{"id":1525,"date":"2014-10-13T21:45:58","date_gmt":"2014-10-13T19:45:58","guid":{"rendered":"http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=1525"},"modified":"2014-10-13T21:45:58","modified_gmt":"2014-10-13T19:45:58","slug":"hile-somos-ataque-somos-fogo-contra-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=1525","title":{"rendered":"$hile: Somos Ataque, somos fogo contra o Estado"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1526\" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2014\/10\/C78-300x225.jpg\" alt=\"C78\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2014\/10\/C78-300x225.jpg 300w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2014\/10\/C78-150x112.jpg 150w, https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2014\/10\/C78.jpg 356w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em>Retirado de ContraInfo:<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Vimos de todos os lados\u2026<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Vimos do ataque \u00e0s esquadras da pol\u00edcia, aos quart\u00e9is policiais e prisionais, aos centros de divers\u00e3o dos poderosos, \u00e0s igrejas e institui\u00e7\u00f5es do estado-capital. Temos vindo a fabricar dispositivos explosivos, conhecemos os seus usos e consequ\u00eancias na hora de actuar, sabemos quando agir, h\u00e1 anos que vimos das pr\u00e1ticas e l\u00f3gicas da conspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Organizamos-nos informalmente, sem lideran\u00e7as e reivindicando a autonomia, forjando redes clandestinas que a repress\u00e3o n\u00e3o conseguir\u00e1 detectar. Continuaremos, porque nunca par\u00e1mos \u2026<\/p>\n<p>Perante o dispositivo explosivo detonado recentemente no Subcentro \u2013 que ocasionou diversos ferimentos em v\u00e1rixs transeuntes \u2013 sem sermos ju\u00edzes, apresentamos e defendemos aqui a nossa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es que temos perpetuado, nas cumplicidades que temos materializado, nos ataques que outrxs companheirxs levaram a cabo \u2013 aos e \u00e0s quais n\u00e3o conhecemos pessoalmente, mas com xs quais compartilhamos, de forma an\u00f3nima, o caminho da a\u00e7\u00e3o direta \u2013 sempre se tem identificado claramente o inimigo.<\/p>\n<p>Inimigo \u00e9 quem det\u00e9m o poder ou quem se arma em sua defesa, passando a ser alvo e objectivo dos ataques, mas n\u00e3o quem aprova ou sucumbe passivamente perante o dom\u00ednio.<\/p>\n<p>N\u00e3o somos parte da cidadania \u2013 na medida em que esta se deixa submeter e perpetua a ordem \u2013 mas isso n\u00e3o equipara o papel da cidadania com o papel dos poderosos, o do escravo com o do amo. N\u00e3o \u00e9 a cidadania em geral, nem qualquer transeunte o objectivo das nossas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entendemos o ataque e a auto-defesa como um acto que desafia e procura atingir toda a engrenagem que nos tenta submeter \u2013 assim como tamb\u00e9m nos proteger e resguardar perante a ofensiva de qualquer for\u00e7a repressiva \u2013 independentemente do uniforme que vistam.<\/p>\n<p>Quem decida assumir a viol\u00eancia, para defender dos poderosos a regi\u00e3o, posiciona-se no campo de batalha e deve assumir o custo disso, mas isto, como bem o explicam outrxs companheirxs por a\u00ed, n\u00e3o \u00e9 um combate nem um golpe que se d\u00ea \u00e0s cegas, sem ter claramente no\u00e7\u00e3o de quem se atinge.<\/p>\n<p>A possibilidade de que circule um poderoso ou um civil qualquer n\u00e3o pode ser deixada ao acaso: a a\u00e7\u00e3o transgressora tem golpes precisos que sabem encontrar no objectivo tanto a infraestrutura do poder e da repress\u00e3o como xs sujeitos que a exercem.<\/p>\n<p>\u00c9 o Estado e as suas pol\u00edticas de Terror quem considera as vidas como simples n\u00fameros nas estat\u00edsticas das suas parcelas de poder, por ele avan\u00e7a devorando e esmagando impass\u00edvel, n\u00f3s nos distanciamos daquele em projec\u00e7\u00f5es e ideias, mas sobretudo em pr\u00e1ticas, que inegavelmente nos diferenciam. Perante isto n\u00e3o deve restar espa\u00e7o para d\u00favidas.<\/p>\n<p>Ansiamos e accionamos pelo combate ao inimigo e \u00e0 sua destrui\u00e7\u00e3o, armamos-nos de meios para o alcan\u00e7ar, utilizamos e reivindicamos o uso da viol\u00eancia para fazer frente \u00e0 autoridade, mas os nossos golpes n\u00e3o procuram causar dano a qualquer um ou uma que simplesmente transite pela cidade. Aquilo suporia que qualquer pessoa, pelo simples facto de circular, \u00e9 c\u00famplice e colaboradora do poder, sem se ter absolutamente nenhum fundamento para sustentar o referido. Essas n\u00e3o s\u00e3o as nossas formas, nem o fundamento, nem o horizonte do caminho de a\u00e7\u00e3o direta que percorremos h\u00e1 anos.<\/p>\n<p>Do mesmo modo que n\u00e3o deixamos \u00e0 sorte a nossa seguran\u00e7a \u2013 aprendendo com as t\u00e9cnicas de avan\u00e7o do inimigo \u2013 tampouco deixamos ao acaso a seguran\u00e7a de quem possa vaguear nas proximidades dos nossos alvos de ataque. Assim, n\u00e3o confiamos ou delegamos no bom trabalho do inimigo o cuidado com qualquer civil, tanto na evacua\u00e7\u00e3o como no isolamento da \u00e1rea. N\u00e3o somos indiferentes \u00e0 dor ou dano que um simples transeunte possa receber.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o xs cidad\u00e3os ou cidad\u00e3s quem deve temer pelas nossas a\u00e7\u00f5es. Se sentirem terror deve ser pela mis\u00e9ria de vida que o Estado imp\u00f5e, atrav\u00e9s de cada uma das engrenagens que comp\u00f5em a sua maquinaria de destrui\u00e7\u00e3o, pelo gatilho f\u00e1cil da pol\u00edcia, pela criminaliza\u00e7\u00e3o de qualquer conduta que saia dos padr\u00f5es fixados como normais, pelas asfixias econ\u00f3micas que levam ao suic\u00eddio ou a ele pelo avan\u00e7o do controlo social. Daqui quem deve temer os nossos actos, relativamente a cada aspecto das suas vidas e seguran\u00e7a, s\u00e3o os representantes do dom\u00ednio\u2026estamos a acercar-nos.<\/p>\n<p>N\u00e3o escrevemos para nos demarcarmos da utiliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, mas para reivindicar o uso que lhe temos dado, deixando claras as nossas posi\u00e7\u00f5es na luta insurrecional, posi\u00e7\u00f5es essas que n\u00e3o contemplam o ataque a civis.<\/p>\n<p>A chamada \u00e9 para agir, na cumplicidade dos afins, proliferando os grupos de ataque, accionando pela liberta\u00e7\u00e3o, mas tendo claro quais os nossos objectivos a difundir e o inimigo a atacar. As nossas pr\u00e1ticas s\u00e3o parte da mensagem. Os nossos golpes devem ser precisos, sem medo, mas sem imprecis\u00f5es.<\/p>\n<p>Terrorista \u00e9 o Estado.<\/p>\n<p>Saudamos os \u00faltimos ataques a igrejas e quart\u00e9is policiais.<\/p>\n<p>Contra toda a forma de poder, pela Anarquia e pela Liberta\u00e7\u00e3o Total\u2026 Continuamos a crescer\u2026<\/p>\n<p><strong><em>N\u00facleos de Ataque pela Liberta\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>[14 de Setembro de 2014]<\/p>\n<p>Noticias relacionadas: http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=1522<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retirado de ContraInfo: Vimos de todos os lados\u2026 Vimos do ataque \u00e0s esquadras da pol\u00edcia, aos quart\u00e9is policiais e prisionais, aos centros de divers\u00e3o dos poderosos, \u00e0s igrejas e institui\u00e7\u00f5es do estado-capital. 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