{"id":2410,"date":"2016-04-25T01:46:39","date_gmt":"2016-04-24T23:46:39","guid":{"rendered":"http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2410"},"modified":"2016-04-25T01:46:39","modified_gmt":"2016-04-24T23:46:39","slug":"barcelona-segundo-comunicado-de-individualidades-pela-dispersao-do-caos-faifri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2410","title":{"rendered":"[Barcelona] Segundo comunicado de Individualidades Pela Dispers\u00e3o do Caos \u2013 FAI\/FRI"},"content":{"rendered":"<p><em>Retirado de ContraInfo:<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2411 \" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/04\/barcelona-e1460986125963.jpg\" alt=\"barcelona-e1460986125963\" width=\"454\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/04\/barcelona-e1460986125963.jpg 544w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/04\/barcelona-e1460986125963-150x81.jpg 150w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/04\/barcelona-e1460986125963-300x161.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 454px) 100vw, 454px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2412 \" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/04\/coches-aparecen-quemados-junto-parc-guell-1453829445854-e1460986199146.jpg\" alt=\"coches-aparecen-quemados-junto-parc-guell-1453829445854-e1460986199146\" width=\"456\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/04\/coches-aparecen-quemados-junto-parc-guell-1453829445854-e1460986199146.jpg 544w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/04\/coches-aparecen-quemados-junto-parc-guell-1453829445854-e1460986199146-150x84.jpg 150w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/04\/coches-aparecen-quemados-junto-parc-guell-1453829445854-e1460986199146-300x168.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 456px) 100vw, 456px\" \/><\/p>\n<p><strong>10 de Abril de 2016<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cSou amante da liberdade e s\u00f3 posso brindar o meu respeito e solidariedade aquelxs que, como eu, t\u00eam o valor e a dignidade de defender a sua pr\u00f3pria vida com unhas e dentes \u201c \u2013\u00a0<strong>Claudio Lavazza<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ao passear pelas ruas desta metr\u00f3pole morta chamada Barcelona quem esteja atentx pode fazer uma r\u00e1pida an\u00e1lise da realidade vigente nesta como em outras cidades do mundo civilizado, nas ruas comerciais do centro tais como Paseo de Gracia, Portal del Angel ou Diagonal podemos observar como as massas aborregadas atestam cada cent\u00edmetro do solo, como jovens e velhxs se idiotizam com tecnologia, como xs pobres e xs acomodadxs olham as mesmas montras, suspiram pelos mesmos objetos, usam a mesma moda e idolatram os mesmos \u00eddolos sociais. No mesmo recanto podemos ver o luxo e o consumo mais absurdo enquanto a poucos metros, nalguma porta ou esquina, alguns\/mas desgracadxs dormem entre papel\u00e3o e lixo. Tudo isso acontece sob o olhar atento de centenas de c\u00e2maras de vigil\u00e2ncia colocadas especialmente no centro e em \u00e1reas comerciais; ex\u00e9rcitos de pol\u00edcia tamb\u00e9m atestam as cidades, desde patrulhas de secretas a esquadr\u00f5es de choque de metralhadora na m\u00e3o, tudo isto para a seguran\u00e7a do cidad\u00e3o\/\u00e3 que felizmente se sente protegidx ao contemplar o estado policial.<\/p>\n<p>Na sociedade de massas que se desenvolve no capitalismo pode-se estar cercado de milh\u00f5es de pessoas e ao mesmo tempo sentires-te s\u00f3 e isoladx. Procura-se preencher o isolamento social e o vazio existencial \u2013 produzido pelo deserto da sociedade de massas \u2013 pela procura da aceita\u00e7\u00e3o, modas, perten\u00e7a a \u201calgo\u201d, trabalho, \u00f3cio alienante, drogas e consumismo. Este isolamento social \u00e9 constantemente confundido com individualismo, no entanto, que pessoa com uma consci\u00eancia individualista toleraria o ataque que em si mesma a pr\u00f3pria sociedade da obedi\u00eancia e das massas representa para x pr\u00f3prix indiv\u00edduo?<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma \u00e9poca de crise e agita\u00e7\u00e3o social \u2013 parecendo que tudo vai finalmente voltar ao normal \u2013 a vida \u00e9 menos vivida do que nunca mas nada acontece porque x cidad\u00e3o\/\u00e3 d\u00e1 gra\u00e7as por ainda quebrar as costas 8 horas ou mais no trabalho de merda, cobrando uma ninharia para continuar a pagar pre\u00e7os exorbitantes por alugar um quarto, comprar mercadorias ou simplesmente para continuar a comprar a merda que oferecem as montras. O\/a cidad\u00e3o\/\u00e3 est\u00e1 convencidx de que \u201calgo est\u00e1 a mudar\u201d porque governa a cidade uma mulher, prefeita de um partido de esquerdas e progressista. Partidos que, ali\u00e1s, foram incubados nos protestos de rua no per\u00edodo de convuls\u00e3o, mostrando que a grande maioria da massa sa\u00edu \u00e0 rua para reclamar mas que, apesar dos slogans incendi\u00e1rios e de terem nalguns casos chegado a aplaudir ou at\u00e9 mesmo participar nos motins, tiveram s\u00f3 uma moment\u00e2nea frustra\u00e7\u00e3o \u2013 ao verem o estado de bem-estar que lhes tinha sido prometido ir por \u00e1gua abaixo e basicamente tudo o que desejavam era terem mais uma vez a oportunidade de reviverem a sua antiga vida com as suas ilus\u00f5es de trabalho, consumo, lazer est\u00fapido e televis\u00e3o. Ali\u00e1s, esta nova normalidade j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o subtil como era dantes, este \u00e9 a normalidade dos estados de emerg\u00eancia, o \u201cn\u00edvel de alerta 4 anti-terrorismo\u201d, o encerramento das fronteiras, as macro \u2013 pris\u00f5es a estourar, os militares patrulhando as ruas \u2026 o controle multiplicando-se em cada esquina da cidade. Uma normalidade que n\u00e3o aceitamos e da qual n\u00e3o vamos ser merxs espectadorxs.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitxs anarquistas que se deixaram arrastar pelo espectacularidade das mobiliza\u00e7\u00f5es de massas e das lutas de rua \u2013 sem parar para fazer uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o \u2013 cheixs de ilus\u00f5es confiaram nas massas cidad\u00e3s e pensaram que a revolu\u00e7\u00e3o estava ao virar da esquina. Anos mais tarde cada um\/a de n\u00f3s pode comprovar como estas mesmas massas se dirigiram \u00e0s urnas para votar ou simplesmente seguiram a sua vida \u00e0 primeira oportunidade que tiveram para recuperar um m\u00ednimo das miser\u00e1veis condi\u00e7\u00f5es que tinham perdido, rastejando num servilismo volunt\u00e1rio ainda mais repugnante do que o que professavam antes. A tudo isto \u00e9 necess\u00e1rio acrescentar que, ap\u00f3s esta \u00e9poca de crise, o Estado n\u00e3o esquece nem perdoa aquelxs que quebraram a paz social e, portanto, neste momento, quando quase todo o panorama da luta foi desactivado e \/ ou recuperado, o aparelho policial atinge, com v\u00e1rios golpes, o entorno anarquista \u2013 a fim de incutir p\u00e2nico e p\u00f4-los fora do caminho xs poucxs que ainda t\u00eam o desejo de continuar a luta. Assim, acreditamos que os principais fatores que influenciaram o sentimento atual de derrota do anarquismo no Estado espanhol foram, principalmente (entre outras raz\u00f5es) o fracasso das expectativas depositadas sobre \u201co povo\u201d e os \u00faltimos golpes repressivos \u2013 para xs quais o meio anarquista n\u00e3o estava preparado.<\/p>\n<p><strong>Lamentavelmente para o Poder, permanecemos aqui e continuamos com o mesmo desejo (ou at\u00e9 mais) de manter o ataque at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias contra o mundo do Poder e da sua sociedade de escravos consentidos<\/strong> \u2013 durante todo este per\u00edodo continu\u00e1mos aqui a conspirar, atacando de diferentes formas, recolhendo recursos materiais e conhecimento t\u00e9cnico para a agudiza\u00e7\u00e3o da ofensiva anarquista. Temos assumido a repress\u00e3o como algo inevit\u00e1vel, inerente \u00e0 luta, h\u00e1 muito tempo j\u00e1 que deixamos de colocar as nossas vidas e futuro nas m\u00e3os da sociedade dxs servis e escravxs sorridentes que aceitam passiva ou ativamente que o existente se v\u00e1 perpetuando.<\/p>\n<p>Pouco nos importa que as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o estejam maduras, aqui as condi\u00e7\u00f5es somos n\u00f3s que as escolhemos. N\u00e3o importa que a maioria dos \u201canarquistas\u201d tenham virado as costas \u00e0 ess\u00eancia conflitual da anarquia e tenham optado por se submeter no mundo do medo, na paran\u00f3ia ou rebaixando-se at\u00e9 posicionamentos reformistas e cidadanistas. Pouco importa que o Poder aponte as armas contra n\u00f3s \u2013 nesta guerra nos recusamos a assumir um papel de v\u00edtima inocente, e assim, tamb\u00e9m apontaremos as nossas armas contra o poder e a sua civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tomamos posi\u00e7\u00e3o ao lado dxs compas de todo o mundo que apostam no conflito permanente e multiforme, para viver a Anarquia aqui e agora, juntamos-nos a v\u00f3s a internacional negra dos anarquistas da pr\u00e1xis e mais uma vez passamos ao ataque quotidiano e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o das nossas vidas. Somente atrav\u00e9s do ataque anarquista multiforme somos capazes de experimentar sentimentos de liberdade num mundo enjaulado e a experimenta\u00e7\u00e3o de liberdade merece o risco de pris\u00e3o ou morte, risco que assumimos. \u00c0 margem de diferentes tend\u00eancias, posi\u00e7\u00f5es e contextos compartilhamos o caminho com todxs aquelxs que optam pela coer\u00eancia de levar a teoria a algo vivo e real, por isso compartilhamos cumplicidade com irm\u00e3os\/\u00e3s de todo o mundo \u2013 embora nunca tenhamos visto as suas caras, as suas a\u00e7\u00f5es, ataques e textos deram-nos a determina\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o para continuar na luta. Atrav\u00e9s da nova guerrilha urbana anarquista, da organiza\u00e7\u00e3o informal e do ataque difuso permanente, materializamos os nossos desejos e paix\u00f5es em algo real e perigoso.<\/p>\n<p>Por outro lado, e paralelamente, uma outra forma miser\u00e1vel se desenvolve, a que tenta transformar a anarquia na nova tend\u00eancia social-democrata. Em toda a parte esta praga se espalha, sob diferentes nomes ou formas organizativas. Em Barcelona, cidade cheia de mis\u00e9rias pessoais e pol\u00edticas, n\u00e3o poderia fugir \u00e0 regra, aqui a a\u00e7\u00e3o direta, a sabotagem e ataques est\u00e3o quase desaparecidos da linguagem e da pr\u00e1tica, a coer\u00eancia em qualquer projecto brilha pela sua aus\u00eancia. Aqui, podem ser encontrados atos miser\u00e1veis de colaboracionismo com os media, discursos reformistas e pacificadores, colabora\u00e7\u00e3o aberta e clara com grup\u00fasculos autorit\u00e1rios, esquerdistas e \/ ou patrioteiros, bem como \u201canarquistas\u201d que votam ou pediram o voto, desfazendo-se em elogios a partidos pol\u00edticos como as CUP ou Guayem \u2026<\/p>\n<p>Portanto, a nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 clara em rela\u00e7\u00e3o a todxs estxs cobardes e miser\u00e1veis: N\u00c3O os reconhecemos como companheirxs, nem sequer como anarquistas, n\u00e3o nos importando nada o que eles tenham a dizer a nosso respeito e acerca dos nossos posicionamentos e a\u00e7\u00f5es. Podem manter os seus discursos de \u201cpoder popular\u201d e o seu ativismo inofensivo de fim de semana, o seu radicalismo subcultural e o consumo de alternativismo (al\u00e9m do abuso de drogas e \u00e1lcool) nas festas \u201cauto-gestionadas\u201d nas okupas, podendo continuar a jogar aos\/\u00e0s pol\u00edticxs no seu micro-mundo da assembleia onde s\u00e3o \u201calgu\u00e9m\u201d e rindo-se das gra\u00e7as do asco patri\u00f3tico catal\u00e3o.<\/p>\n<p>Outrora, no \u00e2mbito anarquista, mesmo entre as suas tend\u00eancias mais moderadas, eram aceites ou estavam generalizadas as pr\u00e1ticas do saqueio, calote\u2026 em \u00faltima an\u00e1lise, formas de recupera\u00e7\u00e3o da vida que ao mesmo tempo constitu\u00edam um ataque frontal contra a propriedade e contra o sistema em si mesmo.<\/p>\n<p>Hoje em dia, no auge da coer\u00eancia e da luta contra o estado \/ capital, a pr\u00e1tica generalizada \u00e9 a de se ir \u00e0 procura de comida no lixo e viver em casas okupadas gratuitas \u2013 embora nalguns casos as casas estejam a cair aos peda\u00e7os \u2013 mas acima de tudo o que nestes dias \u00e9 a cereja em cima do bolo s\u00e3o as fant\u00e1sticas cooperativas e neg\u00f3cios \u201cauto-gestionados\u201d. Alguns\/mas viram nesta gest\u00e3o da mis\u00e9ria e sobreviv\u00eancia das migalhas e sobras do capitalismo o novo evangelho anti-capitalista \u2013 quando na realidade estas pr\u00e1ticas, al\u00e9m de n\u00e3o estarem fora da l\u00f3gica do mercado livre, criando apenas um novo consumo \u201calternativo\u201d, est\u00e3o completamente vazias de discurso ofensivo contra o mundo do dom\u00ednio e n\u00e3o representam amea\u00e7a alguma. Inclusiv\u00e9 a okupa\u00e7\u00e3o \u2013 que antes se caracterizava pela sua combatividade \u2013 ficou vazia da sua ess\u00eancia de conflito e, at\u00e9 mesmo, de cr\u00edtica contra a propriedade privada e do mundo que a produz.<\/p>\n<p>Actualmente a okupa\u00e7\u00e3o tornou-se um fim em si, cujo \u00fanico objectivo \u00e9 viver de gra\u00e7a dentro do capitalismo.<\/p>\n<p>Que ningu\u00e9m se equivoque: aquelxs que abertamente se posicionam em guerra contra o poder e a sua sociedade, inclu\u00edndo n\u00f3s, n\u00e3o estamos livres de \u201cpecado\u201d. O ser anarquista coloca-nos em conflito com o existente, mas ainda assim vivendo dentro das margens do sistema de dom\u00ednio e da sua sociedade, crescemos nele e nele aprendemos muitos dos valores, atitudes e pap\u00e9is sociais que tentamos abolir. N\u00e3o estamos imunes \u00e0 influ\u00eancia do mundo dominante e \u00e9 por isso que, ao mesmo tempo que levamos a batalha externa contra o poder, tamb\u00e9m travamos uma batalha interna connosco pr\u00f3prixs para nos desfazermos da l\u00f3gica de domina\u00e7\u00e3o e dos seus valores. Al\u00e9m disso, quando dizemos que ser espectador \u00e9 ser c\u00famplice \u00e9 tamb\u00e9m aplic\u00e1vel a muitxs que s\u00f3 pelo mero facto de se considerarem anarquistas e compartilharem pensamentos e ideias subversivas j\u00e1 pensam que fazem \u201calgo\u201d. Simplesmente quantas vezes nos temos cruzado com pessoas que vestem de negro da cabe\u00e7a aos p\u00e9s, soltam discursos incendi\u00e1rios \u00e0 esquerda e \u00e0 direita, clamam pela revolta e a insurrei\u00e7\u00e3o generalizada, e no momento da verdade o mais \u201cousado\u201d que fizeram na sua vida foi um blog e desabafos na internet. A teoria sem pr\u00e1tica converte-se em mera pol\u00edtica, idealismo e charlatonice que morre na boca de quem o pronuncia.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 de procurar algum\/a dxs respons\u00e1veis ou uma das principais causas da situa\u00e7\u00e3o actual, devemos tamb\u00e9m olhar para n\u00f3s mesmxs. N\u00e3o \u00e9 a repress\u00e3o ou qualquer outra causa que perpetua a ordem existente mas sim as nossas decis\u00f5es e actos, a maioria dos anarquistas s\u00e3o v\u00edtimas de suas pr\u00f3prias desculpas na hora de abordar o conflito.<\/p>\n<p>Como anarquistas, entendemos como objectivo priorit\u00e1rio a destrui\u00e7\u00e3o absoluta do poder existente \u2013 em qualquer das suas formas \u2013 e acreditamos que as pr\u00e1ticas anarquistas devem ser dirigidas para esse objectivo assim como \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de redes e estruturas que facilitem e tornem poss\u00edvel a agudiza\u00e7\u00e3o do conflito.<\/p>\n<p>Limitar as express\u00f5es an\u00e1rquicas a um simples activismo para calar a consci\u00eancia, politicagem barata, ou uma extens\u00e3o n\u00e3o-oficial dos servi\u00e7os sociais do Estado, parece-nos desprez\u00edvel.<\/p>\n<p>Reivindicamos a responsabilidade da seguinte a\u00e7\u00e3o \u2013 demonstrando uma vez mais que o ataque continua a ser poss\u00edvel, apesar das circunst\u00e2ncias adversas:<\/p>\n<p>\u2013 Noite de 26 de Janeiro, um ve\u00edculo da empresa de seguran\u00e7a Prosegur \u00e9 incendiado na Avenida Coll del Portell mediante acendalhas de inc\u00eandio nos seus pneus dianteiros e traseiros, no bairro Vallcarca. O fogo, sempre imprevis\u00edvel estendeu-se a outros ve\u00edculos estacionados \u2013 segundo informam os meios do poder, 20 ve\u00edculos foram totalmente queimados, outros 20 parcialmente destru\u00eddos , al\u00e9m de outros danos pessoais. Ainda que o nosso objetivo inicial fosse a furgoneta da empresa de seguran\u00e7a, n\u00e3o iremos lamentar a destrui\u00e7\u00e3o do resto das m\u00e1quinas, de facto regojizamos-nos com isso e reivindicamos a destrui\u00e7\u00e3o total ou parcial dos 40 ve\u00edculos. La \u201ccultura\u201d do autom\u00f3vel, o seu est\u00fapido culto e consumo, t\u00e3o enraizado nas massas, realiza \u00e0s expensas de cada um\/a cada vez maior degrada\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o da Natureza selvagem. Se elxs n\u00e3o t\u00eam considera\u00e7\u00e3o por este facto n\u00f3s tampouco teremos considera\u00e7\u00e3o na hora de se queimar as suas odiosas m\u00e1quinas.<\/p>\n<p><strong>A guerra j\u00e1 nos tinha sido declarada<\/strong> h\u00e1 muito tempo, agora \u00e9 quest\u00e3o de tomar o caminho do conflito ou continuar a abaixar a cabe\u00e7a, enquanto se mant\u00e9m uma pose radical. As cidades oferecem oportunidades de ataque, difuso e constante, em todos os s\u00edtios. Para aquelxs que queiram romper com o imobilismo e a passividade em todos os s\u00edtios existem objectivos fal\u00edveis de serem atingidos. Para aquelxs que n\u00e3o querem fazer nada e continuar a serem expectadorxs da sua morte em vida, em todos os s\u00edtios haver\u00e1 desculpas..<\/p>\n<p><strong>COM XS NOSSXS PRESXS PRESENTES E XS QUE TOMBARAM NA MEM\u00d3RIA !!<\/strong><br \/>\n<strong> PELA INTERNACIONAL NEGRA DE ANARQUISTAS DA PR\u00c1XIS!!<\/strong><br \/>\n<strong> PELA EXTENS\u00c3O DO CAOS E DA ANARQUIA!!<\/strong><\/p>\n<p><em>Individualidades pela Dispers\u00e3o do Caos \u2013 Federa\u00e7\u00e3o Anarquista Informal\/Frente Revolucion\u00e1ria Internacional<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retirado de ContraInfo: 10 de Abril de 2016 \u201cSou amante da liberdade e s\u00f3 posso brindar o meu respeito e solidariedade aquelxs que, como eu, t\u00eam o valor e a dignidade de defender a sua pr\u00f3pria vida com unhas e &hellip; <a href=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2410\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6952,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[126,17,1],"tags":[],"class_list":["post-2410","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espanha","category-faifri","category-guerra-social"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2410","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6952"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2410"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2410\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2413,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2410\/revisions\/2413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}