{"id":1039,"date":"2014-03-15T05:43:47","date_gmt":"2014-03-15T04:43:47","guid":{"rendered":"http:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=1039"},"modified":"2014-03-15T05:43:47","modified_gmt":"2014-03-15T04:43:47","slug":"chile-jornada-de-agitacao-e-solidariedade-pelos-companheiros-freddy-marcelo-e-juan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=1039","title":{"rendered":"Chile: Jornada de agita\u00e7\u00e3o e solidariedade pelos companheiros Freddy, Marcelo e Juan."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-1040\" alt=\"caso-security-609x1024\" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2014\/03\/caso-security-609x1024-178x300.jpg\" width=\"285\" height=\"362\" \/><\/p>\n<p><em>Retiramos de Viva La Anarquia e traduzimos:<\/em><\/p>\n<p><b>Um assalto, um policial morto e as campanhas de exterm\u00ednio<\/b><\/p>\n<p><i>&#8220;As vezes sai caro defender aos ricos&#8221;- Alexander M. Jacob.<\/i><\/p>\n<p>No dia 18 de outubro de 2007 se produz um assalto a uma entidade banc\u00e1ria localizada em pleno centro de Santiago, o banco Security. Os Carabineiros<a title=\"\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> fecham o per\u00edmetro da sucursal com o objetivo de encontrarem os participantes do feito. Assim na revista a uma motocicleta se d\u00e1 um enfrentamento armado e Luis Moyano, cabo dos Carabineiros, cai morto no lugar. Outro funcion\u00e1rio policial resulta ferido.<\/p>\n<p>O centro de Santiago se convulsiona e a ca\u00e7a se desata em vingan\u00e7a. O Departamento de Intelig\u00eancia dos Carabineiros faz um r\u00e1pido balan\u00e7o da orquestra\u00e7\u00e3o t\u00e1tica do assalto, caracteriza\u00e7\u00e3o dos participantes, tipo de armamento e retirada. Ap\u00f3s uma r\u00e1pida an\u00e1lise lan\u00e7am a senten\u00e7a: os autores s\u00e3o ex-membros de um grupo subversivo.<\/p>\n<p>Com uma poderosa campanha midi\u00e1tica o caso se difunde rapidamente, prestando declara\u00e7\u00e3o diante da m\u00eddia, tanto a vi\u00fava como os filhos do cabo Moyano. As honras oficiais envolvem a figura do carabineiro e as amea\u00e7as contra os participantes no assalto v\u00e3o se difundindo sem maior dissimula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em cerca de um m\u00eas \u00e9 detido um dos presuntos participantes no assalto. Tr\u00eas dias depois da deten\u00e7\u00e3o entrega os nomes e fotografias dos supostos membros do grupo. Este testemunho, constru\u00eddo desde, para e pelos entramados do poder, \u00e9 bendito com uma validez total, transformando-se em prova irrefut\u00e1vel diante a sociedade.<\/p>\n<p>Os rostos de Freddy Fuentevilla, Juan Aliste, Marcelo Villaroel e Carlos Guti\u00e9rrez Quiduleo s\u00e3o expostos e analizados pela m\u00eddia, se fala de peritos biom\u00e9tricos e an\u00e1lises criminol\u00f3gicos de maior n\u00edvel.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia faz circular telefones aonde chamar para entregar informa\u00e7\u00e3o, se convoca a popula\u00e7\u00e3o a delatar qualquer movimento ou apari\u00e7\u00e3o dos j\u00e1 declarados culpados. Se lan\u00e7am amea\u00e7as pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o e a mensagem entre linhas \u00e9 clara: os querem mortos.<\/p>\n<p>Se realizam batidas nos domic\u00edlios dos companheiros, dos familiares e companheiras. Mas nem rastro deles. O cerco policial se extende mas n\u00e3o consegue aprision\u00e1-los. A pauta lan\u00e7ada pelo poder fica estabelecida, os companheiros n\u00e3o sobreviver\u00e3o se s\u00e3o encontrados.<\/p>\n<p><b>Mandados de pris\u00e3o; Para quem v\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><i>&#8220;Escolhemos o peso de nossas escolhas e n\u00e3o temos a inten\u00e7\u00e3o de amolecer nossas decis\u00f5es&#8221;- Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo<\/i><\/p>\n<p>A lista de nomes e fotografias mostradas pelas vozes do poder como participantes do assalto ao banco, busca fortalecer o imagin\u00e1rio de &#8220;deliquente ex-subversivo&#8221;. Eliminar qualquer motiva\u00e7\u00e3o de luta, isolar-los politicamente de entornos de combate e posicion\u00e1-los marginalizados e sem continuidade hist\u00f3rica alguma.<\/p>\n<p>Mas os companheiros n\u00e3o s\u00f3 tem passado de luta, mas tamb\u00e9m presente e por certo futuro. Os 4 apontados como participantes no assalto ao banco, s\u00e3o ativos rebeldes que mantiveram o combate e enfrentamento durante a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, sem fazser distin\u00e7\u00e3o entre a mudan\u00e7a de roupas- de uniformes a car\u00edssimos ternos- na hora de exercer a autoridade e administrar o Estado\/C\u00e1rcere\/Capital.<\/p>\n<p>Com suas particularidades e subjetividades, cada companheiro colabora a um front da luta, articulando-se assim distintas realidades. Como eles mesmos se definem:<\/p>\n<p>-Freddy Fuentevilla: ex militante do MIR, ativo anticapitalista aut\u00f4nomo<\/p>\n<p>-Carlos Gutierrez Quiduleo: ex militante lautarino, ativo weichafe<\/p>\n<p>-Juan Aliste: ex lautarino, ativo anticapitalista subversivo.<\/p>\n<p>-Marcelo Villaroel: ex lautarino, subversivo aut\u00f4nomo e libert\u00e1rio<\/p>\n<p>Presentes em mil iniciativas, os companheiros assumem a clandestinidade diante as amea\u00e7as de morte lan\u00e7adas pelas vozes do poder e uma ca\u00e7a de bruxas desencadeada pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a que orquestravam o cen\u00e1rio perfeito para buscar sua aniquila\u00e7\u00e3o f\u00edsica e legitimar o exterm\u00ednio de revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Freddy e Marcelo s\u00e3o detidos na Argentina no dia 15 de mar\u00e7o de 2008, sendo processados e encarcerados por porte de arma de fogo, conhecendo as pris\u00f5es argentinas. Submetidos a regimes de castigo e isolamentos demenciais, com longos per\u00edodos de clausura revertidos com a cont\u00ednua resist\u00eancia manifestada no combate cotidiano e milim\u00e9trico \u00e0 loucura de viver sem luz natural, nem artificial, nem p\u00e1tio onde caminhar&#8230; Gerando a figura do isolamento dentro do isolamento por raz\u00f5es de seguran\u00e7a, que \u00e9 o que posteriormente continua no Chile, mas validado no regime de seguran\u00e7a m\u00e1xima, invisibilizado dentro do que se conhece como C\u00e1rcere de Alta Seguran\u00e7a<a title=\"\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Quando os companheiros cumprem a metade da pena s\u00e3o expulsos ao Chile. Por sua parte Juan \u00e9 detido tamb\u00e9m na Argentina, no dia 9 de julho de 2010 e \u00e9 expulso imediatamente, deixado na bandeja diante a justi\u00e7a chilena.<\/p>\n<p>Carlos consegue manter-se foragido at\u00e9 ser detido no territ\u00f3rio mapuche no dia 28 de novembro de 2013.<\/p>\n<p>Cada companheiro se mant\u00e9m firme nas op\u00e7\u00f5es de vida escolhidas, nas decis\u00f5es de combate fortalecidas pelos anos e tra\u00e7adas pelas inumer\u00e1veis viv\u00eancias da dureza da repress\u00e3o mas tamb\u00e9m da alegria e do amor na revolta. Recha\u00e7ar os valores do poder e a servil monotonia n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o passageira ou moment\u00e2nea, mas uma imquebr\u00e1vel continuidade.<\/p>\n<p><b>Labirintos judiciais de um aniquilamento burocr\u00e1tico.<\/b><\/p>\n<p><i>&#8220;Minha deten\u00e7\u00e3o revela os temores ao fantasma da resist\u00eancia. Minha deten\u00e7\u00e3o resulta da vontade de aniquilar todo rastro de alternativa radical \u00e0 verborr\u00e9ia hemipl\u00e9gica e as com\u00e9dias de ruptura com o sistema e seus c\u00famplices. <\/i><i>Apesar de tudo, a luta continua.&#8221;<\/i><\/p>\n<p><i>-Jean Marc Roullian-<\/i><\/p>\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o dos Estados Chileno-Argentino para conseguir a captura de Freddy, Marcelo e Juan, traz a tona novamente o plano anti-subversivo conhecido como Opera\u00e7\u00e3o Condor, implementado pelas ditaduras na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Assim ent\u00e3o, com a chegada de Freddy e Marcelo \u00e0s cadeias chilenas o processo judicial se inicia, esta vez, colocado na justi\u00e7a militar a cargo do funesto promotor Reveco, reconhecido comparsa de torturadores e lichamentos jur\u00eddicos na ditadura. Uma vez detido Juana e expulso ao Chile, o companheiro \u00e9 somado a mesma investiga\u00e7\u00e3o que Freddy e Marcelo, todos sob fiscalia militar.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito carcer\u00e1rio Juan, Freddy e Marcelo permanecem separados nos 3 m\u00f3dulos com que conta a C\u00e1rcere de Alta Seguran\u00e7a, as restri\u00e7\u00f5es por parte da administra\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria s\u00e3o cont\u00ednuas, com incessantes batidas nas celas, assim como a persegui\u00e7\u00e3o a suas fam\u00edlias e companheirxs.<\/p>\n<p>No ano de 2010, mediante mobiliza\u00e7\u00f5es e greves de fome de prisioneiros pol\u00edticos mapuche se consegue modificar a jurisdi\u00e7\u00e3o para que nenhum civil seja julgado por tribunais militares. Este c\u00e2mbio \u00e0 arquitetura do poder fez com que o processo do Caso Security seja levado do circo judicial ao civil, com novos prazos, promotores e disposi\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Para o poder e o dom\u00ednio, o processo judicial era um cen\u00e1rio n\u00e3o contemplado, porque em estrito rigor se perseguia e incitava ao aniquilamento f\u00edsico dos companheiros, at\u00e9 esse momento foragidos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s serem detidos, as balas policiais ficavam intactas nas rec\u00e2maras das pistolas, prontas para serem descarregadas contra outros revolucion\u00e1rios, neste caso n\u00e3o foram disparadas para vingar a seu &#8220;companheiro de armas&#8221;, o cabo Moyano&#8230; ent\u00e3o o assunto se punha embara\u00e7ozo. Se n\u00e3o os exterminavam com a costumeira brutalidade do aniquilamento f\u00edsico, poi teriam que serem golpeados sob quilos de pastas investigativas e absurdos judiciais, sepultados sob muralhas de burocracia legal e asfixiados com procedimentos sem sentido.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio se desenvolve todo um entramado legal\/jur\u00eddico que cont\u00ednuamente cruza seus pr\u00f3rpios limites e passa por cima de suas normas. Juan, Marcelo e Freddy cumpriram a pris\u00e3o preventiva mais longa do Chile sob a nova reforma processual penal, com mais de 4 anos nas cadeias sem receber pena alguma. Por sua parte a promotoria conseguiu anular e realizar em duas ocasi\u00f5es a &#8220;prepara\u00e7\u00e3o de julgamento&#8221; e extender limites at\u00e9 o infinito.<\/p>\n<p>Aqui n\u00e3o falamos de prazos justos ou respeito a tratados, falamos e evidenciamos a brutalidade do dom\u00ednio e a necessidade que tem de afogar no esquecimento aos companheiros, trancados nas armadilhas e no labirinta da pantomima judicial.<\/p>\n<p>Em meio deste processo, no dia 28 de novembro de 2013, o companheiro Carlos Gutierrez Quiduleo, at\u00e9 o momemento clandestino, \u00e9 detido pelas for\u00e7as repressivas. Ap\u00f3s ser capturado \u00e9 levado a se\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a m\u00e1xima com um regime de isolamento. Seu processo judicial fica independente e em paralelo ao de Juan, Marcelo e Freddy.\u00a0 Assim o companheiro Carlos permanece sob investiga\u00e7\u00e3o em pris\u00e3o preventiva ainda sem ter data para seu julgamento.<\/p>\n<p>Uma vez finalizada todas as artimanhas para a realiza\u00e7\u00e3o do grande teatro, e estabelecidas todas as pe\u00e7as para impor a verdade aos poderosos, se fixa a data onde se pretende sacrificar o altar da democracia aos rebeldes.<\/p>\n<p>No dia 25 de Mar\u00e7o, 3 ju\u00edzes, 3 miser\u00e1veis decidir\u00e3o sobre a vida de nossos companheiros, botando-se como semi-deuses para quantificar a por\u00e7\u00e3o de vida que ter\u00e3o que purgar os prisioneiros.<\/p>\n<p>A armadilha judicial se extende at\u00e9 limites grosseiro, no caso de n\u00e3o ser condenado pelos fatos que hoje os acusam, os companheiros que se encontravam cumprindo penas com benef\u00edcios (por sua participa\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00f5es de guerrilha urbana durante os anos 90-Marcelo e Juan-) ficar\u00e3o ao caprichoso arb\u00edtrio da administra\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria-jur\u00eddica, quem decidir\u00e3o se ter\u00e3o que permanecer no c\u00e1rcere cumprindo a pena anterior ou retomariam ao regime de bef\u00edcios que tinham em 2007.<\/p>\n<p>Ar armas da democracia transformadas desta vez em papel e senten\u00e7a buscam ser executadas segundo as peti\u00e7\u00f5es dos perseguidores.Desta forma a promotoria solicita:<\/p>\n<p>-Para o companheiro Juan Aliste: pris\u00e3o perp\u00e9tua qualificada + 20 anos de pr\u00eds\u00e3o, acusado de 3 assaltos banc\u00e1rios, a morte de Moyana e o suposto homic\u00eddio frustrado a outro policial, durante os enfrentamento nas imedia\u00e7\u00f5es do banco Security.<\/p>\n<p>-Para o companheiro Freddy Fuentevilla a acusa\u00e7\u00e3o e de perp\u00e9tua simples + 15 anos de pris\u00e3o pelo homic\u00eddio de Moyano, o enfrentamento armado com outro policial e 2 assaltos banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por sua parte ao companheiro Marcelo Villaroel, os perseguidores pretendem conden\u00e1-lo a 18 anos de pris\u00e3o ap\u00f3s indic\u00e1-lo como autor de 2 assaltos banc\u00e1rios.<\/p>\n<p><b>Nos altares da Inquisi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica&#8230;<\/b><\/p>\n<p><i>&#8220;&#8230;Porque a Anarquia a temos dentro de nossas cabe\u00e7as e voc\u00eas nunca ser\u00e3o capazes de process\u00e1-la, n\u00e3o importa quanto cimento nos joguem em cima para sepultar-nos, n\u00e3o importa quantas pris\u00f5es construam para meter-nos dentro, a quantos anos nos condenem e quantas leis anti-terroristas decretar\u00e3o para serem ainda mais estritos em suas atua\u00e7\u00f5es teatrais&#8230; <\/i><i>Nossa anarquia fugir\u00e1 cada vez&#8221;<\/i><\/p>\n<p><i>Giannis Mihailidis e Nikos Romanos<\/i><\/p>\n<p>Os julgamentos s\u00e3o ambientes cumes do monop\u00f3lio da viol\u00eancia por parte do Estado, onde a inquisi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica busca aplicar a san\u00e7\u00e3o exemplificadora. Mas no caso de sujeitos em aberta rebeldia se agudiza e amplifica o papel da pr\u00f3pria justi\u00e7a, transformando o ambiente em uma tribuna de linchamento pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Ainda que a Promotoria se empenhe em autoproclamar-se limpa e asc\u00e9ptica, este \u00e9 e ser\u00e1 um processo que deve defender a ordem dos ricos, este \u00e9 um julgamento pol\u00edtico. Por ele as provas e acusa\u00e7\u00f5es escapam dos meros ocorridos em 2007, levantando-se contra os companheiros como sujeitos subversivos.<\/p>\n<p>Com isto n\u00e3o estamos pedindo igualdade perante a lei ou &#8220;julgamentos justos&#8221;, se n\u00e3o que mas b\u00e9m buscamos desvelar e evidenciar como funciona a estrutura do dom\u00ednio para se colocar sobre quem se op\u00f5e e enfrenta de maneira cotidiana e radical.<\/p>\n<p>Assim ent\u00e3o, a contar do 25 de mar\u00e7o, promotores, ju\u00edzes e advogadas a servi\u00e7o do poder caprichar\u00e3o na est\u00e9tica e na vaidade, a Gendarmeria<a title=\"\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a> exagerar\u00e1 at\u00e9 o rid\u00edculo as disposi\u00e7\u00f5es do teatro da seguran\u00e7a e a vi\u00fava do cabo Moyano armar\u00e1 quantos pontos de m\u00eddia que encontre.<\/p>\n<p>Todos defender\u00e3o sua posi\u00e7\u00e3o de servidores do dom\u00ednio e n\u00e3o temos d\u00favida da atitude de nossos companheiros: cabe\u00e7a alta, sem arrependimento de quem decidiram ser, com tremendas for\u00e7as para n\u00e3o se renderem.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio compreender o momento chave que significa um julgamento, tanto para o poder que se d\u00e1 a arrog\u00e2ncia de julgar e condenar aos revolucion\u00e1rios, como a sua vez o desafio e possibilidade para n\u00f3s, seus eternos inimigxs, de elevar a conflitividade, levando-a a um ponto de n\u00e3o retorno. Nossa \u00e9 a resposta solid\u00e1ria, com firmeza e no pulsar exato da guerra.<\/p>\n<p>O objetivo transcende aos teatros jur\u00eddicos, inclusive al\u00e9m de condenar por um fato pontual a uma pessoa, busca cortar e demolir o esp\u00edrito de enfrentamento \u00e0 norma, \u00e0 regra, ao poder mesmo, segundo seja o caso.<\/p>\n<p>Assim ent\u00e3o ap\u00f3s o cen\u00e1rio legal, se pretende sepultar ao\/a impultadx, simplesmente apag\u00e1-lx, anulado, atr\u00e1s do peso de uma pena e transformado em um mero n\u00famero dentro da pris\u00e3o, que o mundo al\u00e9m das grades a\/o esque\u00e7a e que x prisioneirx assuma obediente seu novo papel pela sociedade determinado: condenadx<\/p>\n<p>Nossos companheiros n\u00e3o sucumbem resignados ao dom\u00ednio e mantiveram ao longo de sua vida a op\u00e7\u00e3o de luta permanente. Transcendendo e transpassando cen\u00e1rios pontuais, dando-lhe assim uma continuidade de luta \u00e0 ruptura com a ordem imposta.<\/p>\n<p>Evidenciando com isso que o poder poder\u00e1 cercar-nos, trancar-nos, elevar os muros e disparar san\u00e7\u00f5es e vingan\u00e7as, mas nossa ser\u00e1 a vontade de n\u00e3o enfrentar desde uma perspectiva de v\u00edtima cada cen\u00e1rio pelo poder disposto. Nossas m\u00e3os ativas sempre buscar\u00e3o destruir as grades que pretendem nos aprisionar&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o delegaremos nas disposi\u00e7\u00f5es e r\u00edtmos do estado nossa atitude de guerra. A luta \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o de vida at\u00e9 o final, sem espa\u00e7o para os tempos mortos.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio do Legal, os companheiros buscaram obstaculizar a &#8220;verdade&#8221; dospoderosos mediante uma defesa jur\u00eddica, mas sem fazer suas nem internalizar as categorias da linguagem imposta: inocentes, v\u00edtimas ou culpados.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de defesa n\u00e3o se baseia unicamente em evitar e entorpecer a lapida\u00e7\u00e3o e o sequestro por toda a vida que pende sobre eles, sabotando as engrenagens das verdades judiciais, se n\u00e3o que ao un\u00edssono projeta tanto a luta na rua como uma vida de combate contra a domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Hoje mais que nunca&#8230;Palavra e A\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><i>&#8220;Entendemos a solidariedade como a constante coloca\u00e7\u00e3o em pr\u00e1tica de nossas id\u00e9ias anarquistas, em todas suas formas, que fazem entender o inimigo que aqui nada termina, que tudo segue na pris\u00e3o ou na rua. Desde onde se esteja: nem um minuto de sil\u00eancio e uma vida de combate&#8221;<\/i><\/p>\n<p><i>-M\u00f4nica Caballero, Francisco Solar-<\/i><\/p>\n<p>Diante do iminente julgamento contra nossos companheiros, fazemos um fervente chamado a\u00a0 lutar,<\/p>\n<p>elevando a voz da guerra, convocando uma vez mais a uma Jornada de Agita\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria Internacionalista do 14 ao 25 de mar\u00e7o de 2014.<\/p>\n<p>Assumindo sempre um papel ativo dentro da guerra social, incitamos \u00e0s diferentes individualidades a manifestar de maneira concreta o apoio e a solidariedade com os companheiros a espera de julgamento. Entendendo que a mensagem solid\u00e1ria ser\u00e1 recebida de maneira certeira n\u00e3o s\u00f3 pelos companheiros, mas tamb\u00e9m pelos poderosos que os querem ver s\u00f3s e derrotados.<\/p>\n<p>A solidariedade ofensiva faz frente ao teatro da justi\u00e7a e leva o conflito desde os escrit\u00f3rios estatatais \u00e0 rua mesma, onde queremos nossos companheiros vivos, livres e rebeldes.<\/p>\n<p>N\u00e3o seremos espectadores do linchamento de nossos companheiros, nem aceitaremos submissamente as penas que possam emanar como san\u00e7\u00e3o exemplificadora, nosso chamado \u00e9 a qwue ningu\u00e9m deixe de participar, de ativar pela Liberta\u00e7\u00e3o Total.<\/p>\n<p>A solidariedade, a for\u00e7a comum, o apoio, transpassa os muros, burla as fronteiras e une os mundos com a linguagem comum da guerra social. Que um\/uma guerreirx n\u00e3o esteja s\u00f3 nos sal\u00f5es da justi\u00e7a burguesa, s\u00f3 depende de quanto sejamos capazes de criar. Todas as a\u00e7\u00f5es contam e todas colaboram na luta contra o poder, quando levam o g\u00e9rmem solid\u00e1rio da liberdade.<\/p>\n<p>O chamado e a atuar, gerando uma a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria multi-forme, sem l\u00edderes nem dirigentes, onde cada um\/uma colabore desde o cen\u00e1rio onde se encontre, cada gesto importa. Assim a a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria gera, extende e aprofunda as redes de cumplicidade, potentes armas e ferramentas para fazer frente ao Poder.<\/p>\n<p>Este chamado \u00e9 uma convocat\u00f3ria aberta, para que cada uma\/um se manifeste atrav\u00e9z da a\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9z da informa\u00e7\u00e3o descentralizada, com pr\u00e1ticas aut\u00f4nomas de express\u00e3o de rebeldia.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixaremos s\u00f3s a nossos companheiros, por mais rajadas de amea\u00e7as que o poder dispare, nossa \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o de luta, sem tr\u00e9guas, at\u00e9 o final, at\u00e9 destruir o \u00faltimo bilar da sociedade carcer\u00e1ria.<\/p>\n<p>Contra toda forma de poder, contra toda forma de domina\u00e7\u00e3o&#8230; na rua, prisioneirxs ou em fuga, sempre estaremos em permanente atitude de combate.<\/p>\n<p><i>&#8220;As fronteiras e os idiomas diferente s\u00e3o obst\u00e1culos que vamos derrubar para nos encontrar uma ao lado dx outrx, e para nos levantarmos juntxs contra os mandatos e ordens deste sistema e cuspir com desprezo a cada um dos fi\u00e9is \u00e0 lei e op\u00e7\u00f5es de vida que nos prop\u00f5e&#8221;-<\/i><\/p>\n<p><i>Conspira\u00e7\u00e3o das C\u00e9lulas de Fogo<\/i><\/p>\n<p>Solidariedade e A\u00e7\u00e3o do 14 ao 25 de Mar\u00e7o de 2014, at\u00e9 ver Freddy, Marcelo, Juan e Carlos na rua, caminhando livres com todxs xs que lutam.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"afiche\" src=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/files\/2014\/03\/afiche-231x300.jpg\" width=\"303\" height=\"375\" \/><\/p>\n<p>Convocam e Solidarizam:<\/p>\n<p>-Familiares e companheirxs dos processados pelo Caso Security<\/p>\n<p>&#8211; Coletivo anti-carcer\u00e1rio V\u00f4o de Justii\u00e7a<\/p>\n<p>-N\u00facleo anti-autorit\u00e1rio de agita\u00e7\u00e3o e propaganda Sem Fronteiras Nem Bandeiras e afins<\/p>\n<p>-81 raz\u00f5es para lutar<br \/>\n-Individualidades a fins Santiago- Valpara\u00edso- Buenos Aires- Neuqu\u00e9n- Barcelon<\/p>\n<p>-Viva la Anarquia<\/p>\n<p>-Rojoscuro<\/p>\n<p>-Hommodolars<\/p>\n<p>-Publicac\u00e3o Refractario<\/p>\n<p>-Cruz Negra Anarquista M\u00e9xico<\/p>\n<p>-RadioAzione<\/p>\n<p>-Solidarixs em Guerra contra o Poder<\/p>\n<p>&#8211; Revista Infierno<\/p>\n<p>&#8211; Voz Como Arma<\/p>\n<p><i>ENQUANTO EXISTIR MIS\u00c9RIA HAVER\u00c1 REBELI\u00c3O!!!!!!!<\/i><\/p>\n<div><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Equivalente a pol\u00edcia Militar no Chille<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2\u00a0 CAS- Pris\u00e3o de seguran\u00e7a M\u00e1xima localizada em Santiago, criada nos anos 90 com o objetivo de manter encarcerados militantes de organiza\u00e7\u00f5es subversivas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3 Institui\u00e7\u00e3o militar que no Chile cumpre o papel de carcereiro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retiramos de Viva La Anarquia e traduzimos: Um assalto, um policial morto e as campanhas de exterm\u00ednio &#8220;As vezes sai caro defender aos ricos&#8221;- Alexander M. Jacob. No dia 18 de outubro de 2007 se produz um assalto a uma &hellip; <a href=\"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/?p=1039\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6952,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48,37,10,1,34,53,4],"tags":[],"class_list":["post-1039","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-caso-security","category-chile","category-eventos","category-guerra-social","category-memoria-combativa","category-presxs","category-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6952"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1039"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1039\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1042,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1039\/revisions\/1042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cumplicidade.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}