00edses da comunidade europeia e internacional, muitas mensagens com a mesma intensidade e carinho.<\/p>\n<p><i>Levaste \u00e0 pr\u00e1tica a ofensiva, para al\u00e9m das fronteiras dos estados, burlando durante anos as autoridades de v\u00e1rios pa\u00edses. Como v\u00eas a luta antipatri\u00f3tica e internacionalista dxs anarquistas, em todo o mundo, no momento atual?<\/i><\/p>\n<p>As lutas antipatri\u00f3ticas e internacionalistas dos anarquistas, de todo o mundo, vejo-as presentes e constantes, recebendo de volta dur\u00edssimas rea\u00e7\u00f5es policiais e dos tribunais, os quais t\u00eam um medo atroz dessas lutas. Voc\u00eas, que est\u00e3o l\u00e1 fora, possuem mais dados, atestando a intensidade \u00a0dessas lutas. O que \u00a0gostaria de ver, antes de desaparecer, \u00e9 algum desse triunfo. Isso seria para mim e para todxs voc\u00eas o presente mais bonito que se possa vir a ter\u2026 Espero que em breve.<\/p>\n<p><i>Quando te encontravas nas masmorras da democracia espanhola, levaste a cabo duras lutas para quebrar o isolamento e pela aboli\u00e7\u00e3o do regime especial FIES. Como avalias esses momentos, hoje em dia?<\/i><\/p>\n<p>Levei a cabo duras lutas quando estava nas masmorras da democracia espanhola, contra a aboli\u00e7\u00e3o do regime FIES e contra o isolamento, a aboli\u00e7\u00e3o das penas de longa dura\u00e7\u00e3o e as penas perp\u00e9tuas encobertas. Agora estou na luta pela aboli\u00e7\u00e3o das torturas e maus tratos nas pris\u00f5es, luta essa come\u00e7ada em Outubro de 2011, com a\u00e7\u00f5es comuns realizando greves da fome simb\u00f3licas ao primeiro dia de cada m\u00eas e conseguindo assim uma rede de apoios de advogados solid\u00e1rios para assist\u00eancia jur\u00eddica aos companheiros em luta, enfrentando as repres\u00e1lias do sistema penitenci\u00e1rio. N\u00e3o avalio esses momentos de luta como um passado\u2026mas como algo presente, talvez com menos intensidade e participa\u00e7\u00e3o da comunidade de presos que antes. Estar preso significa para mim estar numa luta permanente. Estar preso significa estar em luta, a pris\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um lugar onde algu\u00e9m se possa relaxar e esquecer da realidade que o rodeia..<\/p>\n<p><i>O teu \u00e9 um dos casos de anarquistas condenadxs a penas de longa dura\u00e7\u00e3o, em todo o mundo. Passados tantos anos existem altera\u00e7\u00f5es na sociedade carcer\u00e1ria e na sua popula\u00e7\u00e3o?<\/i><\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da sociedade carcer\u00e1ria e na sua popula\u00e7\u00e3o, foram muitas desde que a\u00ed entrei, pela primeira vez, em 1980. A \u00a0popula\u00e7\u00e3o mudou com a entrada das drogas legais, fornecidas diariamente, por parte da administra\u00e7\u00e3o, caso da metadona e psicof\u00e1rmacos. Conseguiram isolar uma boa parte da popula\u00e7\u00e3o reclusa, tornando-a individualista. J\u00e1 n\u00e3o existe essa solidariedade combativa que havia antes, quando tocavam a um e se rebelavam todos. Hoje em dia, e desde h\u00e1 muitos anos j\u00e1, existe um controlo sobre os presos, n\u00e3o s\u00f3 f\u00edsico mas tamb\u00e9m mental, que lhes impede de encontrar um caminho adaptado \u00e0 sua personalidade; as drogas tomadas diariamente retiram o melhor de si, deixando somente a preocupa\u00e7\u00e3o de continuar a tom\u00e1-las\u2026 tudo o resto \u00e9 secund\u00e1rio, de menor import\u00e2ncia\u2026 esta \u00e9 a sua miser\u00e1vel luta e tentar convenc\u00ea-los do contr\u00e1rio, na maioria dos casos, \u00e9 uma perda de tempo e energias. Quem se droga a\u00ed \u00e9 escravo do sistema por duas vezes, uma por estar preso e outra por ser um adito. Por sorte, nas pris\u00f5es, existe tamb\u00e9m uma parte\u2026pequena\u2026de popula\u00e7\u00e3o reclusa que n\u00e3o entra neste colectivo e \u00e9 com ela que se pode lutar para conseguir aqui dentro mudan\u00e7as.<\/p>\n<p><i>Continuando com o tema das penas de longa dura\u00e7\u00e3o: como \u00e9 que influenciou a tua j\u00e1 longa perman\u00eancia em cativeiro, a solidariedade expressada sobre ti, mas tamb\u00e9m as tuas rela\u00e7\u00f5es de amizade e pessoais?<\/i><\/p>\n<p>A solidariedade expressa desde fora sempre foi e continua a ser um orgulho para mim, sobretudo agora que foi publicada a minha autobiografia.<\/p>\n<p><i>\u00a0Qual \u00e9 o actual andamento dos procedimentos jur\u00eddicos \u00a0contra ti e quais s\u00e3o as perspectivas para o futuro pr\u00f3ximo e o mais long\u00ednquo?<\/i><\/p>\n<p>Agora, a minha situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica continua a ser complicada, estou h\u00e1 17 anos encerrado e a minha pena em Espanha \u00e9 de 25 anos. Uma vez terminada, espera-me a pena, em It\u00e1lia, de 27 anos e 6 meses, e outra em Fran\u00e7a de 30 anos (com um julgamento ainda por realizae e que, com um pouco de sorte, pode ficar nos 15 anos). O meu objectivo \u00e9 conseguir uma fus\u00e3o das condena\u00e7\u00f5es pendentes num total de 30 anos, mas vai ser muito dif\u00edcil que algum tribunal o reconhe\u00e7a. N\u00e3o existe na atualidade nenhum artigo da legisla\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria onde se diga que, com 30 anos de pris\u00e3o interrompida, tenham de me p\u00f4r em liberdade. A luta deve continuar at\u00e9 chegar ao Tribunal de Direitos Humanos para que me reconhe\u00e7am uma limita\u00e7\u00e3o de pena, sen\u00e3o a minha vai ser uma pris\u00e3o perp\u00e9tua.<\/p>\n<p><i>Que mensagem gostarias de transmitir aos que lutam dia e noite, dentro e fora dos muros?<\/i><\/p>\n<p>Aos que lutam dia e noite, dentro e fora dos muros, transmitir-lhes-ia esta mensagem\u2026mantenham-se fortes e livres porque a melhor maneira de lutar contra o sistema e as pris\u00f5es \u00e9 n\u00e3o entrar nunca.<\/p>\n<p>Um grande abra\u00e7o para todxs.<br \/>\nClaudio<\/p>\n<p><i>Para lhe escrever<br \/>\n<\/i>Claudio Lavazza<br \/>\nC.P. Teixeiro (m\u00f3dulo 11)<br \/>\nCarretera Paradela s\/n<br \/>\n15310 Teixeiro-Curtis (A Coru\u00f1a)<br \/>\nEspa\u00f1a<\/p>\n<p>N.T:\u00a0 Claudio Lavazza (Cerro Maggiore, Mil\u00e3o) foi protagonista dos chamados \u201canos de chumbo\u201d em It\u00e1lia. Membro dos grupos Prolet\u00e1rios Armados pelo Comunismo (P.A.C.) e Comunistas Organizados pela Libera\u00e7\u00e3o Prolet\u00e1ria (C.O.L.P.), teve que se exilar em 1982 devido \u00e0 repress\u00e3o. O seu rastro se perde at\u00e9 \u00e0 sua deten\u00e7\u00e3o em C\u00f3rdoba (Espanha) em 18 de dezembro de 1996, depois do\u00a0 assalto mal-sucedido \u00e0 ag\u00eancia central do Banco Santander. Durante a persegui\u00e7\u00e3o policial morreram dois agentes da pol\u00edcia local de C\u00f3rdoba e Claudio e seus companheiros foram baleados v\u00e1rias vezes. Condenado em 1998 a 50 anos de pris\u00e3o, atualmente permanece preso, tendo passado muitos desses anos em m\u00f3dulos de isolamento FIES criados pelo PSOE (Partido Socialista Oper\u00e1rio Espanhol) em 1991,\u00a0 onde participou em numerosos protestos, sendo fortemente criminalizado por isso. Claudio tem pendente, al\u00e9m das condena\u00e7\u00f5es em Espanha pelos fatos de C\u00f3rdoba e outros assaltos pelos quais poderia estar at\u00e9 25 anos encarcerado, condena\u00e7\u00f5es pendentes em It\u00e1lia e em Fran\u00e7a. Seu relato autobiogr\u00e1fico, \u201cAutobiograf\u00eda de un irreductible\u201d, publicado em 2010, foi traduzido para o italiano. Recentemente, foi tamb\u00e9m <a href=\"http:\/\/flapoa.deriva.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/programa%C3%A7%C3%A3o-Descri%C3%A7%C3%A3o-das-atividades.pdf\" target=\"_blank\">apresentado<\/a> durante a 4\u00aa Feira Anarquista de Porto Alegre, Brasil, em Novembro de 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Entrevista de Contra Info ao compa Claudio Lavazza que, desde 1996, se encontra encerrado nas cadeias da democracia espanhola. A entrevista foi apresentada no evento em solidariedade com anarquistas presxs de longa pena, realizado a 11 de Janeiro de &hellip; <a href=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=924\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6952,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[99,1,4],"tags":[],"class_list":["post-924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-claudio-lavazza","category-guerra-social","category-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6952"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=924"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/924\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":927,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/924\/revisions\/927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}