{"id":2896,"date":"2016-11-16T14:25:43","date_gmt":"2016-11-16T13:25:43","guid":{"rendered":"http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2896"},"modified":"2016-11-16T14:25:43","modified_gmt":"2016-11-16T13:25:43","slug":"porto-alegre-portas-da-paroquia-sao-pedro-queimadas-no-bairro-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2896","title":{"rendered":"[Porto Alegre] Portas da paroquia S\u00e3o Pedro queimadas no bairro Floresta"},"content":{"rendered":"<p><em>Recebido no email:<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2897 size-full\" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/11\/IGREJA-QUEIMANDO.png\" alt=\"igreja-queimando\" width=\"232\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/11\/IGREJA-QUEIMANDO.png 232w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/11\/IGREJA-QUEIMANDO-103x150.png 103w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/11\/IGREJA-QUEIMANDO-207x300.png 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 232px) 100vw, 232px\" \/><\/p>\n<p><strong>Comunicado<\/strong><\/p>\n<p>A terra costuma, de tempos em tempos, fazer rebrotar rebeldemente aquilo que se pensava extinto.<br \/>\nS\u00e3o\u00a0brotos\u00a0de\u00a0ra\u00edzes\u00a0rebeldes\u00a0e\u00a0sementes\u00a0que\u00a0se\u00a0espalham\u00a0com\u00a0o\u00a0vento.<\/p>\n<p>Aqui, esta terra j\u00e1 cansada, conheceu o projeto da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental a poucos 500 e tantos anos e, desde ent\u00e3o as empreiteiras do dom\u00ednio tem drenado toda a vida dispon\u00edvel para executar seus desejos.<br \/>\nPara cada navio de expedi\u00e7\u00e3o e conquista, chegavam com eles os objetos de adora\u00e7\u00e3o, a m\u00edstica que, ao servi\u00e7o do poder, pretendia dominar mentes, corpos e esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Em cada novo povoado o projeto civilizat\u00f3rio tentou se impor: a igreja no centro, omnipresente, um mercado, um governo, uma cadeia\u2026 Missa, serm\u00e3o, leis e castigos. A tarefa educativa da igreja soube muito bem vigiar e punir. O espancamento em pra\u00e7a p\u00fablica e as execu\u00e7\u00f5es eram espet\u00e1culos que afirmavam a norma: \u201cfaz o que digo ou te arrebento\u201d.<\/p>\n<p>Seu\u00a0projeto\u00a0se\u00a0implantou\u00a0com\u00a0mentiras,\u00a0fogo\u00a0e\u00a0bala<br \/>\nFalar\u00a0a\u00a0l\u00edngua,\u00a0escutar\u00a0as\u00a0vozes,\u00a0se\u00a0tornou\u00a0proibido<br \/>\nE\u00a0\u00e0\u00a0aquelxs\u00a0que\u00a0se\u00a0resistiam,\u00a0arrancavam-lhes\u00a0l\u00edngua\u00a0e\u00a0orelhas<br \/>\nAcaso\u00a0queriam\u00a0que\u00a0n\u00e3o\u00a0ouv\u00edssemos\u00a0as\u00a0vozes\u00a0do\u00a0mundo\u00a0que\u00a0nos\u00a0rodeava?<br \/>\nEssas\u00a0vozes\u00a0nem\u00a0sempre\u00a0humanas\u2026<\/p>\n<p>O motor da civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a viol\u00eancia, o terror e a obriga\u00e7\u00e3o que busca o benef\u00edcio de alguns provocando o sofrimento do resto. O olho conquistador, opressor, hoje burgu\u00eas, transforma tudo o que v\u00ea em objeto de desejo, de possess\u00e3o e benef\u00edcio, assegurando para si o privilegio e a domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mundo inteiro se consome no interesse das elites. Se produz, se consome, se morre, sem ser donos das vontades e destinos.<br \/>\nO carrasco, fala em moral e bem-estar. Educa no \u201cbom viver\u201d e oferece a salva\u00e7\u00e3o. Com sua boca nojenta devora tudo o que pode, e assim devora, as vidas.<br \/>\nFala\u00a0de\u00a0paz.\u00a0Fabrica\u00a0armas.<br \/>\nFala\u00a0em\u00a0bem-estar.\u00a0Envenena\u00a0com\u00a0seus\u00a0neg\u00f3cios.<br \/>\nFala\u00a0em\u00a0liberdade\u00a0e\u00a0imp\u00f5e\u00a0a\u00a0escravid\u00e3o\u00a0da\u00a0obedi\u00eancia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m o sangue dxs guerreirxs correu em rios e c\u00f3rregos e alimentou a terra calada. E em cada pedra, cada rio, cada \u00e1rvore est\u00e1 escrito o inomin\u00e1vel\u2026<\/p>\n<p>Hoje, festejamos pelos nossxs mortxs, festejamos com nossxs antepassadxs. Suas vidas nos acompanham, seus passos s\u00e3o os nossos. Festejamos suas vidas combativas e rebeldes, as pontas de lan\u00e7as que perfuraram os olhos dos conquistadores portugueses, franceses, ingleses e espanh\u00f3is, civilizadxs. Celebramos suas rebeldias contra a inquisi\u00e7\u00e3o, as insurrei\u00e7\u00f5es contra os inmigxs civilizadorxs. Sua vingan\u00e7a \u00e9 a nossa. Festejamos sua mem\u00f3ria atrav\u00e9s das chamas que provocamos nas portas duma igreja. A mesma Igreja civilizadora de faz 500 anos, s\u00edmbolo da moral civilizat\u00f3ria e cidad\u00e3 \u2026porque sabemos que o deus que criaram \u00e9 um ditador eterno&#8230;<\/p>\n<p>Guerra\u00a0contra\u00a0a\u00a0civiliza\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0seu\u00a0Estado\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recebido no email: Comunicado A terra costuma, de tempos em tempos, fazer rebrotar rebeldemente aquilo que se pensava extinto. S\u00e3o\u00a0brotos\u00a0de\u00a0ra\u00edzes\u00a0rebeldes\u00a0e\u00a0sementes\u00a0que\u00a0se\u00a0espalham\u00a0com\u00a0o\u00a0vento. 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