{"id":2220,"date":"2016-02-23T02:38:17","date_gmt":"2016-02-23T01:38:17","guid":{"rendered":"http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2220"},"modified":"2016-02-23T02:38:17","modified_gmt":"2016-02-23T01:38:17","slug":"grecia-texto-da-conspiracao-das-celulas-de-fogo-celula-de-guerrilha-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=2220","title":{"rendered":"[Gr\u00e9cia] Texto da Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo \u2013 C\u00e9lula de Guerrilha Urbana"},"content":{"rendered":"<p><em>Retirado e traduzido de Kataklisma:<\/em><\/p>\n<p><em>Este texto foi traduzido do grego para o espanhol por\u00a0<strong>Sin Banderas Ni Fronteras<\/strong>. Agora\u00a0compartilho\u00a0ele do blog dxs compas do<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/porlaanarquia.espivblogs.net\/\" target=\"_blank\">Por la Anarqu\u00eda<\/a>. Traduzido para o portugu\u00eas por<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/kataklysma.noblogs.org\/\" target=\"_blank\">Kataklysma<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><em>Por\u00a0<a href=\"https:\/\/kataklysma.noblogs.org\/?cat=192\" target=\"_blank\">Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo \u2013 C\u00e9lula de Guerrilha Urbana<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>O plano.<\/strong><\/p>\n<p>Para o \u201cespa\u00e7o\u201d anarquista.<\/p>\n<p><strong>1. A chamada<\/strong><\/p>\n<p>Cada chamada \u00e0 a\u00e7\u00e3o, como o \u201cDezembro Negro\u201d, \u00e9 uma tentativa de coordenar nossas for\u00e7as. \u00c9 um esfor\u00e7o para interromper o fluxo normal da realidade. \u00c9 um plano para invadi-la com nossas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas e subvert\u00ea-la. \u00c9 uma investiga\u00e7\u00e3o de nosso desejo pela anarquia, aqui e agora, e de nossa capacidade para fazer frente \u00e0s for\u00e7as de ordem. \u00c9 uma ocasi\u00e3o para que xs indiv\u00edduxs se conhe\u00e7am ou n\u00e3o, se re\u00fanam no terreno da a\u00e7\u00e3o e tratem de atacar aos pal\u00e1cios do Estado, organizadxs e abruptamente. \u00c9 um sinal internacional de cumplicidade para todxs xs companheirxs dentro e fora dos muros que fortalece nossa solidariedade. \u00c9 um acordo anarquista que confirma que h\u00e1 pessoas em todos os cantos da terra que, sem falar o mesmo idioma, coordenam o pulso de seu cora\u00e7\u00e3o, alinham seu olhar para o inimigo, cerram os punhos, usam um capuz e realizam ataques contra o motor social da autoridade, suas estruturas e suas rela\u00e7\u00f5es. O chamado do \u201cDezembro Negro\u201d teve esses momentos\u2026<\/p>\n<p>E agora? Voltar \u00e0 normalidade?<\/p>\n<p>Cada chamada \u00e0 a\u00e7\u00e3o pode ser s\u00f3 uma fotografia da revolta repetindo a si mesma, esperando o pr\u00f3ximo anivers\u00e1rio, a pr\u00f3xima oportunidade, a pr\u00f3xima \u201cchamada\u201d ou pode se transformar em um encontro com a hist\u00f3ria\u2026<\/p>\n<p>Para todxs aquelxs para quem a anarquia significa \u201cqueimo por atr\u00e1s de mim as pontes da rendi\u00e7\u00e3o e da paz social\u201d, a a\u00e7\u00e3o anarquista n\u00e3o tem nenhuma data de come\u00e7o nem final\u2026<br \/>\nPortanto, a aposta do \u201cDezembro Negro\u201d abre na verdade uma aposta maior. Uma aposta para aquelxs cujo calend\u00e1rio de ataque permanece preso no constante hoje, aqui e agora. O desafio de criar um polo anarquista aut\u00f4nomo para a organiza\u00e7\u00e3o da guerrilha urbana anarquista.<\/p>\n<p><strong>2) A mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 lixo<\/strong><\/p>\n<p>O \u201cDezembro Negro\u201d foi uma convocat\u00f3ria aberta para todo o mundo, por\u00e9m se registrou principalmente como um ponto de refer\u00eancia para xs insurrectxs, xs anarquistas-niilistas, xs companheirxs jovens, xs n\u00e3o alinhadxs, xs \u201cdesordeirxs\u201d contra o Estado (e em parte contra a inatividade do \u201c\u00e2mbito anarquista\u201d oficial, contra sua transforma\u00e7\u00e3o pacifista). **<\/p>\n<p>N\u00e3o vamos nos referir tanto ao chamado do \u201cDezembro Negro\u201d. Cada chamada \u00e0 a\u00e7\u00e3o \u00e9 uma inst\u00e2ncia de uma hist\u00f3ria maior que a precedeu e talvez o acelerador da perspectiva que se segue.<\/p>\n<p>N\u00e3o haveria \u201cDezembro Negro\u201d se n\u00e3o houvesse um Novembro, Outubro, Setembro\u2026 N\u00e3o haveria guerrilha urbana anarquista se n\u00e3o houvesse confrontos em manifesta\u00e7\u00f5es, barricadas e coquet\u00e9is molotov, n\u00e3o teria havido nenhuma revolta em 2008 se n\u00e3o tivesse havido incendi\u00e1rixs e ataques iniciais nos tr\u00eas anos anteriores, n\u00e3o haver\u00e1 perspectivas se n\u00e3o h\u00e1 mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Ao longo do tempo, a anarquia d\u00e1 \u00e0 luz \u2013internamente- a sua supera\u00e7\u00e3o anarquista. D\u00e1-se \u00e0 luz a tend\u00eancias com os extremos mais afiados (individualismo anarquista, niilismo anarquista, anarquia insurrecional, etc.), que optam por se deslocar pela margem do movimento, do \u201cespa\u00e7o\u201d, da revolu\u00e7\u00e3o\u2026 \u00c0s vezes estas tend\u00eancias atuam como um gatilho para a anarquia, levantando a lan\u00e7a do ataque anarquista e \u00e0s vezes canibalizando entre si cheias de presun\u00e7\u00e3o e arrog\u00e2ncia\u2026<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, a apari\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias her\u00e9ticas dentro do \u201cespa\u00e7o\u201d anarquista \u00e9 t\u00e3o antiga quanto\u00a0o pr\u00f3prio \u201cespa\u00e7o\u201d em si\u2026 Tend\u00eancias que, ou se reduziram e se converteram em c\u00edrculos de intelectuais art\u00edsticos (por exemplo, xs situacionistas) ou foram assimiladas e integradas ao \u201cespa\u00e7o\u201d oficial\u2026 Todas elas, no entanto, deixaram a sua marca em uma hist\u00f3ria que nunca termina.<\/p>\n<p>Em 2005, um c\u00edrculo de pessoas abre em p\u00fablico de uma maneira muito vis\u00edvel (cartazes, revistas, participa\u00e7\u00e3o em reuni\u00f5es) o desafio de maximizar a viol\u00eancia anarquista, com o slogan de \u201cpense revolucion\u00e1rio, atue ofensivo\u201d. Uma tend\u00eancia insurrecional que apontava n\u00e3o s\u00f3 ao Estado e a autoridade, mas tamb\u00e9m a cumplicidade da apatia social aparecia agora mais organizada e com uma presen\u00e7a p\u00fablica constante. Enquanto isso, a quest\u00e3o de nega\u00e7\u00e3o ao trabalho era mostrada em p\u00fablico, com assaltos a bancos armados com sua borda cortante\u2026 Na verdade, a tem\u00e1tica parcial de rejei\u00e7\u00e3o do trabalho reluz nos olhos e \u00e9 em realidade o pr\u00f3logo das discuss\u00f5es sobre a difus\u00e3o da guerrilha urbana anarquista. Fora desta mobilidade difus\u00edvel (inc\u00eandios intencionais, roubos, ataques de comando, assembleias com a Coordena\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00e3o) foi em janeiro de 2008 quando nasceu a Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo. A Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo aparece como uma express\u00e3o organizada de uma tend\u00eancia anarquista herege com um claro foco na luta armada e nas refer\u00eancias ao individualismo an\u00e1rquico, ao niilismo, a revolu\u00e7\u00e3o da vida cotidiana e a cr\u00edtica ao complexo Estado-sociedade.<\/p>\n<p>Claro, n\u00e3o foi esta tend\u00eancia a que deu origem \u00e0 insurrei\u00e7\u00e3o de dezembro de 2008. Uma revolta n\u00e3o pode ser apropriada nem ter direitos autorais.<\/p>\n<p>Mas foi, acima de tudo, a tend\u00eancia que teve os reflexos para acelerar alguns dos eventos mais conflituosos que se produziram em dezembro de 2008, j\u00e1 que as pequenas estruturas b\u00e1sicas j\u00e1 estavam operando com ataques coordenados regulares.<\/p>\n<p><strong>iii) Ficando em dia com o presente<\/strong><\/p>\n<p>As primeiras deten\u00e7\u00f5es de membros da Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo em setembro de 2009 (o caso Halandri) criaram uma tempestade de medo. A maioria das tend\u00eancias hereges (anarco-niilistas, anarco-individualistas, antissociais, etc.) se inclinaram pelo p\u00e2nico da repress\u00e3o integradxs na seguran\u00e7a do movimento \u201coficial\u201d anarquista, e suas grandes palavras sobre \u201crevolu\u00e7\u00e3o ou morte\u201d foram deixadas para tr\u00e1s como um cad\u00e1ver em decomposi\u00e7\u00e3o, olhando para a trai\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram algumxs xs companheirxs que permaneceram firmes e quiseram continuar o que se havia iniciado\u2026 Mas, para todas estas coisas, muito se tem dito e escrito\u2026 Hoje em dia, uma grande parte do movimento anarquista tem estado vivendo com a marca da derrota, com o medo da repress\u00e3o, com a oportunidade perdida de um levante que nunca se formou nestes tempos de crise econ\u00f4mica, de introvers\u00e3o, de hegemonias informais. No entanto, o slogan que se tornou escasso n\u00e3o pode ser determinado a quando seja de utilidade e, certamente, nada se perde para sempre.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos dois anos, uma nova gera\u00e7\u00e3o de nossa tend\u00eancia anarquista est\u00e1 fazendo uma apari\u00e7\u00e3o desde os restos do passado, fazendo seu pr\u00f3prio curso. Uma tend\u00eancia que foi criada n\u00e3o tanto por caracter\u00edsticas pol\u00edticas m\u00fatuas, mas pelo m\u00fatuo desejo de algo diferente do que j\u00e1 existe no movimento anarquista na Gr\u00e9cia. Uma tend\u00eancia que parece mais homog\u00eanea do que realmente \u00e9 devido aos que a criticam. Na verdade se trata de uma onda de pessoas que v\u00e3o desde companheirxs conscientes at\u00e9 pessoas que simplesmente odeiam a pol\u00edcia e querem entrar em erup\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p><strong>iv) O choque de velhos e novos<\/strong><\/p>\n<p>Todo nascimento \u00e9 violento. Cada nova onda que nasce est\u00e1 questionando e confrontando contra seu ventre, querendo cortar o cord\u00e3o umbilical. Atrav\u00e9s da temporalidade, todas as heresias que nascem no interior do movimento anarquista t\u00eam apontado com sua cr\u00edtica incandescente \u00e0s velhas estruturas. (\u2026) Especialmente hoje em dia, parece que a conex\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o entre o antigo e o novo se perdeu de forma permanente\u2026 As raz\u00f5es s\u00e3o muitas, mas a hist\u00f3ria n\u00e3o espera por nossa introvers\u00e3o. O que \u00e9 urgente \u00e9 uma nova ideia, um plano para a continua\u00e7\u00e3o da luta. Cada nova onda anarquista frequentemente descobre a si mesma ao afirmar o que odeiam no movimento anarquista \u201coficial\u201d. A cr\u00edtica contra a imobilidade do movimento muitas vezes supera a cr\u00edtica contra a tirania da autoridade. Agora pensamos que a situa\u00e7\u00e3o interna do movimento anarquista se polariza mais do que nunca. \u00c9 por isso que \u00e9 o momento para o pr\u00f3ximo passo. A nova tend\u00eancia anarquista pode abolir a introvers\u00e3o, ser autodeterminada e criar seu pr\u00f3prio movimento pol\u00edtico anarquista aut\u00f4nomo.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria \u00e9 um componente fundamental deste esfor\u00e7o. Recordamos nossas experi\u00eancias passadas, n\u00e3o para imita-las, mas para super\u00e1-las. O fato de que a nova onda anarquista est\u00e1 sofrendo de falta de organiza\u00e7\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es e assembleias, porque pensam que esta \u00e9 uma caracter\u00edstica da burocracia do movimento anarquista oficial, \u00e9 como se aquelxs estivessem concedendo isso a elxs.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o, a assembleia, o atuar pol\u00edtico n\u00e3o tem direitos de autor. S\u00e3o meios de luta que se determinam atrav\u00e9s das pessoas pol\u00edticas envolvidas neles\u2026 O aforismo e as atitudes supostamente n\u00e3o convencionais do tipo \u201cn\u00e3o me importam os procedimentos, vou fazer o que eu quero\u2026\u201d \u00e9 uma perversa conserva\u00e7\u00e3o e temor frente \u00e0 pontualidade e a responsabilidade que um anarquista necessita com o fim de participar da guerrilha urbana. Uma ferramenta n\u00e3o tem um tom positivo ou negativo, pelo contr\u00e1rio, o tom se forma a partir do uso que se d\u00e1 a cada ferramenta. Uma assembleia pol\u00edtica \u00e9 burocr\u00e1tica quando as pessoas que participam dela s\u00e3o burocratas. No entanto, uma assembleia pode ser um mecanismo da forma\u00e7\u00e3o, da coordena\u00e7\u00e3o e a propuls\u00e3o da an\u00e1lise, um meio de desenvolvimento pessoal e coletivo. Acreditamos agora em nossos pr\u00f3prios mecanismos pol\u00edticos, sem burocracia, nossas pr\u00f3prias assembleias sem bisbilhoteiros, nossas pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es sem hierarquias\u2026 Construamos nossas pr\u00f3prias infraestruturas para a revolta armada contra o imp\u00e9rio da autoridade.<\/p>\n<p><strong>v) Os 5 pontos para uma tend\u00eancia anarquista aut\u00f4noma e ofensiva<\/strong><\/p>\n<p>O anarco-niilismo, o anarco-individualismo e, em geral, as heresias anarquistas mais ofensivas, n\u00e3o s\u00e3o \u201cacidentes\u201d na hist\u00f3ria da anarquia, mas pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o as partes mais estimulantes dela. Estas tend\u00eancias podem agora constituir um movimento pol\u00edtico aut\u00f4nomo.\u00a0Um movimento que n\u00e3o busca o acordo absoluto na verdade do evangelho te\u00f3rico e os estatutos da clareza ideol\u00f3gica. Um movimento que n\u00e3o chantageia para uma identifica\u00e7\u00e3o total com seus pontos de vista, mas que reconhece a afinidade pol\u00edtica dos grupos e indiv\u00edduxs que participam e se encontram em cinco caracter\u00edsticas b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>Primeiramente, somos anarquistas, independentemente de nossa particular denomina\u00e7\u00e3o (niilistas, insurgentes, individualistas, etc.). Como anarquistas n\u00e3o reconhecemos somente ao Estado e a autoridade, mas tamb\u00e9m nenhum comit\u00ea central da \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d, nenhum\/a experto\/a ideol\u00f3gico, nem nenhuma rela\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica em nosso interior. Organizamo-nos baseadxs na informalidade e a coordena\u00e7\u00e3o de grupos e indiv\u00edduxs com afinidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, a pol\u00eamica contra o Estado e autoridade n\u00e3o deixa intacta a cumplicidade social do sil\u00eancio, a apatia e a submiss\u00e3o. Atacamos com a\u00e7\u00f5es contra o estado dos\/as dignit\u00e1rios\/as e suas estruturas, mas ao mesmo tempo queremos explodir as rela\u00e7\u00f5es sociais que xs fazem aceit\u00e1veis e \u00e0s vezes reproduzem a autoridade na vida cotidiana.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, apoiamos a Federa\u00e7\u00e3o Anarquista Internacional. Desejamos que nossas hostilidades no interior dos Estados em que estamos vivendo se conectem internacionalmente como momentos de uma guerra anarquista global. Estamos trocando ideias, estamos compartilhando experi\u00eancias, estamos criando rela\u00e7\u00f5es de solidariedade e buscamos constituir uma federa\u00e7\u00e3o anarquista internacional em que os fragmentos de uma explos\u00e3o em Santiago do Chile cheguem at\u00e9 Atenas e logo se multipliquem.<\/p>\n<p>Em quarto lugar, n\u00e3o nos damos por vencidxs com nossxs companheirxs presxs. Nossa solidariedade ofensiva \u00e9 a vingan\u00e7a por suas pris\u00f5es. Isto n\u00e3o significa uma identifica\u00e7\u00e3o com suas vis\u00f5es. Xs prisioneirxs n\u00e3o s\u00e3o \u00eddolxs sagradxs nem s\u00edmbolos da luta, mas s\u00e3o xs que faltam ao nosso lado\u2026 A consequ\u00eancia de todxs aquelxs companheirxs presxs que permanecem irredut\u00edveis nos c\u00e1rceres e n\u00e3o fraquejam \u00e9 uma prova de que a luta vale a pena\u2026<\/p>\n<p>Por fim, promovemos a diversidades nas a\u00e7\u00f5es anarquistas. Somos capazes de criar nossos pr\u00f3prios okupas, nossas pr\u00f3prias inst\u00e2ncias pol\u00edticas, assembleias, grupos, nossos projetos editoriais, nossos meios de informa\u00e7\u00e3o. No entanto, pelo motivo de que\u00a0muitas vezes a invoca\u00e7\u00e3o da diversidade se converte em uma desculpa para marginalizar as pr\u00e1ticas anarquistas armadas, h\u00e1 que deixar claro que a diversidade n\u00e3o reproduz a si mesma. Os okupas, os posters, os eventos, os materiais impressos, os meios de informa\u00e7\u00e3o que s\u00e3o replicados nas fronteiras da perseveran\u00e7a de seus projetos est\u00e3o se tornando ilhas de suposta liberdade sem amea\u00e7ar a autoridade***. A diversidade aut\u00eantica da luta tem essencialmente que apoiar e promover o enfrentamento armado com o sistema. \u00c9 o encontro do movimento com o campo insurgente. \u00c9 o rito de passagem da teoria \u00e0 a\u00e7\u00e3o, do aleat\u00f3rio ao organizado, desde o casual ao planificado.<\/p>\n<p>\u00c9 a propaganda atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estes cinco pontos chaves (alguns foram expostos previamente em textos da Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo e da FAI \u2013 consulte \u201cFuego y P\u00f3lvora\u201d) s\u00e3o os elementos de uma proposta que est\u00e1 aberta a todxs xs interessadxs em participar, em enriquec\u00ea-la, critica-la, trabalha-la.<\/p>\n<p>Em nenhum caso n\u00e3o\u00a0\u00e9 um cerco ideol\u00f3gico, mas uma oportunidade para a discuss\u00e3o pr\u00e1tica. No n\u00facleo da proposta para o estabelecimento de um espa\u00e7o aut\u00f4nomo das tend\u00eancias anarquistas her\u00e9ticas est\u00e1 a consci\u00eancia.<\/p>\n<p>O primeiro projeto coletivo onde a consci\u00eancia \u00e9 realmente posta a prova, \u00e9 um grupo anarquista. No contexto da propuls\u00e3o desta discuss\u00e3o, vamos publicar nos pr\u00f3ximos meses uma s\u00e9rie de textos pessoais de algumxs companheirxs presxs da Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo (Olga Economidou, Georgios Polidoro, Christos y Gerasimos Tsakalos).<\/p>\n<p>As experi\u00eancias, preocupa\u00e7\u00f5es e a perspectiva do projeto de um grupo anarquista atrav\u00e9s de narrativas pessoais n\u00e3o s\u00e3o instru\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica armada, mas sem d\u00favida tem que contribuir ao debate sobre a guerrilha urbana e sua propuls\u00e3o. Al\u00e9m disso, a experi\u00eancia n\u00e3o pode ser transferida. \u00c9 por isso que a aposta \u00e9 passar da teoria \u00e0 a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como in\u00edcio desta discuss\u00e3o vamos dar a conhecer em uns dias o folheto \u201cIndividualidades e Grupos Anarquistas\u201d do companheiro Gerasimos Tsakalos membro da Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo que ser\u00e1 publicado em breve\u2026<\/p>\n<p>Da leitura\u2026 \u00e0 cumplicidade\u2026.<\/p>\n<p><strong><em>Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo \u2013 C\u00e9lula de Guerrilha Urbana<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Federa\u00e7\u00e3o Anarquista Informal \u2013 FAI<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retirado e traduzido de Kataklisma: Este texto foi traduzido do grego para o espanhol por\u00a0Sin Banderas Ni Fronteras. Agora\u00a0compartilho\u00a0ele do blog dxs compas do\u00a0Por la Anarqu\u00eda. Traduzido para o portugu\u00eas por\u00a0Kataklysma. 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