{"id":2808,"date":"2016-10-09T05:41:12","date_gmt":"2016-10-09T03:41:12","guid":{"rendered":"http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2808"},"modified":"2016-10-09T05:41:12","modified_gmt":"2016-10-09T03:41:12","slug":"prisoes-mexicanas-iniciaram-uma-jornada-de-luta-anti-prisional-os-compas-luis-fernando-sotelo-fernando-barcenas-e-abraham-cortes-greve-de-fome-indefinida-e-miguel-peralta-jejuns","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2808","title":{"rendered":"Pris\u00f5es mexicanas: Iniciaram uma jornada de luta anti-prisional os compas Luis Fernando Sotelo, Fernando B\u00e1rcenas e Abraham Cort\u00e9s (greve de fome indefinida) e Miguel Peralta (jejuns)"},"content":{"rendered":"<p><em>Retirado de ContraInfo:<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2809 size-full\" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/10\/freedom-solidarity-political-prisoners-e1475568018962.jpg\" alt=\"freedom-solidarity-political-prisoners-e1475568018962\" width=\"543\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/10\/freedom-solidarity-political-prisoners-e1475568018962.jpg 543w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/10\/freedom-solidarity-political-prisoners-e1475568018962-150x92.jpg 150w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/10\/freedom-solidarity-political-prisoners-e1475568018962-300x183.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><\/p>\n<p><em>Retirado de ContraInfo:<\/em><\/p>\n<p>Comunicado enviado a <a class=\"bbc_link\" href=\"https:\/\/es-contrainfo.espiv.net\/2016\/09\/29\/mexico-jornada-de-lucha-desde-la-prision-luis-fernando-sotelo-fernando-barcenas-y-abraham-cortes-en-huelga-de-hambre-miguel-peralta-en-ayuno\/\" target=\"_blank\"><strong>9\/09\/2<\/strong><\/a><a class=\"bbc_link\" href=\"https:\/\/es-contrainfo.espiv.net\/2016\/09\/29\/mexico-jornada-de-lucha-desde-la-prision-luis-fernando-sotelo-fernando-barcenas-y-abraham-cortes-en-huelga-de-hambre-miguel-peralta-en-ayuno\/\" target=\"_blank\"><strong>016<\/strong><\/a> pela CNA M\u00e9xico:<\/p>\n<p><em>Nota pr\u00e9via: Desde hoje, 28 de Setembro de 2016, os companheiros Fernando B\u00e1rcenas e Abraham Cortes, presos no Reclus\u00f3rio Norte, Luis Fernando Sotelo, preso no Reclus\u00f3rio Sul na Cidade do M\u00e9xico\u00a0 M\u00e9xico e Miguel Peralta, preso na pris\u00e3o penal de Cuicatl\u00e1n, em Oaxaca, iniciaram uma jornada de luta anti-prisional.<\/em><\/p>\n<p>Os tr\u00eas compas presos na Cidade do M\u00e9xico declararam-se em greve de fome, enquanto que Miguel realizar\u00e1 jejuns.<\/p>\n<p><em>A seguir reproduzimos o comunicado assinado por Fernando B\u00e1rcenas e Abraham Cort\u00e9s.<\/em><\/p>\n<p>28 de Setembro<\/p>\n<p>Aos\/\u00e0s companheirxs rebeldes<br \/>\nAos povos e comunidades em p\u00e9 de guerra<br \/>\nAos\/\u00e0s escravxs emancipadxs<br \/>\nA quem se identificar com esta forma de sentir e palavras \u2026<\/p>\n<p>Pela liberta\u00e7\u00e3o total declaramos-nos hoje em greve de fome indefinida \u2013 como um ato de auto-determina\u00e7\u00e3p, de incitamento \u00e0 revolta generalizada. Porque simplesmente n\u00e3o podemos continuar a assistir dia ap\u00f3s dia ao genoc\u00eddio das nossas comunidades e povos.<\/p>\n<p>Existe uma realidade oculta nesta sociedade; a democracia \u00e9 um golpe de Estado que pelas falhas n\u00e3o introduz tanques mas sim c\u00e2maras de televis\u00e3o e microfones de jornalistas, a democracia governa com o poder da sua propaganda \u2013 por isso sustentamos que o poder usa a t\u00e9cnica e a ci\u00eancia para que aquela n\u00e3o seja entendida como opress\u00e3o \u2013 o capitalismo \u00e9 o chefe e a democracia \u00e9 o seu porta-voz de imprensa.<\/p>\n<p>E \u00e9 mesmo por essa raz\u00e3o que n\u00e3o nos dirigimos aos media nem tampouco \u00e0s classes dominantes, antes sim aos\/\u00e0s nossxs companheirxs do imenso pres\u00eddio chamado Terra que, tal como n\u00f3s, tamb\u00e9m s\u00e3o filhos da guerra por terem nascido deserdados.<\/p>\n<p>Mas aten\u00e7\u00e3o, estas palavras n\u00e3o t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de instrumentalizar as suas for\u00e7as rebeldes nem tampouco unific\u00e1-las sob uma bandeira qualquer; antes para permitir a abertura de um la\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o, um espa\u00e7o de sintonia das lutas e de tudo quanto emerge da contesta\u00e7\u00e3o e atos de auto-determina\u00e7\u00e3o por toda a parte \u2026<\/p>\n<p>Em nosso entender e segundo a nossa perspetiva, onde h\u00e1 autoridade existe a pris\u00e3o e \u00e9 por isso que a pris\u00e3o \u00e9 muito mais do que a simples estrutura f\u00edsica que se nos imp\u00f5e sob a imagem de muros e arame farpado. A pris\u00e3o, em nosso entender, \u00e9 constitu\u00edda pela sociedade inteira enquanto que as pris\u00f5es f\u00edsicas s\u00e3o somente uma express\u00e3o concreta do isolamento social que sustenta e legitima o poder.<\/p>\n<p>A urbaniza\u00e7\u00e3o (para se dar um exemplo) \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o em si do aprisionamento massivo semelhante \u00e0 fortifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano, acompanhado do exterm\u00ednio das classes populares mais marginalizadas e que se apresenta hoje em dia como parte integral da \u00faltima fase geo-hist\u00f3rica do capitalismo tecno-industrial. (\u00daltimo esfor\u00e7o de restrutura\u00e7\u00e3o nesta etapa de crise, na qual a \u00fanica maneira de sustentar o dom\u00ednio ser\u00e1 atrav\u00e9s da guerra)<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o pudemos continuar a acreditar nas suas mentiras porque de facto o seu \u201cmundo maravilhoso\u201d n\u00e3o existe \u00e0 nossa volta; chamam-nos delinquentes assim como chamaram selvagens aos antigos povoadores da Am\u00e9rica, justificando assim o seu genoc\u00eddio; o que acontece diariamente nos nossos bairros \u00e9 uma guerra colonial que procura apaziguar o fervor revolucion\u00e1rio da nossa gente, utilizando t\u00e1cticas t\u00e3o sujas como a inunda\u00e7\u00e3o de drogas e armas com o consequente resultado de levar mais tropas de ocupa\u00e7\u00e3o aos nossos bairros e comunidades. Tudo isto se conecta diretamente com o aumento da pobreza e car\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade nas comunidades e bairros mais marginalizados. Dando como resultado a subida no \u00edndice de criminalidade, o que justifica a repress\u00e3o pelo aparelho pol\u00edtico-militar do Estado; a pris\u00e3o\u00a0 converte-se ent\u00e3o num monumento da matan\u00e7a, sendo o caixote do lixo social para onde se atira o que n\u00e3o agrade\/moleste ao sistema capitalista\u2026<\/p>\n<p>Contudo, atualmente, existem 226 mil presos no pais e apesar das pris\u00f5es estarem superlotadas a taxa de criminalidade n\u00e3o baixa, muito pelo contr\u00e1rio, aumenta ou mant\u00e9m-se est\u00e1vel. Portanto, o problema n\u00e3o est\u00e1 nas 226 mil pessoas presas, antes sim na sociedade tecno-industrial que necessita justificar a matan\u00e7a.<\/p>\n<p>A pris\u00e3o \u00e9 uma empresa que legitima a guerra contra os pobres e que protege o exterm\u00ednio e a sociedade baseada na acumula\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>E qual ser\u00e1 o pretexto para fazer a interven\u00e7\u00e3o encoberta? Que os bairros se encontram assolados pelo crime, assaltos, roubos, assassinatos e dist\u00farbios, \u201cas ruas n\u00e3o s\u00e3o seguras\u201d, ent\u00e3o as prefeituras e\u00a0 concelhos municipais est\u00e3o de acordo com os residentes que pedem \u201cmais prote\u00e7\u00e3o\u201d, sem se p\u00f4r a analisar o que est\u00e1 por tr\u00e1s desta guerra suja.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que se trata de um facto, as v\u00edtimas da praga da droga s\u00e3o os respons\u00e1veis dos crimes que ocorrem nos bairros, \u00e9 algo que n\u00e3o se pode negar. Mas antes de, em desespero, saltarmos a gritar e a pedir \u201cmais prote\u00e7\u00e3o policial\u201d, seria melhor recordarmos quem imp\u00f4s a praga aos nossos bairros e comunidades. Ser\u00e1 melhor recordarem quem beneficia em \u00faltima inst\u00e2ncia com a adi\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e0s drogas, ser\u00e1 melhor recordarem que a pol\u00edcia s\u00e3o tropas de ocupa\u00e7\u00e3o enviadas \u00e0s nossas comunidades pela classe dominante, n\u00e3o para proteger a vida da gente pobre mas sim para proteger os interesses e a propriedade privada dos capitalistas.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia, os pol\u00edticos e os grandes empres\u00e1rios est\u00e3o encantados com o facto dos jovens prolet\u00e1rios estarem a ser v\u00edtimas da praga \u2013 e isto por duas ordens de raz\u00e3o: a primeira \u00e9 que o tr\u00e1fico de drogas \u00e9 uma empresa rent\u00e1vel economicamente e a segunda \u00e9 por se darem conta de que enquanto puderem manter xs nossxs jovens nas esquinas \u201cgerando\u201d para uma dose, n\u00e3o ter\u00e3o de se preocupar por nos estarmosa libertar, numa efetiva luta de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia n\u00e3o pode resolver\u00a0 o problema porque \u00e9 parte do problema, tampouco as institui\u00e7\u00f5es do sistema podem resolver os problemas sociais, econ\u00f3micos e pol\u00edticos da popula\u00e7\u00e3o, porque s\u00e3o eles que os fabricam e se nutrem deles. A \u201cguerra contra as drogas\u201d n\u00e3o \u00e9 outra coisa que uma doutrina de contra-revolu\u00e7\u00e3o, encarregada de manter e refor\u00e7ar a domina\u00e7\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o e o encarceramento das classes mais oprimidas do proletariado.<\/p>\n<p>Somos os \u00fanicos capazes de erradicar a praga das nossas comunidades e por isso, em vez de colaborar com esta sociedade enferma e decadente, decidimos viver \u00e0 margem dela \u2013 para construir um mundo com as nossas pr\u00f3prias m\u00e3os e isto passa, necessariamente,\u00a0 pela organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do povo.<\/p>\n<p>Liberta um espa\u00e7o, okupa, arma-te e cuida dos teus\/tuas.<\/p>\n<p>Quantos mais destes actos se manifestarem, decompostos e desordenados, sem nenhum centro, fazendo sim refer\u00eancia a milhares de centros, cada um deles auto-determinado, mais ser\u00e3o os irredut\u00edveis a uma formaliza\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o para o sistema tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Vivemos numa era tecnol\u00f3gica, na qual o capitalismo se reestrutura \u2013 mediante aplica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas ao sistema de controlo social \u2013 e tudo isto modificou o mundo de maneira substancial.<\/p>\n<p>A realidade virtual das necessidades fict\u00edcias j\u00e1 se imp\u00f4s e os interesses do proletariado foram rasgados em milhares de peda\u00e7os, perdem-se nos meandros da realidade virtual. A democracia \u00e9 uma das realidades virtuais, tal como todas as outras.<\/p>\n<p>Fica claro que um sistema deste tipo n\u00e3o pode ser defendido sen\u00e3o atrav\u00e9s da trans-norma\u00e7\u00e3o, em pol\u00edcias do sistema, das mesmas pessoas que vivem no territ\u00f3rio \u2013 nenhum aparelho repressivo seria capaz de garantir tal sistema.<\/p>\n<p>E \u00e9 por isso que o Estado\/capital tecnol\u00f3gico\/moderno s\u00f3 pode ser destru\u00eddo no territ\u00f3rio mediante a ascens\u00e3o generalizada da insurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A resposta, pois, n\u00e3o se baseia em teorias, mas concretamente nas exig\u00eancias e necessidades dos exclu\u00eddos pelo sistema, os insubordinados, enfim, os linchamentos sociais que s\u00e3o o fruto natural da sociedade dividida em privilegiados por um lado e subjugados por outro.<\/p>\n<p>A rebeli\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um facto natural que n\u00e3o foi descoberta nem pelxs anarquistas nem pelxs demais revolucion\u00e1rixs.<\/p>\n<p>Mas essa rebeli\u00e3o n\u00e3o \u00e9 imediatamente reconduzida aos velhos programas e manuais \u201crevolucion\u00e1rios\u201d a rebeli\u00e3o dos nossos dias \u00e9 descomposta, desordenada, um fim em si mesma.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, enquanto rebeldes sociais, a insurg\u00eancia \u00e9 uma recusa total \u00e0s ideologias, por estas serem parte fundamental do sistema que nos oprime.<\/p>\n<p>Providos deste m\u00e9todo, baseado na pr\u00e1tica da a\u00e7\u00e3o direta, na conflituosidade permanente e na auto-organiza\u00e7\u00e3o das lutas, sem a aceita\u00e7\u00e3o de moderadorxs, permanecem abertas grandes possibilidades de desemboque insurrecional.<\/p>\n<p>Desta perspectiva fica claro que o anarquismo n\u00e3o \u00e9 uma ideologia, antes uma forma concreta de se op\u00f4r ao existente pela sua definitiva e total destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Somos pois pela revolta permanente, pela insurrei\u00e7\u00e3o generalizada; \u00fanica forma que impossibilita que se manifeste o poder centralizado.<\/p>\n<p>Declaramos este grito de guerra, uma forma de defender a luta dos presos norte-americanos e da mesma forma solidarizamos-nos com os compas afro-americanos que, da mesma maneira que n\u00f3s, vivem o genoc\u00eddio da droga.<\/p>\n<p><strong>Solidariedade com os povos e comunidades rebeldes.<br \/>\nSolidariedade total com o nosso companheiro Luis Fernando Sotelo Zambrano.<br \/>\nPela liberta\u00e7\u00e3o total! Pela destrui\u00e7\u00e3o da sociedade prisional!<br \/>\nAo fim de tr\u00eas anos de encerramento de Abraham Cort\u00e9s \u00c1vila, 2 de Outubro de 2013.<\/strong><\/p>\n<p><em>Fernando B\u00e1rcenas.<br \/>\nAbraham Cort\u00e9s \u00c1vila.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retirado de ContraInfo: Retirado de ContraInfo: Comunicado enviado a 9\/09\/2016 pela CNA M\u00e9xico: Nota pr\u00e9via: Desde hoje, 28 de Setembro de 2016, os companheiros Fernando B\u00e1rcenas e Abraham Cortes, presos no Reclus\u00f3rio Norte, Luis Fernando Sotelo, preso no Reclus\u00f3rio Sul &hellip; <a href=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2808\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6952,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,59,4],"tags":[],"class_list":["post-2808","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-guerra-social","category-mexico","category-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6952"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2808"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2808\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2810,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2808\/revisions\/2810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}