{"id":2268,"date":"2016-03-07T02:51:30","date_gmt":"2016-03-07T01:51:30","guid":{"rendered":"http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2268"},"modified":"2016-03-07T02:51:30","modified_gmt":"2016-03-07T01:51:30","slug":"grecia-prisao-de-koridallos-sem-rastro-de-remordimento-palavras-da-companheira-angeliki-spyropoulou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2268","title":{"rendered":"[Gr\u00e9cia], pris\u00e3o de Koridallos. \u201cSem rastro de remordimento.\u201d Palavras da companheira Angeliki Spyropoulou."},"content":{"rendered":"<p><em>Traduzido do ingl\u00eas ao espanhol por Sin Banderas ni Fronteras e do espanhol ao portugu\u00eas por Cumplicidade.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2269\" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/03\/pantera-jaguar2-300x286.jpg\" alt=\"pantera-jaguar2\" width=\"396\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/03\/pantera-jaguar2-300x286.jpg 300w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/03\/pantera-jaguar2-150x143.jpg 150w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2016\/03\/pantera-jaguar2.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 396px) 100vw, 396px\" \/><\/p>\n<p>\u201csem rastro de remodimento\u201d<br \/>\nEstas experi\u00eancias s\u00e3o a levedura da evolu\u00e7\u00e3o, tanto no plano pol\u00edtico como no pessoal. O transito \u00e0s pris\u00f5es \u00e9 uma experi\u00eancia quase inevit\u00e1vel para qualquer pessoa que tem decidido passar \u00e0 luta armada. Mas, a pergunta, como com qualquer experi\u00eancia, \u00e9 se aproveit\u00e1-la e como aproveit\u00e1-la<br \/>\nO nascimento da pris\u00e3o sempre tem-se baseado na perpetua\u00e7\u00e3o de assegurar a subordina\u00e7\u00e3o axs que n\u00e3o se ajustem \u00e0s normas prescritas da sociedade. Por\u00e9m, h\u00e1 alguns nxs quais o desejo de liberdade arde nos seus cora\u00e7\u00f5es de uma maneira que n\u00e3o lhes permite nem sequeira um momento da sua estadia na pris\u00e3o aceitar o papel que se lhes imp\u00f5e como parte da automatiza\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o. Respeito a essas pessoas, a pris\u00e3o falha estrepitosamente e, a pesar dos muros e das grades levantadas no seu redor para o cativeiro dos seus corpos, elxs seguem sendo rebeldes e virtualmente livres. Nem a alma, nem o esp\u00edrito se encerram em jaulas.<br \/>\nVamos a tomar as coisas desde o inicio. Em primeiro lugar, como anarquistas declaramos a guerra a todos os aspectos do mundo moderno civilizado, sabemos bem como chegar a ser perigoso e como temos que utilizar todos os meios. A luta armada foi, \u00e9, e seguir\u00e1 sendo uma parte integral da luta anarquista diversa. A teoria \u00e9, sem duvida, uma ferramenta muito \u00fatil, mas adquiere seu significado real somente quando reflexa em cada ato. \u00c9 necess\u00e1rio estabelecer uma linha divis\u00f3ria clara entre o inimigo e n\u00f3s, assim como se libertar do sistema requer a nega\u00e7\u00e3o efetiva. A resist\u00eancia n\u00e3o pode se deter onde come\u00e7a o c\u00f3digo penal.<br \/>\nDesafortunadamente, a seguran\u00e7a e o medo ideologizados \u00e9 onipresente na maior parte do \u00e2mbito anarquista mais amplo e est\u00e1 na base da teoria pol\u00edtica moderna. Este barulho incessante e inofensivo de ret\u00f3rica supostamente revolucionaria tem abra\u00e7ado o reformismo que somente se maneja para produzir e reproduzir criticas de sof\u00e1 se afastando das ideias e valores anarquistas, totalmente incapaz de contribuir em cultivar uma terra f\u00e9rtil que promova o desenvolvimento de cada umx e do coletivo. \u00c9 realmente uma contradi\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica que, se bem a repress\u00e3o alcan\u00e7ou seu ponto m\u00e1ximo, simultaneamente se pode observar uma pacifica\u00e7\u00e3o do \u00e2mbito anarquista oficial.<br \/>\nPor suposto, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser uma desculpa para qualquer pessoa, j\u00e1 que todxs xs que prov\u00eam das filas de esta zona, nos encontramos diante de um dilema. Se permanecer sem mudan\u00e7as mantendo o status-quo, ou escolher super\u00e1-lo. Quando as pessoas que entram em contato com a anarquia n\u00e3o assumem suas responsabilidades, quando n\u00e3o se definem com decis\u00e3o a si mismxs nem definem de forma din\u00e2mica como querem encarnar os projetos, s\u00e3o sujeitxs mudxs que conhecem quanto grande e profunda \u00e9 sua falta de a\u00e7\u00e3o e adaptam seu pensamento ao pensamento dos que t\u00eam mais \u201cexperi\u00eancia\u201d ou reconhecimento.<br \/>\nPor outra parte, chama a aten\u00e7\u00e3o sobre todo a persist\u00eancia na maioria dxs \u201canarquistas\u201d a busca de um \u201csujeito revolucion\u00e1rio\u201d. Muitas vezes \u00e9 a sociedade que se torna ao \u201csujeito revolucion\u00e1rio\u201d. Uma massa de gente que n\u00e3o pode acordar do sonho tranquilo de certezas fixas proporcionadas pela regularidade do costume, da rotina (&#8230;). No pessoal, me nego a permitir que os compromissos e a imobilidade das massas obstaculizem meu caminho na pratica. Al\u00e9m da sust\u00e2ncia em si mesma, a estrutura da sociedade moderna com institui\u00e7\u00f5es, fun\u00e7\u00f5es e valores rege todo tipo de rela\u00e7\u00e3o humana e nos dita como pensar e que sentir, elevando a mediocridade na mais alta virtude, envenenando cada dia, cada momento da minha exist\u00eancia. A vida quotidiana est\u00e1 cheia de movimentos mec\u00e2nicos repetidos continuamente em um transfundo aborrecido na espera de algum tempo interrompido finalmente pela morte e logo todo o que fica \u00e9 o vazio sem fim do descumprido. Esta \u00e9 a forma em que todo isso se estrutura e a realidade demonstrou ser inflex\u00edvel na sua ess\u00eancia, o que a faz completamente insuport\u00e1vel para mim.<br \/>\nNa decis\u00e3o de por em perigo ativa e diretamente o status-quo de esta realidade est\u00e1 tamb\u00e9m a liberta\u00e7\u00e3o dxs companheirxs presxs. A decis\u00e3o de escapar refor\u00e7a a elei\u00e7\u00e3o de n\u00e3o se entregar ao inimigo. (&#8230;) A submiss\u00e3o e a falta de a\u00e7\u00e3o criam um entorno quieto, a uniformidade (\u2026) que esmaga cada individualidade e elimina a mais m\u00ednima possibilidade de liberta\u00e7\u00e3o das ataduras que t\u00eam nos imposto.<br \/>\nPelo tanto, que mostra de solidariedade poderia ser mais sincera e profunda com esses companheirxs- que sem nenhum remordimento negam a justi\u00e7a do poder pela elei\u00e7\u00e3o de recuperar sua liberdade para seguir lutando contra este- que o compartilhar a culpa integrando com elxs a conspira\u00e7\u00e3o para ajudar a romper seu cativeiro.<br \/>\nPor suposto, cada op\u00e7\u00e3o tem um custo similar, especialmente quando esta op\u00e7\u00e3o est\u00e1 afetando profundamente o prestigio do Estado questionando seriamente seu poder aparentemente insuper\u00e1vel. Pelo tanto, esta vez mostrando toda a f\u00faria vingativa de perseguir, o Poder foi um passo al\u00e9m ao arrestar e encarcerar axs familiares dxs companheirxs de CCF Christos y Gerasimos Tsakalos e Georgosio Polydoros (Athena Tsakalou, Evi Statiri y Christos Polydoros), com a categoria grotesca de perten\u00e7a e participa\u00e7\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma maneira desesperada e em extremo desafiante para tratar de desmoralizar a quem se reconhece como seus inimigxs internxs, xs anarquistas de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o arrepentidxs que, sem importar quantos anos agregam a suas condenas, n\u00e3o deixar de atacar \u00e0 ess\u00eancia da democracia, desafiando todas as circunstancias. Junto com a expans\u00e3o da repress\u00e3o o Poder tem como objetivo a difus\u00e3o do medo, evidenciando que qualquer tipo de rela\u00e7\u00e3o com quem se nega a entregar suas armas ser\u00e1 castigada duramente, tendo assim tamb\u00e9m como objetivo o maior isolamento poss\u00edvel dxs presxs politicxs. Por\u00e9m, n\u00e3o importa o muito que pensem sobre que com tais praticas nos far\u00e3o renunciar a nossos valores anarquistas ou \u00e0 a\u00e7\u00e3o direta. Uma vez mais, todo o que receber\u00e3o ser\u00e1 nosso desprezo absoluto e nossa mais forte raiva.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, enquanto a farsa que se criar\u00e1 na sala da pris\u00e3o de Korydallos, n\u00e3o tenho nenhum desejo de me fazer passar por uma vitima do sistema porque em primeiro lugar me sinto honrada de ter participado na tentativa de fuga dxs companheirxs de CCF e tamb\u00e9m por isso significaria minha submiss\u00e3o psicol\u00f3gico diante da lei e da ordem. Revisado meu c\u00f3digo penal \u00e9 fr\u00edamente indiferente. Se tivesse que retroceder milhares de vezes o tempo, faria uma e outra vez a mesma op\u00e7\u00e3o de vida, j\u00e1 que somente respirando livremente posso me sentir viva.<br \/>\nAngeliki\u00a0Spyropoulou<br \/>\nPris\u00e3o de mulheres de Korydallos<br \/>\n14\/02\/2016<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Traduzido do ingl\u00eas ao espanhol por Sin Banderas ni Fronteras e do espanhol ao portugu\u00eas por Cumplicidade. \u201csem rastro de remodimento\u201d Estas experi\u00eancias s\u00e3o a levedura da evolu\u00e7\u00e3o, tanto no plano pol\u00edtico como no pessoal. 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